Equipe econômica conta com recuperação do superávit a partir de 2018

Representante da presidência da República, Célio Gomes, entrega o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2017 ao diretor da Secretaria Legislativa do Congresso Nacional, André Augusto Sak.
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O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, considerou “equilibrada” a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviada ao Congresso Nacional, com uma meta de resultado primário zerada. “Estamos propondo uma meta de orçamento equilibrada, não vai ter déficit e nem superávit. E isso é equilibrado. E com um aumento gradual a partir de 2018”, disse.
Caso o governo utilize todo o abatimento previsto na LDO, que é de R$ 65 bilhões, a meta pode ser negativa em 0,96% do PIB. Entre os abatimentos, o governo pede a permissão para abater R$ 42 bilhões de frustrações de receitas. “Como todo o agente econômico, o governo não controla receitas e sim faz previsão, a exemplo do que foi feito em 2015”, frisou o ministro, ao justificar a decisão do governo.
A equipe econômica enviou na sexta-feira (15) o projeto ao Congresso, conforme exige a Constituição. O dirigente da Fazenda lembrou que as projeções podem ser revisadas no Parlamento ao longo da tramitação. “As estimativas são revisadas por iniciativa do governo ou do próprio Congresso”, destacou. O governo espera que a inflação volte para dentro da meta no ano que vem. De acordo com as projeções, sairá de 7,4% em 2016 para 6% no ano que vem.
Depois de classificar o projeto de diretrizes orçamentárias de 2017 como “equilibrado”, o ministro da Fazenda afirmou que ele será feito através da recuperação da arrecadação e com medidas de aumento de receitas. Ressaltou ainda que o governo continuará com o esforço para controlar as despesas e frisou que, mesmo com esse cenário adverso, é possível estabilizar o endividamento do governo.
O dirigente da Fazenda reforçou que as projeções para 2017 são baseadas na recuperação econômica a partir do segundo semestre de 2016. Questionado se as projeções do governo estão muito divergentes das do mercado, o ministro afirmou que as divergências são normais, “principalmente no momento de alta volatilidade”. “Ainda muito longe do próximo ano e é possível recuperar através do governo e da evolução da economia brasileira”, disse (AE).

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