Geral 20/10/2015

Falta de informação leva ao preconceito contra o Bolsa Família

Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.
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O Bolsa Família está completando 12 anos e para a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, a falta de informação ainda leva as pessoas a repetirem ideias preconceituosas contra o programa e os que recebem o benefício

“Tem muita gente que continua atacando o programa e a população pobre, gente que acha que a pessoa é pobre porque é vagabunda. As pessoas são pobres muitas vezes trabalhando muito porque não tiveram acesso a um conjunto de serviços, à educação, não puderam se qualificar, muitas vezes plantam e não conseguem colher por causa dessa seca terrível que estamos vivendo. Então, as pessoas têm o apoio no Bolsa Família, é uma complementação”, disse a ministra.
Ela citou como exemplo o preconceito contra os nordestinos e a reprodução de discursos como “dizer que as famílias vão ter mais filhos para continuar ganhando o benefício”. “No Nordeste, entre a população mais pobre foi onde mais caiu a natalidade. A taxa de natalidade caiu 10% no Brasil, no Nordeste caiu 26%. Não só não é verdade que as famílias têm tido mais filhos, como é verdade que elas têm reduzido o número de filhos. Mas as pessoas continuam reproduzindo [o preconceito]”.
Entre os benefícios que o programa trouxe, de acordo com Tereza Campello, estão a redução da fome, da pobreza, da mortalidade infantil, do trabalho infantil e da evasão escolar. Atualmente, são atendidas cerca de 14 milhões de famílias em todo o país. Ela ressalta que, além de beneficiar a família, o programa ajuda a economia local, já que a cada R$ 1 investido, o retorno é R$ 1,78 para a economia.
Só em 2014, 600 mil famílias deixaram o Bolsa Família, informou Tereza Campello, e o governo também faz o cruzamento de dados para identificar pessoas que estão fora do perfil. “Mas quem tiver informação de uma pessoa que está recebendo e não deveria tem que nos ajudar. Todas as denúncias que recebemos são apurados”, afirmou. As denúncias podem ser feitas por telefone pela central do Ministério do Desenvolvimento Social, no 0800 707 2003 (ABr).

Cidades promovem Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Cidades temporario
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A 12ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia começou ontem (19) e vai até domingo (25) em diversas cidades. O tema deste ano é Luz, Ciência e Vida e tem como base a decisão da ONU de proclamar 2015 o Ano Internacional da Luz. A ideia é destacar a importância da luz e das tecnologias ópticas no dia a dia do cidadão, assim como no futuro e no desenvolvimento das sociedades.
Coordenada pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, a semana conta com a colaboração de secretarias estaduais e municipais, agências de fomento, espaços científico-culturais, instituições de ensino e pesquisa, sociedades científicas, escolas, órgãos governamentais, empresas de base tecnológica e entidades da sociedade civil. A proposta consiste em aproximar a ciência e a tecnologia da população, promovendo atividades de divulgação científica em linguagem acessível e por meios inovadores.
De acordo com o coordenador do evento, Douglas Falcão, pelo menos 620 cidades já se cadastraram para receber atividades. A expectativa do governo é de que o número ultrapasse mil municípios, superando o total registrado no ano passado: 905 cidades. Segundo Falcão, mais de 25 mil atividades já foram inscritas para o evento e a previsão é de que o número chegue a 120 mil ou mais, além de 2 mil instituições credenciadas. “O evento não é só para professor e aluno. Qualquer pessoa curiosa gostará muito do que vai encontrar lá”, afirmou (ABr).

Macedônia registra entrada de 10 mil migrantes em 24 horas

Migrantes aguardam para atravessar a fronteira entre a Grécia e a Macedônia.
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Dez mil migrantes entraram na Macedônia em 24 horas, entre a tarde de sábado e às 18h00 de domingo, anunciou a polícia macedônia em Skopje. “Desde a tarde de sábado até domingo às 18h00, 10 mil migrantes foram registrados na Macedônia e o fluxo não diminuiu até à meia noite”, declarou um responsável da polícia à agência France Presse. O recorde de entradas em 24 horas foi registrado no início de setembro, quando 12 mil refugiados entraram no país.
Ontem (19), a situação estava calma em Gevgelija e o número de migrantes que procurava entrar na Macedônia tinha caído substancialmente, segundo um repórter fotográfico da AFP no local.
Esta nova grande onda de refugiados na rota dos Balcãs pode provocar saturação mais ao Norte, na fronteira entre a Sérvia e a Croácia, e a Noroeste, entre a Croácia e a Eslovênia.
A entrada de migrantes em território croata decorre em “câmara lenta” depois de a Eslovênia ter informado que limitaria a entrada de migrantes em seu território a 2,5 mil por dia. A Eslovênia se tornou o novo país de trânsito aos que chegam da Sérvia e da Croácia, depois do fechamento da fronteira croata com a Hungria, na sexta-feira à noite.
Mil migrantes esperavam ontem para poder atravessar a fronteira entre a Croácia e a Eslovênia depois de terem sido impedidos de o fazer durante a noite, segundo fonte policial. Na fronteira servo-croata, várias centenas esperavam para entrar na Croácia, em uma atmosfera pesada devido ao frio e à chuva (ABr).

