JPMorgan: crescimento no Brasil e Argentina ‘deve pôr fim’ a recessão na A. Latina

Com a melhora da perspectiva de crescimento, os emergentes passaram a atrair crescentes fluxos de capital internacional, ressalta o relatório.
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A volta do crescimento no Brasil e na Argentina deve ajudar a América Latina a crescer em 2017, após dois anos de recessão. A recuperação da região, porém, tem sido mais lenta que o esperado, avalia um novo relatório da JPMorgan Asset Management. “Indicadores econômicos começaram a melhorar na região, sugerindo que o pior ficou para trás. No entanto, o progresso no crescimento econômico tem sido um pouco mais lento do que o esperado”, afirma a estrategista de mercado da JPMorgan Asset Management, Gabriela Santos.
A notícia positiva para a região este ano, sobretudo em países como o Brasil e a Argentina, tem sido a queda da inflação. A retração significativa dos índices de preços, com exceção do México, para níveis abaixo das metas oficiais dos governos tem permitido aos bancos centrais da região cortar os juros, observa o relatório do JP. “A inflação na região deve continuar se normalizando este ano e finalmente iniciar uma convergência para os níveis muito menores da Ásia”, ressalta o estudo.
“Os investidores globais estão tomando nota da queda da inflação na América Latina, principalmente por causa do potencial de novos cortes nas taxas de juros de muitos dos bancos centrais da região. Em um mundo onde as oportunidades em renda fixa soberana são difíceis de encontrar, os títulos locais latino-americanos se destacam “, escreve a estrategista.
As reformas estruturais são outro ponto que vêm sendo monitoradas de perto por investidores internacionais que olham para a América Latina, segundo o JP. “As reformas fiscais e econômicas vão continuar encorajando os fluxos externos para a América Latina?”, pergunta o banco norte-americano, destacando que a continuidade da agenda de reformas é essencial para a região. Na avaliação de Gabriela Santos, as reformas são necessárias para estimular o crescimento de longo prazo na região. No curto prazo, os BCs ainda têm espaço para seguir cortando juros.
Para uma expansão maior do PIB, é preciso que o investimento cresça mais. Ao falar do cenário global, o JP destaca que os Estados Unidos e alguns poucos países vinham crescendo de forma mais acelerada que outros mercados nos últimos anos, mas agora o crescimento do planeta começa a ficar mais sincronizado. Com a melhora da perspectiva de crescimento, os emergentes passaram a atrair crescentes fluxos de capital internacional, ressalta o relatório (AE).

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