64 views 14 mins

Geral 14/04/2016

em Geral
quarta-feira, 13 de abril de 2016

Investir em tratamento para depressão gera retorno quatro vezes maior

Diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan.

Cada US$ 1 investido no tratamento para depressão e ansiedade gera um retorno de US$ 4 por meio de melhorias na saúde e na capacidade de trabalho do paciente, de acordo com estudo conduzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS)

A publicação estima, pela primeira vez, benefícios financeiros e na área de saúde associados a investimentos no tratamento das duas formas mais comuns de doença mental em todo o mundo. O estudo, publicado ontem (13) no periódico The Lancet Psychiatry, oferece um forte argumento para mais investimentos nos serviços de saúde mental em países com todos os tipos de renda.
“Sabemos que o tratamento para depressão e ansiedade é bom para a saúde e o bem-estar do paciente. Essa publicação confirma que ele também faz sentido do ponto de vista econômico”, disse a diretora-geral da entidade, Margaret Chan.
Dados da organização indicam que o quadro de doença mental tem se agravado globalmente. Entre 1990 e 2013, o número de pessoas com depressão e/ou ansiedade aumentou em quase 50%, passando de 416 milhões para 615 milhões. Isso significa que cerca de 10% da população global são afetados pelo problema e que as desordens mentais respondem por 30% das doenças não fatais registradas no mundo.
A pesquisa calculou os gastos com tratamento e os resultados em saúde de 36 países de baixa, média e alta renda. Os custos estimados para ampliar o tratamento, principalmente o aconselhamento psicossocial e a medicação antidepressiva, totalizaram US$ 147 milhões. O retorno, entretanto, supera de longe a cifra: uma melhora de 5% na participação da força de trabalho, o que torna a produtividade avaliada em US$ 399 bilhões. A melhora na saúde do paciente acrescenta mais US$ 310 bilhões à economia.
Apesar disso, o estudo alerta que o investimento atual em serviços de saúde mental permanece bem abaixo do necessário. De acordo com o Atlas da Saúde Mental 2014, os governos gastam, em média, 3% de seu orçamento em saúde com a área de saúde mental – variando de menos de 1% em países de baixa renda a 5% em países de alta renda.
Emergências humanitárias e conflitos em curso, segundo a pesquisa, aumentam ainda mais a necessidade de ampliar as opções de tratamento em saúde mental. A OMS estima que, em meio a essas situações, o cenário possa chegar a uma em cada cinco pessoas afetadas por depressão e ansiedade. “Precisamos encontrar meios de garantir que o acesso a esses serviços se tornem uma realidade para todos os homens, mulheres e crianças, onde quer que estejam”, acrescentou a diretora-geral da organização (ABr).

Pesquisa mostra que cresce procura por alimentação saudável

Pesquisa indica que brasileiros estão usando alimentos mais saudáveis.

O cardápio do dia a dia dos brasileiros está mais colorido com verduras, legumes e frutas, alimentos considerados saudáveis. É o que aponta pesquisa, feita pelo Instituto Datafolha, para a Associação das Empresas e Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador (Assert). O levantamento, produzido entre 14 e 22 de dezembro do ano passado e entre 6 e 16 de janeiro deste ano, abrangeu 51 cidades das quais 23 são capitais. Foram feitas 4.560 entrevistas com proprietários de estabelecimentos ou responsáveis por informações sobre preços. Os pesquisadores foram a restaurantes, bares, lanchonetes e padarias.
Mais da metade dos consultados (56%) acredita que os clientes estão cada vez mais interessados no consumo de uma alimentação saudável. Do total entrevistado, 53% notaram aumento na procura por frutas; 61% observaram que os clientes estão comendo mais verduras e legumes e 65% observaram que cresceu o consumo de sucos naturais. Já a preferência pela combinação do arroz com feijão não houve alteração, segundo 58% dos consultados. Na apuração, foram coletadas informações sobre preços de 5.436 pratos.
Segundo o estudo, o trabalhador que almoça fora de casa pagou em média, no começo do ano, R$ 30,48 por refeição. O valor é superior à média registrada em 2015 (R$ 27,36%) e corresponde a 76,2% da renda de um trabalhador que recebe salário mínimo. Em duas das cinco regiões pesquisadas, foi constatado um custo por refeição acima da média, caso do sul do país (R$ 31,74) e do sudeste (R$ 30,93). A região com o menor valor é a centro-oeste, onde o trabalhador paga, em média, R$ 26,73. No norte do país, a refeição custa, em média, R$ 28,48 e, no nordeste, R$ 29,18.
No sudeste, entre as cidades do estado de São Paulo com a refeição mais cara figura Santos, no litoral, com R$ 34,83. O segundo maior valor foi constatado em Campinas (R$33,01). No Rio de Janeiro, aparece Niterói na frente (R$ 37,52) e, em Minas Gerais, Belo Horizonte (R$ 24,52). No centro-oeste, o maior desembolso ocorre em Brasília (R$ 28,10); no sul, em Blumenau (R$ 38,29); no nordeste, São Luis (R$ 35,57) e no Norte, em Palmas (R$ 28,79).
O estudo marca a comemoração dos 40 anos do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), que contempla cerca de 20 milhões de pessoas. A Assert informou que, no ano passado, 19,5 milhões de trabalhadores foram beneficiados pelo programa de alimentação subsidiada. Desses, 16,2 milhões ou 83,2% têm renda mensal de até cinco salários mínimos. O total de empresas engajadas no programa é de 223,4 mil. Já as empresas fornecedoras de alimentação somam 13,8 mil; as prestadoras de serviços em alimentação coletiva são 249 e o número de profissionais habilitados em nutrição vinculados ao programa é de 22,2 mil (ABr).