Sindicalistas contra o término da contribuição obrigatória

Representantes de entidades sindicais criticaram projetos em tramitação no Congresso que tratam do fim da contribuição sindical. No Senado, duas propostas apresentadas pelo senador Blairo Maggi (PR-MT) sugerem que as entidades sindicais passem a ser mantidas por uma contribuição negocial e não mais pela contribuição obrigatória. O assunto foi debatido ontem (19), em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos.

O texto da proposta, que está em análise na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, sob a relatoria do senador José Medeiros (PPS-MT), retira do inciso IV do Artigo 8º da Constituição, que trata de contribuição sindical, a expressão “independentemente da contribuição prevista em lei”. Na prática além de acabar com o caráter compulsório da contribuição que custeia os sindicatos, a proposta estabelece a necessidade de assembleia geral para fixar o valor da contribuição, que passa a ser negocial.
A ideia é que no caso de categoria profissional, essa contribuição seja descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva. Os sindicalistas argumentam que tornar a contribuição sindical facultativa contribuirá para o enfraquecimento das entidades sindicais e não constitui uma alternativa justa e razoável, pois as entidades sindicais não são meras associações, mas sim organizações que representam os integrantes da categoria para todos os efeitos e não apenas os seus filiados (ABr).

Vaticano faz reunião com governo chinês

Enquanto a atenção da imprensa está voltada ao Sínodo sobre a Família, que ocorre neste mês no Vaticano, a diplomacia da Santa Sé avança em um tema sensível: as relações com a China. De acordo com a agência asiática de notícia católica “Ucanews”, pela primeira vez em cinco anos, ocorreu em Pequim um encontro entre uma deleção vaticana e representantes do governo chinês.
Apesar de não terem sido divulgados detalhes sobre os participantes e os assuntos discutidos, o especialista italiano Agostino Giovagnoli, da Universidade Católica do Sagrado Coração, afirmou que a reunião comprova que o pontificado de Francisco quer abranger as relações diplomáticas em todo o mundo. “Dos Estados Unidos à China, o olhar do Papa abraça um horizonte cada vez mais amplo e mostra uma Igreja verdadeiramente aberta que não quer se esquecer de ninguém e se interessa por todas as situações, inclusive as mais distantes e difíceis”, disse Giovagnoli ao jornal católico “Avvenire”.
Recentemente, o cardeal e secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, havia dito que a situação com a China não estava “madura ainda”, mas “trabalhava lenta e discretamente para se chegar a um acordo”. “No momento, porém, é impossível fazer previsões”, comentou o responsável pela diplomacia da Santa Sé (ANSA).

Alerta máximo para calor e seca

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho para as regiões norte, leste e sul de Goiás, incluindo o DF, metade sul de Tocantins, além do oeste, noroeste e norte de Minas Gerais. Nesses locais, a umidade relativa do ar ficou abaixo de 12%. O alerta vermelho é o mais alto e representa risco extremo de incêndios florestais e à saúde da população.
Nos estados de Mato Grosso, Maranhão, Piauí, leste da Bahia e na região central de Minas, o alerta é laranja, com forte calor e a umidade variando entre 12% e 20%. Municípios do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco seguem em alerta amarelo, com registro de índices de umidade entre 25% e 30%. Os moradores das regiões afetadas pela onda de seca e calor devem evitar atividades ao ar livre entre 10h00 e 16h00.
A Defesa Civil também recomenda a ingestão de pelo menos dois litros de água por dia, o uso de umidificadores de ar, bacias com água ou toalhas molhadas em ambientes da casa, protetor solar e creme hidratante, refeições leves e cuidados especiais com crianças e idosos. Para o Rio Grande do Sul, o Inmet lançou alerta amarelo, para o risco potencial de novas enchentes na região e de queda de árvores. O volume mais forte de chuva deve se concentrar no extremo sul do país. Mais de 140 mil gaúchos já foram afetados pela chuva (ABr).

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