Geral 05/04/2016

Promotor defende fim das torcidas organizadas de futebol

Paulo Sérgio propõe um plebiscito para saber se a sociedade quer o fim das torcidas  organizadas.
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O promotor Paulo Sérgio Castilho, do Juizado Especial Criminal, afirmou ontem (4) que o país precisa tornar mais rigorosa a punição contra a violência que vem sendo praticada por integrantes de torcidas organizadas de times de futebol

De acordo com Castilho, para isso, seria necessário mudar a legislação. Ele mostrou-se indignado com a série de confrontos ocorridos no domingo (3) em vários locais da capital e da região metropolitana, envolvendo integrantes das torcidas Mancha Verde e da Gaviões da Fiel, antes e depois do clássico entre Palmeiras e Corinthians, no Estádio do Pacaembu.
Além de danos ao patrimônio público, uma pessoa que nada tinha a ver com as brigas entre torcedores morreu em frente à Estação São Miguel, da CPTM. A Secretaria de Segurança Pública informou que ocorreram quatro confrontos e que 60 pessoas foram detidas. Houve confrontos em São Miguel, em Guarulhos, na Estação Brás do metrô e no Pacaembu. Segundo o promotor de Justiça, todos os detidos já tinham sido liberados. Paulo Sérgio observou que, após a adoção de algumas medidas de segurança, as desavenças estavam mais controladas nos estádios e no entorno dele, com as cenas de violência aumenando nos espaços mais distantes.
“Nos moldes em que estão agindo, essas associações não deveriam existir”, afirma Castilho. Ele sugere a realização de um plebiscito para saber se a sociedade quer o fim dessas entidades e acredita que o resultado seria favorável ao banimento das torcidas organizadas. O promotor considera as medidas tomadas até agora contra a violência entre torcidas organizadas ”insuficientes para coibí-la”. Castilho destaca que se trata de uma “subcultura delinquente” em que jovens tomam o futebol como pretexto para extravasar os atos de violência. Para ele, o Estado não pode ser tão leniente com torcidas que praticam todo tipo de crime, têm ligações com o tráfico de drogas, assaltos, roubos e outros delitos.
Ele informou que, atualmente, há mais de 180 torcedores obrigados a se manter afastados dos campos de futebol por terem cometido alguma infração contra o Estatuto do Torcedor e que, em 95% dos casos, a punição é cumprida (ABr).

São Paulo inicia vacinação antecipada contra gripe H1N1

Na fase inicial, imunização contra a gripe H1N1 terá a distribuição de 532,4 mil doses de vacina em São Paulo.
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Começou ontem (4) a imunização contra a gripe H1N1 dos profissionais de saúde que trabalham em hospitais da região metropolitana de São Paulo. A ação faz parte da primeira etapa da antecipação da vacinação no estado. Deverão ser distribuídas nessa etapa 532,4 mil doses da vacina. A vacinação será estendida para os grupos prioritários a partir do próximo dia 11. Serão imunizadas crianças entre seis meses e cinco anos de idade, gestantes e idosos da capital e demais municípios da Grande São Paulo. A expectativa é atingir mais de 3 milhões de pessoas nessa segunda etapa.
Segundo a diretora técnica de imunização da Secretaria Estadual de Saúde, Helena Sato, a antecipação da vacinação ocorreu porque o vírus começou a circular mais cedo do que o previsto neste ano. “Normalmente, a gente espera que o vírus circule no inverno, mas ele se antecipou para o final do verão”, ressaltou durante o lançamento da campanha. A Região Metropolitana de São Paulo foi escolhida, acordo com Sato, por concentrar o maior número de casos de gripe H1N1 registrados até o momento no estado. Os profissionais de saúde foram priorizados por lidarem diretamente com pessoas infectadas. “O grande objetivo é proteger os profissionais de saúde que já estão na linha de frente de atendimento a essas pessoas”.
Foram notificados, até o dia 29 de março, 465 casos de síndrome respiratória aguda grave (Srag), sendo que 59 resultaram em morte. Desse total, 372 dos casos e 55 das mortes estão relacionadas ao vírus H1N1. A vacina que está sendo aplicada protege contra H3N2 e a gripe tipo B. No restante do estado, a vacinação seguirá o calendário do Ministério da Saúde, com início em 30 de abril. “A proposta não é vacinar a população inteira, mas os grupos prioritários. Porque já é sabido que esses grupos, uma vez infectados pelo vírus, têm maior risco de evoluírem com complicações, como pneumonia”, enfatizou a diretora de imunização.
Sato destacou ainda que existem doses suficientes para imunizar os públicos-alvo da campanha. “Não há necessidade de correria, temos vacinas para todos os grupos prioritários”, ressaltou. Nos últimos dias, tem havido uma grande procura pela vacina em clínicas particulares. Em alguns locais, a fila de espera chega a cinco horas. O secretário estadual de Saúde, David Uip, lembrou que – na maior parte dos casos – a gripe causada pelo H1N1 não evolui para quadros mais complexos. “A grande maioria das pessoas que têm o vírus, depois de dois ou três dias, limita a ação desse vírus e se curam. Em mais de 96% das vezes elas resolvem esse problema na própria casa”, disse (ABr).

