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Oito motivos para não ficar fora do FIDC

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Potencial de retorno, isenção do come-cotas, prazos curtos de resgate e diversificação do portfólio estão entre os principais fatores que justificam a entrada nesse tipo de investimento

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) têm ganhado espaço como alternativa de financiamento e investimento no mercado brasileiro. Estruturados a partir da aquisição de recebíveis, como duplicatas, cheques e contratos, esses fundos oferecem soluções para empresas que buscam capital de giro, além de oportunidades para investidores interessados em crédito privado.

Para Jonas Carvalho, CEO da Hike Capital, a maior procura por este tipo de fundo é reflexo da evolução do mercado. “Os FIDCs representam uma mudança na forma como o investidor brasileiro enxerga o crédito privado. A combinação entre retorno e segurança tem sido decisiva para essa mudança de paradigma”, afirma.

Com base nisso, Carvalho apresenta sete motivos que justificam a inclusão dos FIDCs na estratégia de negócios e investimentos.

  1. Isenção de come-cotas, o que acelera o acúmulo do patrimônio.
  2. Presença massiva de investidores institucionais como fundos de pensão, seguradoras, gestoras e bancos. Motivo pelo qual é a classe da renda fixa que mais cresce no Brasil, em termos percentuais. Atualmente, a classe já possui mais de R$ 700 bilhões investidos.
  3. Prazos curtos de resgate e sem taxas ocultas, com liquidez comum entre 30, 45, 60 e 90 dias.
  4. Aumento contínuo do spread de retorno em relação ao CDI. Como a oscilação nos FIC FIDCs são próximas de zero, o investidor usufrui o benefício do juros sobre juros. O efeito do juros sobre juros ao longo do tempo é refletido no aumento do excesso de retorno do fundo em relação ao CDI, ou seja, o retorno em termos percentuais do CDI vai aumentando ano após ano.
  5. O retorno dos FIC FIDCs conservadores supera, em diversas janelas históricas, o retorno dos benchmarks de maior performance, como o IMAB, IMAB e IDA, com uma menor oscilação e maior liquidez.
  6. Elevada pulverização dos recebíveis, reduzindo o impacto da inadimplência no fundo.
  7. Ferramentas para controle da inadimplência utilizada por FIDCs conservadores, como elevado índice de subordinação, estrutura de garantias, seguro de crédito, dentre outros.
  8. As taxas de administração, performance, gestão dentre outras, são todas pagas pelos executivos que detêm a subordinação do fundo, ou seja, não são os investidores que arcam com os custos dessas taxas. Dessa forma, as taxas mencionadas não impactam na rentabilidade do fundo, como é o caso do restante da indústria de fundos de investimento.

Com uma indústria que movimenta centenas de bilhões no Brasil, os FIDCs deixaram de ser uma opção restrita a grandes investidores e passaram a integrar o portfólio de empresas e pessoas físicas. A decisão de participar ou não desse mercado deve considerar o perfil do investidor, os objetivos estratégicos da empresa e a análise criteriosa dos fundos disponíveis.

Para Carvalho, a tendência é que a participação dos FIDCs continue crescendo, acompanhando a maturidade do mercado e a sofisticação das estratégias de investimento. “É importante conhecer o gestor, avaliar a estrutura do fundo e a qualidade dos ativos. A classificação de risco, a política de garantias e o prazo de resgate também devem ser considerados”, conclui.