Geral 15/03/2016

Pesquisa comprova eficácia de óleos de orégano e de cravo no combate ao Aedes

PUC/MG desenvolve pesquisa com óleos de orégano e cravo para combate ao Aedes aegypti.
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Uma pesquisa da PUC de Minas Gerais e da Fundação Ezequiel Dias (Funed) atestou a eficiência do uso dos óleos de orégano e de cravo para matar as larvas do mosquito Aedes aegypti

O próximo passo do estudo será desenvolver a fórmula para um larvicida, que será colocado à disposição do mercado. Em contato com o criadouro, os óleos matam as larvas em até 24 horas. A pesquisadora Alzira Batista Cecílio espera que até o meio do ano a formulação já esteja pronta para ser apresentada à indústria. “Produto natural não pode ser patenteado. Então, só após a formulação do larvicida, poderemos patentear e iniciar as negociações com as empresas”, afirma.
O estudo é um desdobramento de outra pesquisa mais ampla, que testa o uso de produtos naturais para combater diversos tipos de vírus. “Nesse cenário preocupante em relação ao vírus da dengue, nós decidimos começar a estudar também plantas que pudessem eliminar o vetor”, acrescenta Alzira. Além da dengue, o mosquito Aedes aegypti é o transmissor do vírus Zika e da febre chikungunya. O orégano e o cravo foram selecionados após análise de mais de 20 plantas. O óleo é extraído com o uso de equipamentos específicos. Por essa razão, não adianta por exemplo colocar folhas de orégano ou cravo nos vasos das plantas.
A pesquisadora alerta, porém, que esses produtos são apenas ferramentas auxiliares para combater o Aedes. “Eliminar os criadouros continua sendo o ponto chave”, reitera.
Segundo Alzira Cecílio, o objetivo é desenvolver um produto que não contamine o meio ambiente, já que a maioria dos criadouros de larvas está espalhada. Elas podem ter contato com animais e até água voltada para o consumo humano, como por exemplo nas caixas d’água. “Queremos um larvicida que seja degradado rapidamente e não contamine a água, ao mesmo tempo em que tenha boa eficácia. A maioria dos larvicidas usados hoje exige algum cuidado na aplicação e deixa a água com alguma toxicidade”, explica.
No mês passado, uma nota técnica da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) gerou polêmica ao criticar os larvicidas usados atualmente. O governo do Rio Grande do Sul chegou a suspender o uso do Pyriproxifen, ao considerar que o produto poderia estar relacionado à ocorrência de microcefalia em bebês. A própria Abrasco negou que tenha colocado essa possibilidade em questão. O coordenador do grupo de saúde e ambiente da Abrasco, Marclo Firpo, explicou que foi um mal-entendido, mas reafirmou que a entidade é contra o uso de agentes químicos na água potável e que danos à saúde decorrentes desses produtos não estão descartados (ABr).

Brasil está pronto para receber atletas e animais do hipismo

Kátia Abreu recebe informações sobre preparativos para os jogos.
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Em visita ao Complexo Esportivo de Deodoro, no Rio de Janeiro, a ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) afirmou que o Brasil cumpriu todas as exigências sanitárias internacionais e está pronto para receber os animais que disputarão as provas de hipismo durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, em agosto. Kátia conheceu o Centro Olímpico de Hipismo, o circuito de Cross Country, o Centro de Pentatlo Moderno e a Arena da Juventude.
A ministra destacou que, desde 2011, o ministério vem desenvolvendo uma série de ações sanitárias para garantir a biossegurança do Centro Olímpico de Hipismo e a saúde dos cavalos que disputarão as provas equestres. Especialistas da pasta foram enviados aos Jogos Pan-Americanos Guadalajara, em 2011, e às Olimpíadas de Londres, em 2012, para adquirir “know-how”, disse. “Cumprimos, de forma rigorosa, todas as regras internacionais de movimentação e permanência de animais. Inclusive o foco de mormo (doença equestre) identificado na região foi eliminado”, afirmou. “Estamos prontos para receber os atletas e os animais”, completou.
A gerente do Centro de Hipismo, Erika Sportiello, apresentou à ministra as operações de logística para transporte e permanência dos cavalos e o plano de biossegurança do vazio sanitário – período em que a entrada de qualquer animal é proibida. Desde abril de 2015, o centro de hipismo está sob total vazio sanitário e rigorosos cuidados de biossegurança e assim permanecerá até a chegada dos primeiros cavalos que disputarão os jogos. Kátia disse ainda que a maior contribuição das Olimpíadas 2016 para o Ministério da Agricultura é a bagagem adquirida em sanidade animal. “O ministério cresceu, os fiscais federais e os técnicos se aprimoraram e até a ministra aprendeu sobre o assunto. Toda essa experiência é o maior legado que as Olimpíadas deixarão para o ministério” (Mapa)

