ISSN: 2595-8410 Contato: (11) 3043-4171

Distúrbios na tireoide podem causar ansiedade e depressão

Quando a tireoide funciona mal, o corpo sofre os sinais, que na metade dos casos não são relacionados pelas pessoas como parte de uma doença. Ganho ou perda de peso, agitação ou sonolência, falta de crescimento ou tremores podem ser sintomas de hipo ou hipertireoidismo - baixo ou extremo funcionamento dessa glândula

 falta temporario

No mundo, 300 milhões de pessoas têm disfunção na tireoide e metade não sabe. Cerca de 15% da população sofre com o problema, o que coloca essa doença entre as que mais atingem os brasileiros, principalmente o sexo feminino, de acordo com o censo do IBGE. Outro dado da instituição afirma que cinco milhões de mulheres não sabem que tem algum tipo de disfunção na tireoide por falta de conhecimento dos sintomas.

De acordo com a endocrinologista do HCor (Hospital do Coração), Dra. Laura Frontana, a alteração da tireoide mais frequente é o hipotireoidismo, causado pela diminuição da secreção dos hormônios tireoideanos. Menos frequente, mas muito importante, é o hipertireoidismo, onde ocorre o inverso, com o aumento nos níveis sanguíneos destes hormônios. Quando a glândula não funciona normalmente, o paciente pode apresentar sintomas similares aos da depressão como fadiga, aumento de peso, diminuição do desejo sexual e problemas de concentração.

“No caso do hipotireoidismo, há uma produção insuficiente de hormônios. Tudo passa a funcionar mais lentamente: o coração bate devagar, o intestino prende e o crescimento pode ficar comprometido. Ocorrem também a diminuição da capacidade de memória, cansaço, dores musculares e nas articulações, sonolência, pele seca, ganho de peso, aumento nos níveis de colesterol e, em alguns casos, depressão. Pode haver ainda frio, queda de cabelo e infertilidade”, esclarece Dra. Laura Frontana.

Nessa situação, o organismo tenta "parar” o indivíduo, já que não há "combustível" para gastar. Apesar de ser mais comum acima dos 40 anos, o hipotireoidismo pode ocorrer em todas as fases da vida. Crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos podem ter a doença. “No outro extremo, há o hipertireoidismo, ou seja, a produção excessiva de hormônios. Tudo começa a funcionar rápido demais: o coração dispara, o intestino solta, os olhos ficam saltados, a pessoa fica agitada, fala demais, gesticula muito e dorme pouco, pois se sente com muita energia, mas também muito cansada”, alerta Dra. Frontana.

estresse temporarioTireoide e depressão:
A depressão é uma síndrome psiquiátrica altamente prevalente na população em geral. Especialistas apontam vários fatores envolvendo genética, estresse, mudanças corporais, principalmente cerebrais, que desempenham papel importante no desenvolvimento desta doença. Geralmente ela se apresenta com alterações do humor, cognitivas, físicas e do comportamento.

Podemos notar que em relação à tireoide a reciprocidade entre essa glândula e as emoções, os estados emocionais mais contundentes e o estresse levam ao ativamento do sistema imunológico, que ataca a tireoide causando as alterações hormonais. Entretanto, as alterações da tireoide também levam à alterações emocionais. “Sendo assim, alterações da tireoide junto com alterações psiquiátricas são muito comuns. Por isso a importância em saber reconhecer a doença endocrinológica que, muitas vezes, se manifesta com alterações psiquiátricas", finaliza Dra. Laura.

Quais as diferenças entre Hipotireoidismo e Hipertireoidismo?tiroide 1 temporario

Hipotireoidismo: a glândula trabalha menos do que deveria e atinge 4,6% da população brasileira. Ela provoca: aumento de peso; diminuição da frequência cardíaca; cansaço e sono; intestino preso; falha de memória; perda de cabelo e pele ressacada; e dores musculares.

Hipertireoidismo: a glândula trabalha demais e atinge 1,3% da população brasileira. Ela provoca: perda de peso acentuada; aceleração do ritmo cardíaco; dificuldade para dormir; ansiedade, nervosismo ou irritabilidade; variações no humor; tremores e intolerância ao calor.