Dilma nomeia novos dirigentes

A presidenta Dilma Rousseff nomeou José Ricardo Queiroz para exercer o cargo de diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com mandato até 19 de março de 2020, e Marcos Antonio Moura Sales para presidir o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). As nomeações foram publicadas na edição de ontem (13) do Diário Oficial da União.
Na semana passada, Dilma exonerou Vinícius Renê Lummertz Silva do cargo de presidente da Embratur. Vinícius havia sido nomeado em maio de 2015 pelo vice-presidente Michel Temer, que exerceu a Presidência por alguns dias enquanto Dilma estava em visita ao México. Desde o mês passado, funcionários ligados ao PMDB foram exonerados. O partido decidiu deixar o governo no fim de março (ABr).

Otranto é vila mais paradisíaca da Itália

A cidade preserva sua origem grega e está situada às margens de águas cristalinas.

Entre ruas estreitas, casas esculpidas nas rochas e o barulho de sinos de igrejas, os pequenos vilarejos italianos são donos de cenários incrivelmente belos e perdidos no tempo. E para mostrar alguns desses destinos que merecem mais a atenção dos turistas, italianos e estrangeiros, o site de viagens Trivago fez uma lista com as 20 melhores vilas do país.
Na classificação, realizada a partir das opiniões e notas dadas apenas por usuários italianos da plataforma no ano passado, o vilarejo de Otranto, na região da Púglia, ficou com o primeiro lugar. E alguns dos motivos disso são as vistas de tirar o fôlego, o centro histórico delicado e pitoresco e o mar de águas azuis e cristalinas. A segunda posição ficou com o vilarejo de Sperlonga, na região do Lácio, onde pequenas casas, igrejas, parques, torres e sítios arqueológicos se unem no topo de rochas e contemplam um belo mar do alto.
Já em terceiro aparece Cefalù, cidade siciliana que se encontra a cerca de 70 km de Palermo, conhecida por ser um dos maiores e mais famosos balneários italianos e que atrai milhares de pessoas de todo o mundo principalmente na primavera e no verão. Uma das principais atrações da vila, além do mar azul, é a sua catedral, que é considerada Patrimônio da Humanidade da Unesco.
Completando o top 10 dos vilarejos italianos mais amados estão Castellabate, na Campânia, em quarto; Lerici, na Ligúria, em quinto; Monte Argentario, na Toscana, em sexto; Vietri sul Mare, também na Campânia, em sétimo; Vipiteno, no Trentino Alto-Ádige, em oitavo; Nórcia, na Úmbria, em nono; e Laigueglia, novamente na Ligúria, em 10º (ANSA).

Crise política não atrapalhará Jogos Olímpicos

O ministro do Esporte, Ricardo Leyser, disse ontem (13) que a crise política não vai atrapalhar a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio 2016, mas reconheceu que ela está prejudicando a visibilidade das competições, que não têm destaque no noticiário nacional. “A crise política só atrapalha os jogos porque desvia o foco da população. Vamos receber os melhores atletas do esporte mundial e as pessoas não estão ligadas na chance e na possibilidade de ver esses eventos”, afirmou.
Para ele, o início do revezamento da tocha olímpica chamará a atenção da população e aumentará a procura por ingressos. Entretanto, destaca que as pessoas devem pensar na possibilidade de acompanhar outras modalidades, além daquelas mais populares como atletismo, natação e vôlei. Ele cita o tênis de mesa, o pólo aquático e a própria paralimpíada que valem a pena ser assistidos.
Segundo o ministro, a 114 dias dos jogos, 97% das estruturas para os jogos estão prontos e, “graças a um bom planejamento”, o Brasil vai cumprir seus compromissos internacionais.
No dia 3 de maio, em Brasília, a tocha olímpica começa sua peregrinação pelo país até a abertura dos jogos no Rio de Janeiro, no dia 5 de agosto. Layer explicou que o fogo olímpico tem um grande simbolismo, importante. “É um símbolo de paz e de união entre os povos. Na antiguidade, até guerras eram suspensas para as olimpíadas”, disse, explicando que o revezamento [da tocha] também será uma promoção do Brasil. “Vamos passar pelos maiores pontos turísticos e a população está preparando apresentações de sua cultura e arte” (ABr).