Coronavírus: aproximação de vacina anima mercados

Os investidores globais estão animados com a divulgação do payroll, relatório oficial sobre o mercado de trabalho americano, onde revelou a criação de 4,8 milhões de postos de trabalho em junho. O resultado ficou 60% acima do esperado. O que também traz otimismo é o avanço da vacina contra o novo coronavírus, produzida pela empresa farmacêutica Pfizer, em parceria com a BioNTech, que demonstrou bons resultados. Já em cenário nacional, a produção industrial brasileira avançou 7% em maio sobre abril. Interrompendo assim, 2 meses de resultados negativos e de um tombo recorde.

No entanto, apesar da positividade, a 2ª onda do coronavírus preocupa, pois um aumento recorde de casos foi identificado em vários estados americanos, o que pode levar a mais fechamentos do comércio em algumas regiões. Daniela Casabona, Sócia-Diretora da FB Wealth, explica o fluxo de seguir os mercados internacionais e como será a queda se tiver mais ondas de covid-19.

“O mercado vem seguindo as notícias externas desde que a pandemia começou, o que muitas vezes foi até na contramão do cenário turbulento do nosso país, com as expectativas e otimismo dos Estados Unidos. E com a aproximação cada vez mais real de uma vacina, os mercados como um todo reagiram de forma positiva e o Brasil seguiu novamente esse fluxo. Mesmo com a 2ª onda em vista, que causa uma certa aversão a risco nas economias, é possível afirmar que uma forte queda estará mais controlada para novas ondas”.

Jefferson Laatus, Estrategista-Chefe do Grupo Laatus, explica que apesar da positividade que a vacina traz, a onda 2 do covid-19 conduz para um equilíbrio nas notícias. “A vacina é um fator positivo quando somamos com a retomada econômica, mas temos que colocar os pés no chão e lembrar que a vacina não fica pronta esse ano por mais promissora que seja. A 2ª onda é possível e se voltar a fechar a economia vamos ver o mercado precificar negativamente. Então, estamos em um momento de equilíbrio entre comemorar os dados bons e abrir o olho para a realidade que o coronavírus ainda está sem controle.

O mercado fica muito em dúvida, e se vir a se assustar com o número de casos, vamos ver ele devolver o prêmio. Ou seja, muitos vão realizar o lucro que vem tendo com essas altas de recuperação e muitos vão começar a estocar suas operações e sair correndo com medo e preocupação de perder seu dinheiro, e aí vamos ver algumas movimentações intensas. Então, esse ano ainda vai amargar o segundo semestre e ainda vamos sofrer com o coronavírus”, finaliza o Estrategista-Chefe. Fonte: Gueratto Press.

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