Geral 21/06/2016

Inverno em São Paulo será o mais rigoroso em três anos, diz Inmet

Tem previsão da chegada do La Niña, com entrada de frente fria mais intensa em julho, e de massa de ar polar.
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O inverno começou ontem (20) com os termômetros marcando temperaturas mais baixas que nos últimos três anos, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A previsão é para todo o estado de São Paulo

Segundo Marcelo Schneider, meteorologista do instituto, as temperaturas ficam mais baixas que a média histórica, cuja mínima é de 12,4 graus e máxima de 22,2 em junho e julho; mínima de 13º e máxima de 24 º em agosto, e mínima de 14º e máxima de 25º em setembro. O meteorologista explica que houve declínio do fenômeno El Niño, que vinha bloqueando a entrada de frente fria pelo sul do país. Com isso, a expectativa é de temperaturas em queda.
“Tem ainda previsão da chegada do La Niña, com entrada de frente fria mais intensa em julho, e de massa de ar polar”, disse. Apesar do frio, o inverno deve ter intervalos com condições climáticas quentes e secas. “Terá altos e baixos”, esclarece Schneider. As chuvas também serão mais intensas no inverno, a começar pelo resultado de junho, cuja precipitação acumulada foi 203,9 milímetros (mm) até domingo (19), a mais alta desde 1943. A média para o mês é de 54 mm. A estimativa para o restante dos meses é de precipitação entre 10% e 15% maior que as médias históricas, que são de 44 mm para julho, 37 mm para agosto e 76 mm para setembro.
A cidade de São Paulo bateu recordes de baixa temperatura durante a semana passada. Na segunda-feira (13), os termômetros registraram zero grau na estação meteorológica da Capela do Socorro, zona sul. Foi a temperatura mais baixa em 12 anos, medida pelo Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE). Para o inverno, Michael Pantera, meteorologista do CGE, concorda que o término do El Niño influenciará na queda das temperaturas no município. “Será um inverno mais frio que o do ano passado, mas com temperaturas dentro da normalidade”. Esclarece que o frio extremo dos últimos dias foi causado por uma massa de ar polar.
O dia de ontem (20) começou com neblina e garoa na capital, com temperatura mínima de 11,9 graus. Ao longo do dia, os ventos úmidos do mar mantiveram o tempo fechado, com chuviscos ocasionais. A máxima chegou a 17 graus e a umidade do ar se manteve acima dos 80%. Para boa parte do inverno, está prevista a formação de nevoeiros no início das manhãs. À tarde, a umidade relativa do ar cai e pode atingir índices inferiores a 40%.
O ar seco e os ventos fracos favorecem a concentração de poluentes nas camadas mais baixas da atmosfera, o que causa problemas respiratórios. Hoje (21), temos céu encoberto e garoa. Os ventos vindos do oceano mantém a temperatura e a sensação térmica baixas. Mínima de 12 graus e máxima de 16 (ABr).

Escolas estaduais mudam cardápio em parceria com chef

A convite da Secretaria da Educação, a chef Janaína Rueda criou 20 novos pratos.
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Nos próximos meses, alunos de São Paulo vão ganhar mais opções na merenda servida diariamente nas escolas da rede estadual. A convite da Secretaria da Educação, a chef Janaína Rueda criou 20 novos pratos. As receitas escolhidas para o cardápio priorizam alimentos frescos e nutritivos já distribuídos nas unidades. Além disso, todos podem ser feitos nas dependências das escolas.
Conhecida por adotar um estilo ‘confort food’ – caseiro e cheio de sabor – Janaína comanda dois restaurantes na região central de São Paulo. Também foi eleita uma das 10 mulheres referência da cozinha brasileira pela revista Exame. Outra razão para garantir a parceria: a chef é ex-aluna da rede. O piloto será realizado até agosto. O local escolhido foi a E.E. Maria José, a mesma onde Janaina cursou o Ensino Médio. Durante os intervalos das aulas serão testados os pratos. A principal preocupação é agradar o paladar dos estudantes, sem esquecer das taxas nutricionais previstas na alimentação escolar diária. A novidade chega às escolas já no segundo semestre.
Outro foco do projeto será também a formação de quem faz a comida na rede. Para isso, serão oferecidos cursos às merendeiras e empresas terceirizadas na EFAP (Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Professores) ministrados pela própria Janaina. A ideia é dar dicas de preparo, sugestões de temperos e apresentação dos pratos. De agosto até novembro serão capacitados mais de 2 mil profissionais da capital. Os demais passarão por cursos no primeiro e segundo semestre de 2017 (SEE).

