Jungmann: Há preocupação com migração do crime do Rio para outros Estados

O presidente Temer é recebido pelo ministro Raul Jungmann, ao chegar para participar da reunião do Conselho Militar, na sede do Ministério da Defesa, em Brasília, ontem (22).
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Brasília – O ministro da Defesa, Raul Jungmann, reconheceu que “há uma preocupação” no governo com a possibilidade de “migração do crime”, após a intervenção federal decretada no Rio de Janeiro. Citou, no entanto, que isso “acontece sempre que as forças de segurança agem com mais rigor” em uma determinada região. Segundo o ministro, a reunião do ministro da Justiça, Torquato Jardim com os secretários de segurança do Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo é fundamental para discutir como barrar o deslocamento das quadrilhas para os demais estados.
Mas lembrou que “o crime já e nacional” e, por isso, “é importante a participação dos estados” para coibir o avanço sobre os demais estados. Jungmann afirmou ainda que o novo Ministério da Segurança Pública, a ser criado pelo presidente Temer, irá facilitar este trabalho de integração de combate ao crime no País, no entrosamento e discussão de ações conjuntas entre os estados. Sinalizou ainda que, na semana que vem, o Comandante Militar do Leste, general Walter Braga Netto, deverá anunciar um plano de operação da intervenção.
Para o ministro, “é um cenário plausível a migração do crime”, acrescentando que ela já ocorre hoje, por exemplo, dentro do próprio Rio de Janeiro, ou em Pernambuco, ou Goiás. “ E é claro que preocupa”, emendou. “Onde você tem uma eficácia maior das forças de segurança, o crime migra e nós temos sim esta preocupação e temos de ter e de cuidar para que ela não se corporifique”, prosseguiu o ministro. Ele acrescentou que “o presidente tem urgência” em anunciar a criação do Ministério, mas não sei quando será anunciado, comentou.
Jungmann afirmou que não há definição sobre recursos que serão repassados para o Rio de Janeiro, por conta da intervenção. Ele citou que, para 2018, para as ações de Garantia da Lei e da Ordem, pela primeira vez, foi incluído no orçamento verba de R$ 100 milhões para ser empregada ao longo do ano. Estes recursos, no entanto, ainda não começaram a ser usados. Ao ser indagado se seria possível recuperar a estrutura policial do Rio de Janeiro, que estaria sucateada por falta de recursos, o ministro da Defesa rebateu a tese dizendo que “eles têm dinheiro no orçamento, porém é preciso mais velocidade (na liberação dos recursos)” (AE).

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