Consumo de drogas mata 200 mil pessoas por ano, diz ONU

Diretor executivo do UNODC, Yuri Fedotov.
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Quase 300 mil pessoas morrem anualmente devido ao consumo de narcóticos ilegais, entre sobredoses e outros problemas associados, afirmou hoje, em Viena, o diretor executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, sigla inglês), Yuri Fedotov. Segundo Fedotov, atualmente existem 27 milhões de toxicodependentes com problemas graves de saúde, em que 12 milhões deles utilizam drogas injetáveis, como a heroína. O diplomata russo sublinhou que o tráfico de drogas e as enormes receitas que gera constituem um “grande problema” em várias regiões do mundo, entre elas a América Central.
“As crescentes ligações entre os grupos do crime organizado e a violência extremista e terrorista se beneficiam do tráfico de drogas”, lembrou Fedotov, que lamentou que os programas de prevenção, tratamento e reabilitação de consumidores “continuem escassos em muitos países”. Apelando aos vários países para que apliquem medidas baseadas no respeito pelos direitos humanos, com base em programas de prevenção e de reinserção social, Fedotov afikrmou que há alternativas à detenção por delitos menores, como a posse de droga para consumo pessoal. Com essas medidas, disse, evita-se que os indivíduos vulneráveis na prisão possam ser recrutados por criminosos ou mesmo por terroristas.
Fedotov destacou também que a aplicação da pena de morte por delitos relacionados com drogas “não está nem na letra nem no espírito das convenções internacionais”.
Apesar dos esforços internacionais, o número de consumidores aumentou quase 20%, passando de 206 milhões em 2006 para 246 milhões em 2013, indica a ONG britânica Harm Reduction International, citando dados das próprias Nações Unidas (Ag. Lusa).

Falta de crédito para capital de giro piora a perspectiva dos empresários

A 36ª rodada do Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria, encomendado pelo Simpi ao Datafolha, aponta que o cenário piorou para o micro e pequeno industrial, trazendo-os de volta ao pior patamar já apontado. Segundo o indicador, em fevereiro, 68% dos empresários afirmaram que o capital de giro foi muito pouco ou insuficiente, ante 59% em janeiro. É o pior resultado já registrado na série histórica, iniciada em março de 2013.
Segundo dados da pesquisa, um em cada dez empresários conseguiu crédito para pessoa jurídica (11%) para obtenção de capital de giro. Comparativamente, o índice dos que precisaram recorrer ao cheque especial foi de dois em cada dez (21%), porém, neste caso, pagando juros altos e prejudicando os resultados da empresa. Outros 7% tiveram acesso a capital de giro por meio de empréstimo pessoal no banco.
Desde setembro de 2014, a pesquisa Simpi já sinalizava a tendência do aumento nas demissões. A partir de então, o cenário se agrava a cada mês, pois em fevereiro deste ano 26% dos industriais afirmaram ter demitido algum funcionário, ante 24% em janeiro. No caso das contratações, 12% disseram ter aberto vagas, em janeiro eram 8%. É importante salientar que, apesar das leves oscilações, o índice tem se mostrado demissionário desde a data mencionada.
Para o presidente do Simpi, Joseph Couri, tais resultados são muito preocupantes, principalmente, por conta do risco de fechamento. “Se nenhuma medida for tomada, pode ocorrer o fechamento em massa de empresas, e assim o corte de vagas de trabalho será definitivo, pois não haverá quem contrate. Precisamos também de crédito para capital de giro, para que as empresas possam continuar funcionando”, alerta o presidente.

 
 
 
 

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