Metaverso é um futuro inevitável, mas também já está presente

As recentes declarações de Mark Zuckerberg e o anúncio da mudança de nome e posicionamento do Facebook para Meta – e para o metaverso, fizeram com que esse termo ganhasse destaque. Apesar dessas mudanças significarem uma grande quebra de paradigmas para a gigante das redes sociais, o metaverso em si já é conhecido dos profissionais da tecnologia e da comunicação de experiência.

A Flex Interativa, principal empresa de comunicação de experiência com foco na aplicação de soluções como realidade virtual e aumentada, atua ativamente nesse contexto. Fundada em 2008 por Fernando Godoy, a empresa fez um ajuste de curso e mirou nessas novas tecnologias em 2015, com a chegada dos sócios Marcelo Rodino, como co-fundador e head de criação, e Décio Sampaio como head de operação.

Na visão do trio, o metaverso é uma forma de relacionamento da ‘vida real’ com o ‘universo virtual’. “Normalmente, o metaverso é relacionado a tecnologias como realidade virtual, realidade aumentada e realidade mista. Mas a chave está no aspecto comportamental: na forma como os usuários se comportam com essas tecnologias e na dialética que se estabelece entre o real e o virtual”, explica Rodino.

Por isso, o especialista revela que o metaverso é uma somatória de diversas tecnologias imersivas que possibilitam criar novas formas de comunicação e interação entre seus usuários. Isso pode se dar de uma forma bastante ampla, como um jogo imersivo, no qual o player utiliza óculos de realidade virtual e se sente completamente transportado para um ambiente novo, mas também pode ser algo menos complexo, como a possibilidade de publicar uma foto em 360°.

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Imagem: Imágenes de Daniel morfin_CANVA

“As empresas já têm feito ações dentro do contexto do metaverso, com graus diferentes de complexidade e algumas com grande sucesso. Inevitavelmente as companhias vão precisar considerá-lo no seu escopo de comunicação num futuro próximo. Mas também é algo que já está disponível e que pode ser aplicado aos poucos, de diversas formas”, revela.

Um importante marco no metaverso foi o jogo Second Life, que chamou alguma atenção nos anos 2000, mas acabou se tornando obsoleto pela falta de tecnologia que atendesse à demanda de realismo da audiência. Nele, os usuários criavam seus avatares e interagiam entre si, como se estivessem frente a frente, sem o intermédio de telas ou da conexão de internet.

Mais recentemente, com o avanço de soluções de hardware, tem sido possível acompanhar o sucesso estrondoso de games como Fortnite, que empregam em seu ambiente virtual diversos elementos do mundo real e geram engajamento expressivo entre seu público.

Além de modelos de carros e lojas de marcas conhecidas, os criadores do jogo surpreenderam o mercado ao iniciar a realização de shows de artistas reais em sua plataforma. Mas a troca de informações através das telas não fica restrita aos games. Soluções como videoconferências também fazem parte do metaverso – e podem, cada vez mais, explorar esse contexto para aumentar sua efetividade.

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Imagem: Niphon subsri_CANVA

A partir da combinação de diversas demandas de clientes de segmentos diferentes, a Flex Interativa criou o Flex Universe, uma plataforma em que o metaverso é amplamente aplicado, com a proposta de interatividade, personalização e conteúdo imersivo. “Logo no início da pandemia, percebemos que havia uma possibilidade de aplicação do metaverso para criar dinâmicas mais eficientes que contribuíssem com o aprendizado dos alunos. Inclusive a minha filha ela foi a primeira a testar o nosso produto”, conta Rodino.

O Flex Universe é um instrumento desenvolvido pela Flex Interativa para popularizar o acesso ao metaverso para pequenas e médias empresas que não tenham os meios necessários para desenvolver, do zero, toda a tecnologia necessária para criar seus próprios ambientes virtuais. A partir de uma base, o Flex Universe é completamente customizável e permite às empresas realizarem diversas atividades, desde videoconferências a cursos e exibições de produtos.

“Além do aspecto interativo, potencializado pela criação de avatares que representam os usuários que estão participando das atividades, o Flex Universe apresenta também a possibilidade de criar trilhas gamificadas para a realização de tarefas, o que aumenta o engajamento da audiência e a retenção de informações”, afirma o head de criação.

Assim, de acordo com o especialista, apesar das soluções apresentadas no final de outubro pelo Mark Zuckerberg parecerem muito empolgantes, fica claro que será preciso esperar ainda algum tempo para ver os desdobramentos de toda essa história.

Enquanto isso, a corrida pela presença no metaverso – e da aplicação desse contexto na identidade institucional de empresas de diversos segmentos já está em andamento. “A Flex Interativa está atuando não só acelerando o desenvolvimento de ferramentas, mas impulsionando as empresas que precisam de um gás nessa frente”, conclui Marcelo Rodino. – Fonte e outras informações: (https://www.flexinterativa.com.br/).

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