Número de deslocados por conflitos bate recorde em 2015

O número de pessoas que fugiram de guerras, perseguições e violência em todo o mundo alcançou o recorde histórico de 65,3 milhões em 2015, um cifra 9,7% maior que a registrada no ano anterior, apontou um relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). O documento “Tendências Globais” publicado ontem (12), quando foi comemorado o Dia Mundial dos Refugiados, destaca que esta é a primeira vez que o número ultrapassa o de 60 milhões, superando a população de países como Itália e Inglaterra.
Atualmente, uma em cada 113 pessoas no mundo é refugiada, requerente de asilo ou foi obrigada a se deslocar. Além disso, cerca da metade dos refugiados em todo mundo são crianças e a guerra na Síria, iniciada em março de 2011, é o maior motivo de deslocamento. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que este é o momento de ‘analisar o impacto devastador de guerras e perseguições’. “O aumento da xenofobia e das restrições no que diz respeito ao acesso ao asilo ficaram cada vez mais visíveis em algumas regiões, onde o espírito de partilhar as responsabilidades foi substituído pela intolerância”, acrescentou.
O presidente da Itália, Sergio Mattarella, disse hoje, por sua vez, que os refugiados ‘enriquecem nosso país’. “A Itália sofre com baixos índices de natalidade e a chegada de jovens talentosos e capazes será enriquecedora se for corretamente administrada”, acrescentou. Ainda segundo Mattarella, é preciso uma recepção “inteligente”, que garanta a paz e a ordem, e não muros que causem mais divisões. “Algumas vezes são registradas reações fomentadas por medo, desorientação ou até pior, indiferença”, concluiu (ANSA).

Papa Francisco pede que as pessoas acolham os refugiados

“Os refugiados são pessoas como todos os outros, mas de quem a guerra levou casa, trabalho, parentes, amigos”, argumentou o Papa Francisco.
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Em conformidade com o Dia Mundial do Refugiado, comemorado ontem (20), o papa Francisco convocou seus seguidores a ajudarem os refugiados que fogem das guerras em seus países de origem. “Você tem que encontrá-los, ouvi-los e recebê-los”, disse o papa ao mencionar o tema deste ano para a data promovida pelas Nações Unidas: “Com os refugiados – somos parte de quem é forçado a fugir”.
“Os refugiados são pessoas como todos os outros, mas de quem a guerra levou casa, trabalho, parentes, amigos”, argumentou o pontífice. “Suas histórias e suas faces nos chamam para renovar o esforço e construir a paz na Justiça. Por isso queremos estar com eles; encontrá-los, acolhê-los e escutá-los para, juntos, construirmos a paz segundo a vontade de Deus”. Na semana passada, o Vaticano recebeu pela segunda vez um grupo de refugiados sírios acolhido pela Santa Sé e pela comunidade de Santo Egídio.
O Dia Mundial do Refugiado foi instituído em 2000 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, e começou a ser celebrado em 2001. A data chama atenção para os problemas vividos por milhões de pessoas que forçosamente são obrigadas a deixar suas casas para fugir de guerras, conflitos e perseguições. Atualmente há um grande fluxo de refugiados vindos de zonas de conflitos localizadas principalmente na Síria, no Afeganistão, na Somália, no Iraque e Sudão (ABr).

Aumentou a confiança dos pequenos empresários paulistanos

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) atingiu 75,9 pontos em maio – elevação de 1,5% em relação a abril. Na comparação com o mesmo período de 2015, porém, houve queda de 7,2%. Mesmo com a elevação em maio, o índice abaixo dos 100 pontos – a última vez que superou a marca foi em dezembro de 2014 – sinaliza que continua o pessimismo dos empresários com relação ao nível de atividade em geral da economia.
Apurado mensalmente pela FecomercioSP, o ICEC varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total) e, apesar de mostrar crescimento, o resultado ainda está próximo do menor patamar já atingido pelo indicador – 72,3 pontos em setembro de 2015. De acordo com a pesquisa, em maio, observou-se grande discrepância na confiança entre os donos de grandes e pequenas empresas. Enquanto nas com menos de 50 funcionários o ICEC cresceu 1,8%, nas grandes companhias, que empregam mais de 50 pessoas, o índice caiu 9,9%.
Para a FecomercioSP, o que puxou o indicador geral no mês foram as pequenas empresas, que também começam a vislumbrar uma melhoria após um longo período de incerteza. Segundo a Entidade, há no ar um espírito de recomeço e uma sensação de que não dá para ficar pior do que está. Além disso, é a primeira vez desde outubro de 2014, mês de realização das últimas eleições, que os três componentes do indicador apresentaram alta em relação ao mês anterior.

 

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