Pesquisa mapeia tendências de gestão para 2021

Em 2020, a gestão empresarial enfrentou muitos desafios, que – por um lado – mostraram algumas vulnerabilidades, mas colocaram também de manifesto – por outro lado – um grande terreno de oportunidades para quem soube se preparar, ou mesmo para quem teve um tempo ágil de resposta às transformações geradas pela pandemia. Neste cenário pudemos observar alguns segmentos e até empresas específicas com mais dificuldade de atuar, e outras com mais habilidade de adaptar estratégias, além de agilidade na execução.

A fim de identificar o real cenário e as perspectivas para 2021, a Markenz Consulting ouviu 74 líderes de pequenas, médias e grandes empresas nas regiões sul, sudeste e norte. E, como todo mapeamento de oportunidades, a pesquisa identifica algumas tendências. As perspectivas dos gestores para 2021 giram em torno dos seguintes temas: 30% acreditam no aumento das vendas on-line em seu setor; 45% pretendem ampliar ou desenvolver e-commerce; 64% consideram buscar ou renegociar contrato com fornecedores; 42% não pretendem demitir; 20% pretendem diminuir o tempo de home office; 75% planejam aumentar investimentos em treinamentos e 58% pensam em contratar.

Para 12%, venda ou fusão é uma opção, porém, para 50%, a venda da empresa está descartada; só que há outras estratégias em jogo também, tais como busca de empréstimos (provável para 15%), busca de novos sócios (21%), entrada de investidores (22%) e até aquisições, que representa uma alternativa para 26%. “O cenário se mostra propício, por exemplo, para fusões e aquisições, já que – apesar da volatilidade do momento – algumas empresas estão observando oportunidades para a expansão dos negócios, e principalmente as estrangeiras veem o Brasil como excelente oportunidade de investimento neste momento”, explica Letícia Marodin, diretora da Markenz e líder da pesquisa.

Nesse cenário, 89% das empresas devem desenvolver novas parcerias de negócio. Além disso, 74% pretendem entrar de cabeça no mundo digital, aumentando sua presença nessa seara. Já 71% devem criar novos produtos e serviços, e 58% devem ampliar as operações. Os entrevistados afirmaram que existem grandes obstáculos para a retomada de crescimento. Entre eles estão, segundo 36% dos entrevistados, a dificuldade para obter dados confiáveis e a incerteza para investir.

“Também tem sido um impeditivo a equipe reduzida (para 34%), a incerteza cambial (para 30%), a pouca habilidade dos colaboradores (para 25%) e a carga tributária (para 23%)”, afirma Letícia. No entanto, tudo isso parece ser superável com a busca de novas parcerias de negócio, como a pesquisa também relata, entre outras estratégias. Viagens de negócio permanecerão muito reduzidas, de acordo com 74% dos entrevistados. Já 70% acreditam que a forma de vendas B2B será reinventada e que a transparência de gestão empresarial será um padrão.

A sustentabilidade está na mira de 64%, que veem que a produção contará com produtos mais amigáveis ao meio ambiente. Enquanto isso, a demanda de compra por produtos nacionais aumentará, segundo 42% dos gestores, uma vez que a cadeia de suprimentos global será reduzida. Para 28%, a maioria da força de trabalho continuará com teletrabalho e, ainda, haverá redução de preços das cadeias de suprimentos para atender menor poder de compra.

“A forma como cada um se prepara para as dificuldades é determinante para o êxito quando uma nova onda de desafios surge; afinal, definir estratégia envolve fazer escolhas, e quais são as nossas escolhas para 2021?”, completa, com uma leve provocação para que pensar em melhores estratégias seja sempre um hábito. Fonte e mais informações: (www.markenz.com.br).

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