Psicologia Positiva: como aplicar nas organizações?

Fernanda Ribeiro (*)

Nas últimas décadas a Psicologia Positiva emergiu como uma área de estudo científico que vai para além de uma abordagem centrada nos problemas e nas patologias, para se endereçar teórica e empiricamente à construção da qualidade de vida nas organizações, no indivíduo e no grupo.

Portanto, o estudo é uma vertente dentro da Psicologia que estuda aspectos que possam contribuir com a nossa felicidade, concentrando-se em aspectos positivos da existência humana oferecendo boas práticas para melhorar o desempenho e aumentar a sensação de bem-estar pessoal. Logo é muito utilizada em consultórios de psicólogos, consultorias, processos de coaching, treinamentos e nas organizações.

Com ascendências na ciência do comportamento humano, essa abordagem permite focar nos aspectos positivos da experiência dentro da organização, para promover o bem-estar na sua empresa e adotar uma visão mais otimista. A organização que trabalha com a Psicologia Positiva possui como objetivo despertar o potencial dos colaboradores, aumentar o engajamento e construir uma cultura inovadora — tendo a felicidade no trabalho como referência.

Sabemos que a maioria dos profissionais se sentem infelizes no trabalho e procuram um novo emprego. Essa insatisfação em relação ao trabalho reflete diretamente na baixa produtividade no trabalho, no altíssimo índice de turnover e absenteísmo, nos exagerados custos com processos seletivos e na baixa retenção de talentos nas organizações. É importante salientar que muitos fatores que causam descontentamento podem ser trabalhados, como a sensação de reconhecimento, estresse e solidão.

Deste modo, a Psicologia Positiva torna-se uma grande aliada para gestores que desejam desenvolver suas equipes. Por meio da ciência da felicidade é possível proporcionar o desenvolvimento de características pessoais que colaboram para a satisfação. Como o otimismo, a autodeterminação e o autoconhecimento.

Os resultados da Psicologia Positiva para os profissionais envolvem controle emocional, maior motivação, sentimento de pertencimento e propósito, melhora da autoestima e dos relacionamentos interpessoais. No âmbito profissional esse estudo contribui para equipes mais participativas e engajadas, lideranças inspiradoras e colaboradores mais satisfeitos.

A postura otimista, instituída pela Psicologia Positiva, ensina que as competências podem ser adquiridas e melhoradas e o enfoque em aspectos positivos também ajuda a promover um ambiente de trabalho saudável, com clima e cultura agradável, contribuindo para a prevenção de doenças, absenteísmo, turnover, baixa produtividade e retrabalho, agregando na economia de recursos para as organizações.

(*) – É Consultora Conexão Talento, coach pessoal e profissional pela Sociedade Brasileira de Coach. Formação em Psicologia pela UFF e MBA em Gestão de Pessoas pela FGV (https://conexaotalento.com.br/).

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