Geral 30/03/2016

Seis em cada dez brasileiros não sabem quanto devem, mostra SPC Brasil

Apenas 51,5% dos entrevistados acreditam que ter o nome limpo é importante, independente de qualquer situação ou contexto.
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Pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) identificou quais são as principais dívidas e o comportamento frente ao processo de recuperação de crédito dos atuais inadimplentes e de quem esteve nessa situação há no máximo doze meses

Os dados indicam uma situação crítica no orçamento dos brasileiros: : seis em cada dez consumidores (58,9%) não sabem quanto estão devendo e 36,0% não sabe também a quantidade de empresas para que devem. Entre os que têm conhecimento, o valor médio das dívidas chega a R$ 3.422,29.
O estudo mostra que este descontrole também é expressivo em relação ao desconhecimento do número de parcelas realizadas no momento da compra e que das que não foram pagas. No caso do financiamento de um carro ou moto são 47,6 parcelas contratadas, em média, sendo que destas 9,6 não foram pagas. Também é significativa a média de parcelas não pagas para os empréstimos (9,6 de 26 parcelas contratadas).
De acordo com a pesquisa o cartão de crédito é o maior vilão entre as contas que levaram os brasileiros a ficarem com o nome sujo, para 43,4% dos entrevistados, seguido pelos empréstimos (23,5%) e cartão de lojas varejistas (19,3%). Na média, os brasileiros têm ou tinham contas em atraso com 2,1 empresas, percentual que cresce de forma significativa entre as mulheres e as pessoas pertencentes às classes C, D e E.
As principais justificativas para a falta de pagamento dessas contas foram o desemprego (29,2%) e a redução da renda (14,6%). De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os dois fatores conjugados pioram ainda mais a situação do orçamento dos brasileiros. “A atual conjuntura econômica está causando uma alta no número de desempregados e minando o poder de compra dos brasileiros devido à inflação elevada e as altas taxas de juros”, explica.
Com a inadimplência batendo à porta dos brasileiros, os setores que mais sofreram cortes para o pagamento das contas em atraso são o de lazer (41,2%), roupas e calçados (38,6%) e alimentação fora de casa (27,5%). A prioridade de pagamento das dívidas atrasadas é das que possuem a maior taxa de juros (37,2%), seguidas pelas que possibilitam a manutenção do consumo por serem utilizadas para o parcelamento de novas compras, ou seja, o cartão de crédito, os cartões de loja e o crediário (22,9%).

Polícia cumpre mandados de prisão contra acusados de fraudes na merenda

Os alvos das ações são suspeitos de participar de um esquema de fraudes no fornecimento de merenda para escolas da rede pública.
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A Polícia Civil cumpriu, na manhã de ontem (29), sete mandados de prisão e 11 de busca e apreensão, na segunda fase da Operação Alba Branca, em São Paulo. Os alvos das ações são suspeitos de participar de um esquema de fraudes nos contratos para fornecimento de merenda para escolas da rede pública de ensino. Entre os presos, está o ex-deputado estadual Leonel Júlio, que chegou a ser presidente da Assembleia Legislativa do Estado na década de 1970. Seu filho, Marcel Ferreira Júlio, é considerado foragido.
Além de três prisões na capital paulista, foram cumpridos mandatos em Bebedouro e Campinas, no interior do estado. Segundo as investigações, o esquema, que envolvia o pagamento de propina a agentes públicos, era liderado pela Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), que mantinha contratos para fornecimento de alimentos com diversas prefeituras. A empresa é acusada de fraudar a modalidade de compra “chamada pública”, que pressupõe a aquisição de produtos de pequenos produtores agrícolas.
A empresa cadastrou cerca de mil pequenos produtores, mas comprava de apenas 30 ou 40 deles, e adquiria também de grandes produtores e na central de abastecimento do estado, informou o MP. O presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez (PSDB), e o ex-chefe de gabinete da Casa Civil do governo estadual, Luiz Roberto dos Santos, conhecido como Moita, estão entre os investigados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadua. Em fevereiro, o desembargador Sérgio Rui da Fonseca, do TJ-SP, decretou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Capez (ABr).

