
IA está cada vez mais inserida dentro do ambiente corporativo e desafio das companhias é usá-la de maneira segura, ética e sustentável
Com o avanço rápido da Inteligência Artificial (IA) no cenário corporativo, a garantia de que essa tecnologia seja desenvolvida e implementada de forma responsável e ética tornou-se crucial. Não se trata apenas de inovação, mas de construir um futuro digital que beneficie a todos, minimizando riscos e maximizando o impacto positivo.
“Para garantir a responsabilidade e ética na IA, é fundamental que os profissionais possuam uma compreensão profunda de princípios como transparência e responsabilidade algorítmica. Além da capacidade técnica de identificar e corrigir vieses em dados, é preciso ter a habilidade de atuar como um “tradutor” de valores humanos para as regras da IA comunicando riscos complexos de forma clara para a liderança e alinhando o desenvolvimento tecnológico às necessidades do negócio”, diz Marros Silva Saldanha, coordenador do Senac EAD no curso Técnico de Desenvolvimento de Sistemas.

A Microsoft, em seu Relatório de Transparência de IA Responsável de 2025, ressalta a importância de governança clara e ferramentas para gerenciar esses riscos. A melhor abordagem para incorporar os valores humanos na IA é através da “ética por design”. Isso significa que a ética não deve ser uma correção tardia, mas um componente essencial desde o início do desenvolvimento.
Empresas como IBM e Google investem em políticas e ferramentas que promovem essa prática, que inclui supervisão humana qualificada, avaliações de impacto pré-lançamento e transparência para evitar o efeito “caixa-preta”, garantindo que as decisões algorítmicas sejam compreendidas e auditáveis.
Segurança e Governança de Sistemas de IA
A segurança de sistemas de IA é um desafio que abrange desde ataques técnicos diretos até táticas de engenharia social como phishing. A estratégia mais eficaz é um plano completo e organizado de gerenciamento de riscos, como o AI Risk Management Framework (AI RMF) do NIST. Este guia propõe quatro etapas cruciais: governar (definir políticas e responsabilidades), mapear (identificar sistemas e riscos), medir (monitorar e analisar riscos continuamente) e gerenciar (tomar ações para corrigir problemas e proteger os sistemas). Essa estrutura permite uma proteção proativa e organizada dos dados.

Outro ponto importante diz respeito a sustentabilidade ambiental. Ela é um pilar crescente na era da IA, principalmente devido ao consumo massivo de energia dos grandes modelos de linguagem. O Green Coding (programação verde) é o princípio de desenvolvimento que mais contribui para a sustentabilidade.
Conforme a Green Software Foundation destaca em seu “Green AI Position Paper”, a IA Verde foca em reduzir o impacto ambiental dos sistemas de IA ao longo de todo o seu ciclo de vida, desde a produção do hardware até o descarte. Isso se traduz em códigos mais eficientes, algoritmos que exigem menos poder computacional e a exigência de práticas sustentáveis dos fornecedores de IA. Além disso, a preferência por modelos de IA menores e mais especializados em vez de modelos gigantes de uso geral pode gerar uma redução significativa no consumo de energia.
“Para garantir a sustentabilidade ambiental de operações de IA, uma empresa deve adotar uma abordagem estratégica que inclua a migração para data centers verdes, a medição e divulgação da pegada de carbono dos modelos de IA em relatórios ESG, e a promoção do uso consciente da tecnologia. Um estudo de 2025 da Frontiers in Communication revelou que a forma como interagimos com a IA impacta diretamente o consumo, com modelos que utilizam raciocínio explícito gerando até 50 vezes mais emissões de carbono”, comenta Marros Silva Saldanha

Em 2025, o sucesso na era da IA não depende apenas da velocidade na adoção tecnológica, mas de uma base sólida construída sobre três pilares interligados: pessoas (com habilidades críticas e éticas), processos (com governança robusta para segurança e conformidade) e planeta (com um compromisso genuíno com a sustentabilidade). A liderança pertencerá àqueles que integrarem a IA com sabedoria, prudência e um claro senso de propósito.
O mundo virtual incorpora e compartilha tecnologia, comunicação, informação, entretenimento, comércio, administração, gestão e logística em uma ampla rede com diversas possibilidades. O Senac EAD oferece diversos cursos na área de TI. Para saber mais, acesse o link (https://www.ead.senac.br/cursos-por-area/tecnologia-da-informacao/).