Tênis de mesa garante mais 3 vagas na Olimpíada

O Brasil conquistou no último fim de semana mais três vagas individuais para a Olimpíada no tênis de mesa, no Pré-Olímpico Latino-Americano, realizado em Santiago, no Chile. As brasileiras Caroline Kumahara e Lin Gui se classificaram para os jogos ao derrotarem a mexicana Yadira Silva e a venezuelana Gremlis Arvelo, no sábado. Com as vitórias, o Brasil atingiu a meta de obter as duas vagas possíveis no feminino.
No masculino, o campeão do pan-americano Hugo Calderano já estava classificado desde o ano passado por ter conquistado a medalha de ouro em Toronto, no Canadá. Ontem, foi a vez de Gustavo Tsuboi se classificar com uma vitória sobre o paraguaio Marcelo Aguirre. Além das disputas individuais, o Brasil tem vagas por equipe garantidas no masculino e no feminino por ser país sede dos jogos.
As equipes são formadas por três atletas cada uma e os classificados para a competição individual ocupam duas dessas vagas. O terceiro nome de cada equipe tem que ser informado pela comissão técnica da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa à Federação Internacional até 15 de junho (ABr).

Olimpíada: Galeão receberá 1 milhão de passageiros a mais este ano

Aeroporto Internacional Tom Jobim.
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A movimentação de passageiros no Aeroporto Internacional Rio Galeão, deverá aumentar este ano em cerca de 1 milhão de passageiros, passando dos atuais 17 milhões de usuários/ano para perto de 18,5 milhões ao longo de 2016 em decorrência dos Jogos Olímpicos, que começam em agosto. A informação é do presidente da concessionária Rio Galeão, Luiz Rocha, ao participar da solenidade de anúncio do International Brazil Air Show (Ibas), que ocorrerá nas instalações do aeroporto entre 29 de março a 2 de abril do próximo ano.
Ele explicou que o terminal deverá registrar pico de entrada de passageiros para os jogos do Rio no primeiro dia do evento – 5 de agosto – quando o volume de pessoas embarcando e desembarcando deverá saltar dos atuais 40 mil passageiros/dia para cerca de 90 mil, mesmo número que será registrado no último dia dos jogos. “Nós acreditamos que agora em 2016, com os jogos olímpicos, devemos receber ao longo do ano 18,5 milhões de passageiros, contra os 17 milhões que recebemos anualmente. Nossas estimativas indicam que o dia de maior movimento será 5 de agosto, quando da abertura dos jogos, quando deverão desembarcar cerca de 90 mil passageiros, mais que o dobro em relação aos 40 mil que desembarcam no local diariamente”, disse.
A concessionária informou que, até o fim de abril, terá concluído a construção do novo píer, com mais de 100 mil m². Para receber os turistas do Brasil e de todo o mundo, a Rio Galeão, empresa responsável pela administração do Aeroporto Internacional Tom Jobim terá investido até o final deste mês aproximadamente R$ 2,1 bilhões. “A obras de ampliação e modernização do novo pier já estão praticamente prontas. Em 30 de abril nós teremos concluído todas as obrigações da fase 1-8 e, em maio, será aberto [o novo píer] ao público”, informou Rocha (ABr).

Aumentou a exportação do parmesão italiano

Em 2015, a exportação do queijo parmesão aumentou em 13,2%, a maior alta em cerca de dez anos, informaram representantes do setor. Mais de 46 mil toneladas do queijo, ou seja, cerca de 35% da produção do alimento, foi destinada ao mercado internacional no ano passado.
O diretor do Consórcio do Queijo Parmigiano Reggiano, Riccardo Deserti, destacou que “em somente um ano, registramos um aumento de 130 mil unidades”. Deserti acrescentou que o aumento foi possível apesar de imitações e falsificações do queijo continuarem a ser vendidas em diversas partes do mundo. Mas, apesar dos dados positivos, os produtores se manterão cautelosos.
“Temos um amplo espaço para o crescimento, mas não devemos subestimar alguns fatores econômicos favoráveis que em 2015 tiveram um impacto sobre este aumento significativo das exportações, especialmente em relação ao desempenho do dólar, o que fez a compra do parmesão muito acessível”. Somente para os EUA, o aumento nas exportações foi de 34% com cerca de 225 mil unidades enviadas ao país, ultrapassando a Alemanha e ficando atrás apenas da França, que permanece topo do ranking de compradore (ANSA).

 

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