
Potencial de retorno, isenção do come-cotas, prazos curtos de resgate e diversificação do portfólio estão entre os principais fatores que justificam a entrada nesse tipo de investimento
Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) têm ganhado espaço como alternativa de financiamento e investimento no mercado brasileiro. Estruturados a partir da aquisição de recebíveis, como duplicatas, cheques e contratos, esses fundos oferecem soluções para empresas que buscam capital de giro, além de oportunidades para investidores interessados em crédito privado.
Para Jonas Carvalho, CEO da Hike Capital, a maior procura por este tipo de fundo é reflexo da evolução do mercado. “Os FIDCs representam uma mudança na forma como o investidor brasileiro enxerga o crédito privado. A combinação entre retorno e segurança tem sido decisiva para essa mudança de paradigma”, afirma.
Com base nisso, Carvalho apresenta sete motivos que justificam a inclusão dos FIDCs na estratégia de negócios e investimentos.
- Isenção de come-cotas, o que acelera o acúmulo do patrimônio.
- Presença massiva de investidores institucionais como fundos de pensão, seguradoras, gestoras e bancos. Motivo pelo qual é a classe da renda fixa que mais cresce no Brasil, em termos percentuais. Atualmente, a classe já possui mais de R$ 700 bilhões investidos.
- Prazos curtos de resgate e sem taxas ocultas, com liquidez comum entre 30, 45, 60 e 90 dias.
- Aumento contínuo do spread de retorno em relação ao CDI. Como a oscilação nos FIC FIDCs são próximas de zero, o investidor usufrui o benefício do juros sobre juros. O efeito do juros sobre juros ao longo do tempo é refletido no aumento do excesso de retorno do fundo em relação ao CDI, ou seja, o retorno em termos percentuais do CDI vai aumentando ano após ano.
- O retorno dos FIC FIDCs conservadores supera, em diversas janelas históricas, o retorno dos benchmarks de maior performance, como o IMAB, IMAB e IDA, com uma menor oscilação e maior liquidez.
- Elevada pulverização dos recebíveis, reduzindo o impacto da inadimplência no fundo.
- Ferramentas para controle da inadimplência utilizada por FIDCs conservadores, como elevado índice de subordinação, estrutura de garantias, seguro de crédito, dentre outros.
- As taxas de administração, performance, gestão dentre outras, são todas pagas pelos executivos que detêm a subordinação do fundo, ou seja, não são os investidores que arcam com os custos dessas taxas. Dessa forma, as taxas mencionadas não impactam na rentabilidade do fundo, como é o caso do restante da indústria de fundos de investimento.
Com uma indústria que movimenta centenas de bilhões no Brasil, os FIDCs deixaram de ser uma opção restrita a grandes investidores e passaram a integrar o portfólio de empresas e pessoas físicas. A decisão de participar ou não desse mercado deve considerar o perfil do investidor, os objetivos estratégicos da empresa e a análise criteriosa dos fundos disponíveis.
Para Carvalho, a tendência é que a participação dos FIDCs continue crescendo, acompanhando a maturidade do mercado e a sofisticação das estratégias de investimento. “É importante conhecer o gestor, avaliar a estrutura do fundo e a qualidade dos ativos. A classificação de risco, a política de garantias e o prazo de resgate também devem ser considerados”, conclui.




