Empreendedoras buscam o microcrédito para sobreviverem à crise

A crise causada pela pandemia afetou milhares de empreendedoras, que se viram sem alternativas para manter ou expandir seus negócios diante da queda da atividade econômica. Para manter os negócios, a alternativa é buscar o microcrédito, empréstimos de baixo valor concedido a empreendedores ou microempresas sem acesso ao sistema financeiro tradicional.

“Eu estava no escuro quando fechou tudo por causa da pandemia, essa era a realidade. Todos os pedidos foram suspensos. O microcrédito me deu um fôlego e comecei a estruturar um projeto que não teria condições, que é de reutilizar tecido têxtil”, afirma empreendedora Sara Costa, proprietária de um ateliê em São Paulo e que presta serviço para marcas de roupa.

Sara conseguiu um empréstimo de R$ 3 mil através do Fundo Dona de Mim, iniciativa do Grupo Mulheres do Brasil para microempreendedoras. Os recursos permitiram a empreendedora dar uma guinada na sua atividade. “O microcrédito possibilitou que eu reinventasse o meu negócio e voltasse a ganhar dinheiro”.

No entanto, nem todas as empreendedoras têm o mesmo êxito. A escassez de linhas de microcrédito para os pequenos negócios é uma barreira a mais para quem quer empreender. A situação, no entanto, poderia ser bem diferente. Conforme estabelece o Programa Nacional do Microcrédito Produtivo Orientado do governo federal, até 2% dos depósitos compulsórios devem ser destinados ao microcrédito, algo equivalente a R$ 8,3 bilhões em recursos e que poderiam ser oferecidos às empreendedoras.

Para mudar essa realidade e impulsionar o microcrédito, empresárias se uniram e criaram o Movimento Expansão. O objetivo é sensibilizar o Banco Central, poderes públicos e instituições financeiras para que disponibilizem aos negócios geridos por mulheres os recursos já previstos, através da regulamentação de um programa nacional único, abrangente e democrático de concessão de microcrédito.

“As mulheres têm cada vez mais tomado a decisão de empreender por opção e não apenas por necessidade, mas encontram mais dificuldades para obter crédito e manter suas empresas abertas a médio e longo prazo. É preciso oferecer a oportunidade de transformação e inclusão dessas mulheres na economia”, afirmou Mariane Carneiro da Cunha, CEO e fundadora da AH!SIM, primeira construtech especializada em reformas com tecnologia do Brasil e idealizadora do Movimento.

O movimento tem em seu conselho nomes como a empresária Sônia Hess, vice-presidente do grupo Mulheres do Brasil; a idealizadora do Fundo Saphira, Denise Damian; e a fundadora do Banco Pérola, Alessandra França. Saiba mais em: (www.facebook.com/movimentodeexpansao).

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