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Geral 23/06/2016

em Geral
quarta-feira, 22 de junho de 2016

Alckmin diz que não vai interferir em greve de universidades paulistas

Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

O governador Geraldo Alckmin declarou ontem (22) que não vai interferir na paralisação das universidades paulistas (USP, Unesp e Unicamp)

Em greve desde 12 de maio, os trabalhadores reivindicam aumento salarial de 12,34%, que considera a inflação e a reposição de perdas anteriores.
A direção das instituições oferecem 3% de reajuste. Segundo o governador, as universidades têm autonomia financeira e são totalmente independentes para definir reajuste salarial para seus funcionários.
Alckmin argumentou que o ensino superior em São Paulo recebe um percentual maior, de 30%, na comparação com outros estados brasileiros, que destinam 25% do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICSM). Dessa fatia, um terço é destinado ao ensino superior e o restante vai para o ensino básico.
Para o governador, o percentual voltado às universidades é alto se considerado o valor investido por aluno em cada um desses níveis de ensino. “Querem tirar mais dinheiro do ensino fundamental e médio?”, questionou Alckmin.
Os funcionários do Hospital Universitário da USP também estão em greve desde o dia 23 de maio. Eles reivindicam contratação de profissionais das categorias de saúde, como enfermeiros, técnicos, médicos e nutricionistas.
Os trabalhadores reclamam que, após o plano de demissão voluntária há dois anos, 213 funcionários (de um total de 1,4 mil) deixaram a instituição.
Alckmin informou que o hospital tem vida própria e as questões não cabem ao governo. O governador negou ainda a possibilidade de desvinculação do hospital da universidade, outro ponto criticado pelos funcionários. “Como é que você tem uma faculdade de medicina sem hospital?”, concluiu (ABr).

Venda de produtos para escolas terá foco em hidratação e nutrição

As empresas venderão às escolas apenas água mineral, suco com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas.

A obesidade é um problema complexo, causado por muitos fatores, e as empresas de bebidas reconhecem seu papel de ser parte da solução. A partir de agosto, a Coca-Cola Brasil, a Ambev e a PepsiCo Brasil vão ajustar o portfólio de bebidas vendidas diretamente às cantinas de escolas no país. A principal mudança é que as empresas venderão às escolas para crianças de até 12 anos (ou com maioria de crianças de até essa idade) apenas água mineral, suco com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas que atendam a critérios nutricionais específicos.
No momento do recreio, os alunos têm acesso às cantinas escolares sem a orientação e a companhia de pais e responsáveis, e crianças abaixo de 12 anos ainda não têm maturidade suficiente para tomar decisões de consumo. Coca-Cola Brasil, Ambev e PepsiCo Brasil entendem que devem auxiliar os pais ou responsáveis a moldar um ambiente em escolas que facilite escolhas mais adequadas para crianças em idade escolar, assim como estimular a hidratação e a nutrição, contribuindo para uma alimentação mais equilibrada.
A escolha do portfólio no Brasil também foi baseada em conversas com especialistas em saúde pública, alimentação e nutrição, além de profissionais e instituições ligadas aos direitos das crianças. A política valerá para as cantinas que compram diretamente das fabricantes e de seus distribuidores. Em relação às demais, aquelas que se abastecem em outros pontos de venda, haverá uma ação de sensibilização desses comerciantes por meio da qual todos serão convidados a se unir à iniciativa.
As três companhias também estão trabalhando com a ABIR (Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas) para que essas diretrizes de venda de bebidas a escolas sejam um compromisso de todo o setor.