Woody Allen abrirá Festival de Cannes

O mais novo longa-metragem do diretor norte-americano Woody Allen, “Café Society”, irá abrir o 69º Festival de Cinema de Cannes. É a primeira vez que um diretor abre o evento por três vezes, após “Dirigindo no escuro”, em 2002, e “Meia-Noite em Paris”, em 2011.
O filme, que conta com Kristen Stewart e Jesse Eisenberg em seu elenco, será exibido em 11 de maio. O longa, que se passa na Hollywood dos anos 1930, ainda conta com Blake Lively, Parker Posey e Steve Carell em seu elenco. A 69ª edição do Festival de Cinema de Cannes acontece entre os dias 11 e 22 de maio. Os 14 filmes que irão concorrer à Palma de Ouro, maior prêmio da competição, serão anunciados no dia 14. O júri será comandado pelo diretor George Miller, de “Mad Max”, neste ano (ANSA).

Contas de luz terão bandeira verde em abril

O aumento de chuva neste ano possibilitou a mudança das bandeiras tarifárias nos últimos meses.
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A partir desta sexta-feira (1º), a bandeira tarifária das contas de energia elétrica será a verde e não haverá nenhum acréscimo de valor para os consumidores. A bandeira que vai vigorar no próximo mês foi decidida ontem (29) em reunião da diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), segundo a qual a mudança da bandeira tarifária foi decidida diante da simulação dos custos de geração e distribuição de energia elétrica e do superávit acumulado nos últimos meses nas contas do sistema de bandeiras.
Desde que foi implementado o sistema de bandeiras tarifárias em janeiro de 2015, até fevereiro de 2016, a bandeira se manteve vermelha. Em março, passou para amarela. O aumento de chuva neste ano, que melhorou o volume dos reservatórios das hidrelétricas, aliado à redução da demanda e à inclusão de novas usinas no sistema elétrico brasileiro, possibilitou a mudança das bandeiras tarifárias nos últimos meses.
A cor da bandeira indica se a energia custa mais ou menos, em função das condições de geração de eletricidade. “Com as bandeiras, a conta de luz fica mais transparente e o consumidor tem a melhor informação para usar a energia elétrica de forma mais consciente”, informa a Aneel. Segundo a agência, a bandeira tarifária não é um custo extra na conta de luz, mas uma forma diferente de cobrar um valor que era incluído na conta de energia, sem acréscimo no reajuste tarifário anual das distribuidoras (ABr).

Malvinas estão em território argentino, decide grupo da ONU

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A Argentina celebrou na última segunda-feira (27), a decisão da Comissão de Limites da Plataforma Continental, grupo de especialistas ligado à ONU, de aumentar em 35% a plataforma continental do país, incluindo as Ilhas Malvinas em seu território. Com a decisão, o território marítimo argentino aumentou em cerca de 1,7 milhões de km² e a decisão será chave na disputa com o Reino Unido pela soberania sobre o arquipélago.
“É uma ocasião histórica para a Argentina. Demos um grande passo na demarcação dos limites exteriores da nossa plataforma continental”, disse a chanceler argentina, Susana Malcorra. Com a aprovação do projeto, apresentado em 2009, ainda no governo de Cristina Kirchner, a Argentina ganha direito sobre o fundo do mar da região delimitada, ou seja, sua exploração. O arquipélago é conhecido por ser rico em recursos naturais. O anúncio foi feito poucos dias antes do início da Guerra das Malvinas completar 34 anos, em 2 abril.
Desde 1833, Buenos Aires e Inglaterra brigam pelo arquipélago, que é chamado de Falkland Islands pelos britânicos. Sob o governo ditatorial de uma junta militar, em 1982 os argentinos decidiram invadir o local para uma retomada à força. Porém, pouco tempo após o início do sangrento confronto, Buenos Aires se rendeu. Mais de 600 militares sul-americanos e 255 britânicos morreram nos combates.
No governo de Cristina Kirchner, o impasse voltou a ter destaque e as tensões com Londres aumentaram. Autoridades de britânicas sempre defenderam que os kelpers, como são chamados os habitantes das ilhas, devem escolher sua nacionalidade. Em referendo realizado em 2013, a maioria da população local escolheu continuar sob domínio britânico. O pleito, no entanto, foi considerado ilegal pela Argentina e não teve reconhecimento das Nações Unidas (ANSA).

 
 
 
 
 

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