A tireoide:

A tireoide é uma pequena estrutura localizada no pescoço que exerce forte influência em todo o corpo. A glândula libera hormônios que controlam o metabolismo com rapidez e eficiência em que as células convertem nutrientes em energia. Com isso, a tireoide interfere no funcionamento de cada célula, tecido e organismo, inclusive no cérebro.

Os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina) são essenciais para o desenvolvimento e a manutenção do sistema nervoso central. Quando há diminuição destes hormônios (hipotireoidismo), ocorre uma diminuição da atividade dos neurônios. “A diminuição dessas substâncias pode provocar alteração no sistema nervoso central e periférico causando sonolência, fraqueza, dores de cabeça, síndrome do túnel do carpo, demências e, em casos extremos até coma”, finaliza (Fonte: AI/HCor).

 

 

Doença de Alzheimer reduz sensibilidade gustativa

Doenca temporarioVários estudos mostram que, com o passar dos anos, as pessoas têm a sensibilidade gustativa em relação ao sal diminuída. Mas o que preocupa a comunidade de saúde é o fato dessa redução da capacidade de sentir os sabores se acentuar em presença de doenças como o Alzheimer

Gabriela Vilas Boas e Rita Stella/Agência USP de Notícias

Para entender a relação da sensibilidade gustativa com a doença de Alzheimer, a nutricionista e pesquisadora Patrícia Contri, do setor de geriatria da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, estudou cerca de 130 pessoas. Ela comparou diversos parâmetros, como idade, saúde, hábito alimentar, índice de massa corporal (IMC) e sensibilidade gustativa, de 30 adultos entre 30 e 50 anos; 30 idosos sem Alzheimer; 23 em estágio moderado da doença e 37 em estágio leve.

Os resultados mostraram que a doença de Alzheimer está diretamente associada com o prejuízo da sensibilidade gustativa. A percepção do gosto salgado ficou prejudicada desde o estágio inicial da doença. E, com avanço, verificou-se que essas pessoas também sentem menos os gostos doce e amargo.

O paladar pelos sabores básicos – doce, salgado, ácido, amargo – foi observado pela pontuação dada pelos participantes do estudo. Cada um deles recebeu tiras com quatro concentrações diferentes de cada sabor e duas, sem gosto. “A diminuição da sensibilidade gustativa ocorreu em 26% dos idosos com a doença moderada; 8,1%, com a doença leve e 3,3%, sem a doença”, afirma Patrícia.

A nutricionista adianta que, com a idade, a função de identificar os gostos pode ficar prejudicada. Mas esse problema nas pessoas com Alzheimer se agrava com o avanço da doença. E o fato preocupa, pois a dificuldade na identificação dos gostos pode acentuar danos nutricionais nos idosos e agravar indiretamente a saúde.

Desnutrição em idososalzheimer temporario
Os resultados desse estudo “podem contribuir para atuação prática do profissional na área da saúde que trabalha com o idoso que tem a doença de Alzheimer”, afirma Patrícia, já que oferece informações importantes para tornar as refeições mais agradáveis e atrativas. Patricia adianta que se deve ter cautela com orientações nutricionais restritivas para evitar possíveis complicações associadas à subnutrição.

Ela alerta também para que a dificuldade em reconhecer o gosto salgado não seja usada de forma isolada como um indicador no diagnóstico clínico da doença na população em geral. “Pode ser utilizado como método complementar para auxiliar a diferenciação de indivíduos com alteração cognitiva, em um contexto clínico. Porém, o mais importante é permitir identificar o momento certo para uma intervenção nutricional precoce, prevenindo a desnutrição nestes idosos”, adverte.

Segundo Patrícia, na literatura, existem poucos trabalhos que avaliaram a sensibilidade gustativa em idosos com a doença de Alzheimer. Os estudos já realizados apresentam limitações como pequeno número de pessoas analisadas e inclusão de indivíduos com mais de uma doença o que afeta o paladar. “Não existem pesquisas com este tema em idosos com a doença de Alzheimer, relacionando a progressão da doença”.

