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Investir em bem-estar é bom negócio

em Manchete Principal
sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Programas reduzem afastamentos e o turnover

Redação

Que empresa não gostaria de diminuir a rotatividade e aumentar a economia de recursos com seus colaboradores? Mais que isso, reduzir drasticamente o afastamento das atividades laborais por problemas vinculados à saúde mental? Tudo isso é possível com programas de bem-estar corporativo, conforme atestam 82% dos CEO´s que participam de pesquisa da Wellhub intitulada “ROI do Bem-Estar”, divulgada em São Paulo.   

Larissa, Rafaela, Antônia, Luíza e Letícia.

Consultoria voltada às soluções em RH, a Bernhoeft abriu sua sala na sede paulista da FGV, na última quinta-feira, anunciando parceria com a Factorial, que disponibilizará recursos técnicos para melhor sistematizar o trabalho terceirizado das empresas pela Bernhoeft. Na ocasião, Luiza Freitas (responsável no Brasil pela área de RH da Wellhub, rebranding da Gympass desde 2024) mostrou a pesquisa “ROI do Bem-Estar – Visão dos CEO´S”, realizada neste ano, convencendo empresários a investir em programas de bem-estar, com apoio de dados compilados junto a 1.500 executivos de 10 países.

Um resumo de 115 páginas foi mostrado ao seleto grupo de pessoas convidadas, envolvidas com a área de RH, de diversas companhias. Sempre reforçando o argumento de que a comunicação deve ser clara e simplificada, a representante do Wellhub diz que o estudo gerou três insights: a reponsabilidade pelo bem-estar corporativo precisa ser assumida pelo CEO e demais lideranças; o retorno sobre o investimento (ROI) já é enxergado, e analisado com base em dados, pelos dirigentes; os próprios executivos reconhecem a necessidade de o bem-estar fazer parte de suas agendas, até para que sirva de exemplo.

Antonia e Rafaela anunciam parceria Bernhoeft e Factorial

DADOS / TENDÊNCIAS

“Dados são preditivos, indicam tendências, cenários futuros, mas soltos, isolados, só viram mais papel na gaveta. Eles precisam ser devidamente contextualizados”, ilustrou Antonia Tourinho (Factorial), durante os debates. A pesquisa em questão coletou 360 mil pontos de dados, revelou Luiza Freitas, ao comentar que 98% dos CEO´s vêem melhoras corporativas após a implantação de programas de bem-estar.

Do universo pesquisado de 1.500 dirigentes, 60% entendem que é de sua reponsabilidade promover o bem-estar e 58% investem, convencidos por relatórios mensais. Ainda sobre dados consolidados, a pesquisa 2025 aponta o seguinte quadro a partir da adoção de programas:

  • 30% da diminuição do turnover, retendo assim mais talentos;
  • 45% de redução de custos;
  • 89% de redução de atestados e afastamentos por saúde mental, em 2023 / 2024.

“Tudo isso é muito bom, mas não adianta fazer um programa bonitinho se não funciona. É preciso, antes, saber o que realmente a empresa demanda. Pesquisas internas precisam ser intencionais!”, disparou Letícia Coletto, executiva de alto nível da área de RH, também convidada aos debates.

Por fim, Luiza Freitas disse que o ideal para o desenvolvimento de um programa é começar medindo o simples, fixar os dados e ir gerando insights. “Depois disso potencializamos a IA (Inteligência Artificial), porque somos nós que conhecemos a empresa, que convivemos com as lideranças e os colaboradores”.

Veja também o 53° episódio do podcast “POD+ Empresas”, com Rosa Bernhoeft, tratando de gestão de pessoas, apresentado no início do ano.      https://www.youtube.com/watch?v=xMpdk6tiSU4