64 views 12 mins

Geral 24/08/2016

em Geral
terça-feira, 23 de agosto de 2016

Historiador diz que Magda Goebbels era filha de judeu

Magda foi sempre uma das maiores defensoras do regime nazista.  Na foto, ladeada por Goebbel e Hitler.

Há 70 anos do fim do nazismo, mais uma história sobre a família de um dos principais ministros de Adolf Hitler vem à tona e surpreende

A esposa do então ministro da Propaganda, Joseph Goebbels, Magda, era filha de um comerciante judeu. Durante os anos de regime nazista, o casal era retratado como a “perfeita união ariana”, um “modelo” para as famílias alemãs da época. Com seis filhos, eles eram considerados um “ideal” da propaganda nazista liderada pelo próprio Goebbels.
Segundo o historiador Oliver Himes contou em entrevista ao jornal alemão “Bild”, Magda recebeu apenas o sobrenome da mãe no seu nascimento, sendo registrada como Johanna Maria Magdalena Behrendt no dia 11 de novembro de 1901. A genitora, Auguste, teve o filho sem o registro da presença do pai, que seria o comerciante judeu Richard Friedländer. Naquele mesmo ano, no entanto, Auguste casou-se com o empresário Oskar Ritschel, que se recusou a registra a filha em um ato muito estranho naquela época. Após cerca de quatro anos de relacionamento, Auguste e Oskar se separaram e ela casou-se com o pai biológico da pequena menina.
De acordo com Himes, “a mais importante mulher do poder nazista […] era filha ilegítima de uma judeu que a mãe Auguste havia casado em segundo matrimônio”. O que comprova a citação do historiador seria um documento encontrado por ele mesmo em pesquisas em Berlim. “Há um certificado de residência do comerciante judeu Richard Friedländer que […] declara como própria filha carnal Magdalena, nascida em 11 de novembro de 1901”, diz o historiador.
A tese ainda descobriu que, mesmo ao lado de Goebbels, Magda não fez nada para salvar a vida do seu pai da atrocidade nazista da época. Friëdlander morreu por ser judeu, em 1938, em um campo de concentração em Buchenwald. Magda casou-se com Joseph em 1932, em seu segundo casamento, e viveu ao lado dele até o suicídio de ambos em 1945, quando o bunker onde morava com a família estava próximo de forças opositoras. Antes de se matarem, eles assassinaram todos os seis filhos colocando cianureto na alimentação deles.
Uma das “provas” dessa teoria seria uma anotação nunca esclarecida no famoso diário de Goebbels, feita em junho de 1934, em que o ministro afirma que sua esposa fez “uma terrível descoberta” (ANSA).

Jogos do Rio ficam marcados por time de refugiados

Nadadora refugiada síria Yusra Mardini, que venceu sua bateria nos 100m borboleta.

Além de todas as histórias de vitórias e derrotas contadas nas últimas duas semanas, os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro serão lembrados pelo seu maior exemplo de superação: a inédita participação de um time formado por atletas refugiados.
Os nadadores sírios Yusra Mardini e Rami Anis; os judocas congoleses Yolande Mabika e Popole Misenga; os corredores sul-sudaneses Anjelina Nadai Lohalith, Paulo Amotun Lokoro, Rose Lokonyen, Yiech Pur Biel e James Chiengjiek; e o maratonista etíope Yonas Kindle: todos eles foram obrigados a fugir de seus países, mas conseguiram entrar no restrito clube dos atletas olímpicos.
Deles, o que mais se destacou foi Misenga, primeiro refugiado a vencer uma luta no judô, ao derrotar o indiano Avtar Singh na categoria 90kg. Ele foi eliminado nas oitavas de final, pelo sul-coreano Gwak Dong-han, porém foi ovacionado pelo público. Assim como Mabika, que perdera na estreia.
Atualmente morando no Rio de Janeiro, ambos são da República Democrática do Congo (RDC), país que há mais de 20 anos convive com sangrentos conflitos internos e é um dos principais “fornecedores” de refugiados para o Brasil. Misenga era maltratado por seu técnico na RDC e até impedido de comer após derrotas.
Outra que brilhou foi a síria Yusra Mardini, que conseguiu vencer sua bateria nos 100m borboleta, com um tempo de 1m09s21. Ela mora hoje na Alemanha, mas para retomar sua vida teve de pular de um bote superlotado no mar Egeu e nadar até o litoral da ilha grega de Lesbos. “Vocês nos inspiraram com seu talento e sua força. Vocês são o símbolo de esperança para milhões de refugiados no mundo”, disse na cerimônia de encerramento o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach (ANSA).