O trabalho Associação da gravidade da demência devido à doença de Alzheimer com o paladar de idosos foi apresentado pela nutricionista Patrícia Contri, em novembro, à FMRP para a obtenção do título de doutorado. A tese foi orientada pelo professor da área Geriatria do Departamento de Clínica Médica da FMRP, Julio Cesar Moriguti.

Doença de Alzheimer
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que cresce mundialmente conforme a população acima dos 65 anos de idade aumenta. Estima-se que o crescimento da incidência da doença dobre a cada 20 anos. Dados da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) mostram que cerca de 1,2 milhão de brasileiros e de 35,6 milhões ao redor do mundo possuem a doença.

A patologia foi descrita pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra e neuropatologista alemão, Alois Alzheimer. É caracterizada pela perda das funções cognitivas como: memória, atenção, linguagem e orientação. Não se sabe ao certo as causas da doença, que ainda é incurável. O único tratamento existente melhora os sintomas da doença, não sendo possível evitar sua progressão ou regressão.

Mais artigos...

  1. Atletas se destacam pela persistência; relembre momentos das Olimpíadas
  2. Oferta de frutas é similar em regiões ricas e pobres de São Paulo
  3. Pesquisa traça panorama dos acidentes de trânsito no Brasil
  4. Liga acadêmica une teoria e prática em ação para a sociedade
  5. Licença para voar
  6. Economias de aglomeração podem ampliar desigualdade espacial
  7. A supressão da cidadania nas celas
  8. 2015: O ano que o futebol começou a limpar as chuteiras
  9. Crise migratória e atentados terroristas marcam cenário internacional em 2015
  10. Conheça mitos e verdades sobre a osteoporose
  11. Peixe do rio Negro coletado por Alfred Wallace há 160 anos é finalmente descrito
  12. Projeto proíbe revista vexatória de visitante de jovem infrator internado
  13. Pequeno príncipe, grande aviador
  14. Patrimônio histórico nas mãos das Geociências
  15. Mudança no crime organizado ajudou a reduzir homicídios
  16. Universalização da pré-escola traz desafio gigantesco aos municípios
  17. Falta de assistência no nascimento de bebês incomoda mães
  18. Gastar menos energia é melhor ação contra aquecimento global
  19. Revelando o turista-fotógrafo
  20. Cidades pretendem reduzir quase pela metade emissões de CO2 até 2020
  21. O Estatuto do Desarmamento sob ameaça
  22. Getúlio e Collor também passaram por processo de impeachment
  23. Políticas públicas também tratam a saúde como mercadoria
  24. Estudo indica que Zika vírus está cada vez mais eficiente para infectar humanos
  25. Padronizar tamanho de roupas é possível, mostra estudo
  26. Pesquisador investiga a privatização e a concentração de capital no ensino superior
  27. Desmatamento reduz tamanho de peixes em região amazônica
  28. Mobilização marca vida dos encarcerados nas prisões
  29. Decreto regulamenta publicidade de alimentos infantis
  30. Chá verde e cacau protegem contra complicações causadas por diabete
  31. Lei de drogas vem causando lotação no sistema penitenciário
  32. Paleontólogos descrevem anfíbio gigante de 260 milhões de anos
  33. O padre aviador
  34. Presídio paraibano ilustra realidade do cárcere no Brasil
  35. Às vésperas da Rio 2016, legado da Olimpíada ainda é incógnita
  36. Rota de ônibus é definida com base no conforto do passageiro
  37. Filmes levam discussão sobre cultura indígena para a escola
  38. Entenda o que é a microcefalia e porque há um aumento dos casos em Pernambuco
  39. Pesquisas na Argentina dão vantagem ao candidato da oposição Mauricio Macri
  40. Modelo de governança é adaptado para clubes de futebol
  41. Estudante precisará de carteira padronizada para pagar meia
  42. Filha de Carolina de Jesus diz que não conseguiu ler livro mais famoso da mãe
  43. Envelhecimento da população precisa ser priorizado nas políticas públicas