Brasil lidera ranking de assassinato de ativistas

O ano de 2015 entrou para a história com o recorde de número de assassinatos de ativistas ambientais no mundo, de acordo com um relatório divulgado pela ONG Global Witness. No ano passado, foram registrados 185 homicídios em 16 países, sendo que o Brasil lidera a lista, com 50 casos, seguido pelas Filipinas (33), pela Colômbia (26), Peru (12), Nicarágua (12) e República Democrática do Congo (11).
A maioria das mortes está relacionada a lutas contra projetos de exploração de minérios (42). Em segundo lugar, vem o ativismo contra o lobby do agronegócio (20) e contra a construção de barragens (15) e desmatamentos (15). Em 2015, cerca de 40% dos ativistas mortos faziam parte de grupos indígenas. A Global Witness calcula que 16 assassinatos foram cometidos por grupos paramilitares, 13 pelo Exército, 11 pela polícia e 11 por agentes particulares.
“É provável que o balanço real das vítimas seja muito maior, já que vários homicídios ocorrem em zonas remotas ou em florestas profundas”, disse a ONG. “Para cada crime que documentamos, outros podem ocorrer e nunca serem divulgados”. A Global Witness foi criada em 1993 com o objetivo de averiguar vínculos entre a exploração de recursos naturais e conflitos, pobreza, corrupção e abusos de direitos humanos em todo o mundo. De acordo com a ONG, nos últimos 10 anos, triplicou o número de mortes de ativistas ambientais. Foram 147 assassinatos em 2012, contra 51 em 2002 (ANSA).

Sob protestos, festival de carne de cachorro começa na China

Homem espera por clientes ao lado de jaulas com cachorros para serem vendidos.

Começou na terça-feira (21), o polêmico e maior festival culinário de carne de cachorro na cidade chinesa de Yulin, que fica a 200 km ao sul da capital Pequim. Mesmo com dezenas de protestos, o evento iniciou sem grandes incidentes e deve abater, durante todo o mês, mais de 10 mil animais sob métodos de tortura. Entre os grupos que promovem mais manifestações contra o festival, está a Humane Society International (HSI). Neste ano, a entidade contou com a colaboração de celebridades internacionais para conscientizar sobre os maus tratos contra os cães e conseguiu juntar mais de 11 milhões de assinaturas em uma petição que pede o fim do evento.
Além disso, o órgão resgata ou paga para comerciantes por cachorros que estão em jaulas para ser abatidos. Apesar de não cancelar o festival, a pressão internacional está começando a surtir efeitos. O governo local, que sempre tentou se distanciar dos organizadores, pediu para que os restaurantes servissem os pratos apenas em “locais fechados” – além de restringir o consumo da carne nas ruas. A HSI, bem como outras entidades de defesa animal, denunciam que além de passar por espancamentos – que, segundo a tradição local, deixa a carne mais macia -, os cachorros usados nos preparos são frutos de roubo às residências chinesas ou retirados de ruas em condições insalubres.
O festival realizado anualmente começa sempre no solstício de verão e os participantes acreditam que a carne dos cães ajuda a combater o calor e traz benefícios para o corpo humano. Além desta época específica, acredita-se que entre 10 e 20 milhões de cachorros são sacrificados todos os anos na China e que cerca de 30 milhões são consumidos por ano em toda a Ásia, especialmente na Coreia do Sul e do Norte (ANSA).

Profissionalização dos ‘pizzaiolos’ na Itália

À mesa, a Itália é imbatível na arte da pizza. Nos bastidores das cozinhas, porém, os pizzaiolos italianos sofrem com a falta de leis trabalhistas que garantem os direitos e os deveres da categoria, o que ameaça a tradição gastronômica desse alimento mundialmente famoso. Para preencher esse vácuo legislativo, 22 senadores apresentaram um projeto que prevê a criação do registro de pizzaiolo profissional na Itália.
Se aprovado, o texto regulamentará o trabalho de 100 mil profissionais no país, responsáveis por um setor que representa 50% do faturamento dos restaurantes de toda a Itália. A iniciativa partiu do senador Bartolomeo Amidei, do partido Forza Italia (FI), do Vêneto, e foi bem recebida pela maioria das associações de pizzaiolos locais. Com 10 artigos, o projeto exige que, para se tornar pizzaiolo, o profissional frequente um curso com carga mínima de 120 horas e passe por um exame teórico e prático.
O registro profissional visa a garantir a qualidade das pizzas italianas e a proteção dos consumidores. Desde o ano passado, a Itália recolhe assinaturas em todo o mundo para sustentar a candidatura da pizza napolitana ao título de Patrimônio da Humanidade da Unesco (ANSA).