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Economia 23/06/2016

em Economia
quarta-feira, 22 de junho de 2016

Governo autoriza importação de feijão para reduzir o preço

O governo autorizou a importação de feijão da Argentina, Paraguai e Bolívia.

O Palácio do Planalto anunciou ontem (22) que o governo vai liberar a importação de feijão de alguns países, com o objetivo de reduzir o preço do produto nos supermercados

A medida valerá para o feijão com origem na Argentina, no Paraguai e na Bolívia. De acordo com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, está em estudo a possibilidade de importar o produto também do México e da China, segundo informações divulgadas pelo Portal do Planalto.
De acordo com o Instituto Brasileiro do Feijão, o aumento se deve à seca em grande parte dos estados que produzem o grão. Com isso, houve queda na oferta e, com o aumento da demanda, os preços acabaram subindo. O preço do feijão-carioca chegou a R$ 10 em supermercados de vários estados brasileiros. Maggi disse ainda que pretende propor às grandes redes de supermercado que busquem comprar o produto nas regiões onde a oferta é maior.
“Pessoalmente tenho me envolvido nas negociações com os cerealistas, com os grandes supermercados, para que eles possam fugir do tradicional que se faz no Brasil, e ir diretamente à fonte onde tem esse produto e trazer. E, à medida que o produto vai chegando ao Brasil, nós temos certeza de que o preço cederá na medida em que o mercado for abastecido”, disse o ministro por meio do portal (ABr).

Cresceu a confiança do empresário do comércio maio para junho

Divulgação

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), cresceu 2,1% em junho, na comparação com maio, alcançando 82,3 pontos. É o melhor resultado dos últimos 11 meses. Apesar disso, houve uma queda de 4,8% em relação a junho de 2015.
Na comparação com maio, a avaliação dos empresários do comércio se manteve praticamente estável, ao registrar taxa de -0,1%. Já as expectativas em relação aos próximos meses cresceram 4,3%. A intenção de investimentos e avaliação de estoques teve alta de 2,3%.
Já na comparação com junho de 2015, houve quedas de 15% na avaliação do empresário sobre o momento atual e de 9,4% nas intenções de investimentos e avaliação de estoques. E as expectativas em relação aos próximos meses tiveram aumento de 2,2%.
Para a CNC, a confiança dos empresários tem evoluído de forma positiva nos últimos meses. Apesar disso, ainda não há fatores que indiquem a retomada do desempenho positivo das vendas no comércio varejista, já que a demanda continua baixa em função da deterioração do mercado de trabalho e do encarecimento do crédito (ABr).

Aumentou a inadimplência com cheques

No Brasil, o percentual de devoluções de cheques pela segunda vez por insuficiência de fundos foi de 2,39% em maio deste ano, revela o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos. Trata-se do segundo maior patamar registrado desde 1991 para o mês de maio, quando a Serasa passou a fazer o estudo. Foram 1.208.897 devolvidos e 50.622.591 cheques compensados. O maior nível foi em 2009, com 2,52% de cheques devolvidos.
No mês anterior, abril, registrou-se 2,38% de devoluções, com 1.120.883 cheques que voltaram e 47.044.915 compensados. Um ano antes, em maio de 2015, o percentual de devoluções havia sido de 2,29%, com 1.240.713 cheques devolvidos e 54.074.511 compensados. Segundo os economistas da Serasa Experian, o aumento do desemprego no país e a queda do rendimento médio da população estão impulsionando a inadimplência do consumidor em praticamente todas as suas modalidades, sendo a de cheques uma delas.