  44. Entenda as novas regras para aposentadoria
  45. Elefante no Cerrado exerceria papel que já foi de mastodontes
  46. Fórmula auxilia médicos a lidarem com pé diabético
  47. Trotes telefônicos podem custar R$ 1 bilhão por ano ao país
  48. Tecnologia 29/10/2015
  49. Pesquisadores criam métodos estatísticos para prever fraudes em operações financeiras
  50. As particularidades da linguagem humorística brasileira
  51. Pílula da USP usada em tratamento contra o câncer divide opiniões
  52. Como identificar infarto, AVC e angina
  53. Viagens longas propiciam uso de drogas por caminhoneiros
  54. Jogos Mundiais: com máquinas ainda trabalhando, indígenas se instalam em Palmas
  55. Religiosidade traz alívio para idosos em hemodiálise
  56. Pequeno agricultor minimiza efeito do agrotóxico à saúde
  57. Educação financeira e previdenciária deve e pode começar na infância
  58. Uma em cada quatro pessoas morre no mundo por causas relacionadas à trombose
  59. Aviação também é um negócio bizarro!
  60. Material particulado veicular predomina no nível de poluição
  61. Alunos com tendência antissocial buscam segurança na escola
  62. 15 motivos para amar/odiar a palavra “kamikaze”
  63. Brasil perde R$ 156,2 bilhões do PIB com a morosidade do trânsito em São Paulo
  64. Santos pode se tornar mais suscetível a inundações
  65. 01 de Outubro - Dia Mundial do Idoso: Como os idosos veem a saúde
  66. Tecnologia permite fabricação de gelo por meio da luz solar
  67. Sistema prevê a ocorrência de raios com 24 horas de antecedência
  68. 11 (+1) músicas que falam sobre aviões e aeroportos
  69. Dez dúvidas mais frequentes sobre o diabetes
  70. Prática de atividade física pelos pais pode proteger filhos da obesidade
  71. Práticas corporais são eficientes para a saúde coletiva
  72. Amostras de pescado apresentam conservação inadequada
  73. Postura errada pode levar a graves problemas de saúde
  74. Subfertilidade feminina: o que é e como tratar
  75. Deputados votam texto que altera Estatuto do Desarmamento
  76. Os 50 anos do TUCA – Teatro da Universidade Católica
  77. Estudo traça panorama da transição do Brasil para TV Digital
  78. Realidade de times femininos vai de atletas sem chuteiras a clubes bem equipados
  79. Não há limites para quem sonha em pilotar
  80. Mudanças climáticas causam alterações no comportamento de beija-flores
  81. Os sentidos do “jeitinho brasileiro” em nossa cultura
  82. Mulheres engravidam mais velhas e congelamento de óvulos cresce
  83. Metodologias propõem olhares diferentes para alfabetização
  84. Vacinas de terceira geração terão “vetores de DNA”
  85. Terapias complementares ajudam no combate à infertilidade
  86. Incor comprova eficácia de exercícios fonoaudiológicoas no combate ao ronco
  87. Anil é anti-inflamatório e antioxidante, revela estudo
  88. MPF recebe 614 ossadas de possíveis desaparecidos políticos
  89. Deslocamento com bicicleta caiu em São Paulo de 2007 a 2012
  90. Guia Alimentar propõe novo olhar sobre a alimentação
  91. O colapso dos grandes herbívoros
  92. Marcha das Margaridas: 32 anos depois, líder ainda influencia mulheres do campo
  93. Cientistas procuram por abelha invasora na América do Sul
  94. Julgamento no STF pode levar Brasil a descriminalizar porte de drogas
  95. Mais fogo e menos água
  96. As novas cores da (des)igualdade racial no país
  97. Escolas rompem barreiras e levam crianças para ocupar e aprender na cidade
  98. Férias. É hora de aprender
  99. Biometria adaptativa é novo modo de avaliar identidade
  100. Demência vascular é mais comum que Alzheimer em idosos
Mais Lidas

Strict Standards: Only variables should be assigned by reference in /home/storage/0/5e/4e/jornalempresasenegoc/public_html/modules/mod_sp_facebook/mod_sp_facebook.php on line 84

Rua Vergueiro, 2949, 12º andar – cjto 121/122
04101-300 – Vila Mariana – São Paulo - SP

Contato: (11) 3043-4171