Em Davos, Meirelles diz que Brasil pode superar crescimento de 3% em 2018

Para Meirelles, a privatização da Eletrobras é tão ou mais importante que a privatização da telefonia na década de 1990.
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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse ontem (23) que o crescimento do PIB do Brasil poderá superar os 3% previstos pelo governo para 2018. “Estamos em uma situação em que se consolidou a trajetória de recuperação, de crescimento”, afirmou. O ministro participa, em Davos, do Fórum Econômico Mundial, onde concedeu entrevista. O FMI divulgou estimativa de que o PIB brasileiro deve crescer 1,9% neste ano, o que representa aumento de 0,4 ponto percentual na projeção anterior, divulgada em outubro pela instituição.
“O FMI sempre é mais conservador, como deve ser, normal. Mas, evidentemente, os analistas brasileiros têm mais informação a respeito. Acredito que o crescimento [do PIB] vai estar mais próximo de 3% ou até superar os 3%”, ressaltou. Segundo Meirelles, há crescente interesse de estrangeiros em investir no Brasil. “É normal que, em período eleitoral, muitos investidores passem a ter um pouco mais cautela, aguardando o desenrolar dos acontecimentos”, disse. “Mas o interesse é grande e tende a crescer”.
Informe da Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) mostra o Brasil em sétimo lugar como destino de US$ 60 bilhões estrangeiros. A Austrália aparece em sexto, no relatório, também com US$ 60 bilhões. Em 2016, quando recebeu cerca de US$ 50 bilhões, de acordo com o relatório, o Brasil ocupou sozinho o sexto lugar. Meirelles chegou a dizer que o país poderá chegar este ano ao patamar dos US$ 70 bilhões. “Vamos aguardar, ainda é prematuro.”
Ao ser indagado se seria favorável a uma possível privatização da Petrobras, o ministro afirmou que por princípio á a favor da privatização. “Tenho expressa essa posição já há muitos anos. Evidentemente que tudo isso tem que ser feito paulatinamente. Nós temos um desafio enorme, agora, que é a privatização da Eletrobras, que já está sendo questionada no Congresso. Vai ser um desafio muito grande. Não acho momento adequado para criar ruído sobre a Petrobras.”
“A privatização da Eletrobras é tão ou mais importante que a privatização da telefonia na década de 1990. Eu acho que vai ser aprovada, mas é uma luta grande. Vamos vencer essa batalha”, diz. O Fórum Econômico Mundial prossegue até o dia 26. Esta edição tem a participação recorde de chefes de Estado e de representantes de organizações internacionais, além de lideranças das áreas de negócios, sociedade civil, mundo acadêmico, artes e mídia (ABr).

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