Corte alemã veta uso de niqab

Um tribunal administrativo de Osnabrück, no norte da Alemanha, rejeitou o recurso de uma jovem professora muçulmana que queria dar aulas em uma escola local usando o niqab, véu islâmico que deixa apenas os olhos à mostra. O direito da docente de manifestar a própria crença religiosa foi negado com base em um artigo da Constituição alemã sobre a forma adequada de instruir os alunos, que inclui a “comunicação não-verbal do rosto”.
A professora tem 18 anos e não compareceu ao julgamento por causa do assédio da imprensa. O país discute atualmente possíveis restrições ao uso do niqab e da burca, que cobre até os olhos. A própria chanceler Angela Merkel já declarou que essas peças são um “obstáculo” à integração dos muçulmanos na sociedade alemã (ANSA).

TAS mantém banimento da Rússia nas Paralimpíadas

Sebastian Coe e dirigentes da IAAF.

O Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) rejeitou o recurso apresentado pelo Comitê Paralímpico da Rússia e manteve o banimento da delegação do país dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. A competição inicia no próximo dia 7 de setembro. Com a decisão, o TAS seguiu a orientação do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) e manteve a suspensão de todos os atletas.
A atitude tomada pela entidade foi contrária àquela emitida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) que deu às federações esportivas a liberdade para permitir ou não a presença dos russos nos Jogos Olímpicos do Rio. Após o anúncio, o IPC se disse “satisfeito” com a punição e anunciou que irá começar a redistribuir as 267 vagas paralímpicas que pertenciam aos russos para outras nações. Por sua vez, o ministro do Esporte, Vitaly Mutko, rebateu a sentença e afirmou que a decisão “é política e não esportiva”. O banimento russo tem como base um relatório apresentado por uma comissão independente liderada pelo canadense Richard McLaren.
O documento, feito a pedido da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), apresentou um “doping sistêmico e de Estado” dos atletas russos. Esse esquema seria liderado pelo ministro Mutko e era de conhecido de autoridades do governo russo. Apesar de ter começado com um escândalo de doping no atletismo, que causou problemas até mesmo para a Federação Internacional de Atletismo (Iaaf), segundo McLaren, o esquema se espalhou para todos os competidores do país (ANSA).

Estados deram mais medalhistas para o Brasil

Nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, o Brasil teve a melhor colocação na história das Olimpíadas, com 19 medalhas conquistadas por 49 atletas. Os atletas nascidos em São Paulo foram os que mais subiram em pódios para o país, com 18 medalhistas, entre eles Thiago Braz, ouro no salto com vara.
Seis baianos receberam medalhas, sendo três delas conquistadas pelo fenômeno Isaquias Queiroz. No total, o Brasil conseguiu 13 medalhas individuais, quatro de duplas e duas de esportes coletivos – o futebol com 18 atletas e o vôlei com 12.
Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul seguiram logo atrás, com 5 atletas com medalhas. Minas Gerais e Paraná tiveram quatro medalhistas cada. O Distrito Federal e o Espírito Santo representaram o país com dois medalhistas cada. Outros cinco estados conseguiram medalhas: Acre, Alagoas, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Roraima. Todas as regiões do país foram representadas no pódio olímpico do Rio. A região norte tiveram dois medalhistas com o futebol: Weverton do Acre e Thiago Maia de Roraima. A região Centro-Oeste teve três medalhas. O Nordeste conseguiu 8, o Sul, 9, e o Sudeste, 29 medalhas.
No ranking de ouro, São Paulo também foi líder com 13 medalhas, seguido do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul com quatro. Mas se forem contabilizados apenas os esportes individuais, Bahia e São Paulo empatam com 1 medalha de ouro, sendo que os paulistas ainda conquistaram três pratas e dois bronzes e os baianos com uma prata e um bronze (EBC).