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Crescimento da terceirização da proteção digital nas empresas

em Espaço empresarial
quinta-feira, 30 de julho de 2026

Aumento da velocidade dos ataques e escassez de profissionais especializados levam organizações a buscar serviços gerenciados de segurança

A sofisticação das ameaças cibernéticas tem acelerado a adoção de modelos de monitoramento contínuo de segurança por empresas de todos os portes. Com um ambiente marcado por ataques cada vez mais rápidos, automatizados e impulsionados por inteligência artificial, organizações têm ampliado investimentos em serviços especializados capazes de monitorar ambientes digitais 24 horas por dia, sete dias por semana.

Dados do relatório Cyberthreats Report H2 2025, da Acronis, apontam que os ataques por e-mail cresceram 16% por organização e 20% por usuário em relação ao ano anterior. O levantamento também mostra que o phishing continua sendo a principal porta de entrada para invasões, respondendo por 83% das ameaças enviadas por e-mail. Além disso, os ataques avançados em plataformas de colaboração saltaram de 12% para 31% entre 2024 e 2025, demonstrando a ampliação da superfície de ataque nas empresas.

Ao mesmo tempo, a velocidade das ações criminosas tem reduzido drasticamente o tempo disponível para reação. De acordo com o Cyber Threat Report da SonicWall, grupos cibercriminosos já conseguem explorar vulnerabilidades em até 48 horas após a divulgação pública das falhas, tornando insuficientes os modelos tradicionais de proteção baseados apenas em ações reativas.

Não à toa, cresce a procura por serviços gerenciados de segurança, que permitem às empresas contar com monitoramento contínuo, inteligência contra ameaças, análise de eventos e resposta a incidentes sem a necessidade de manter estruturas internas complexas. “A terceirização da proteção digital tem se consolidado como uma estratégia para ampliar a capacidade de defesa, reduzir o tempo de detecção de ameaças e garantir maior visibilidade sobre os riscos que afetam os negócios”, comenta Rogério Moraes, CEO da Esy.

A tendência também acompanha a evolução do perfil dos ataques. “Percebemos, cada vez mais, que criminosos têm abandonado campanhas massivas em favor de ações mais direcionadas, explorando vulnerabilidades específicas e utilizando recursos de inteligência artificial para ampliar a eficiência das ofensivas digitais. O movimento aumenta a necessidade de monitoramento constante e respostas rápidas por parte das organizações”, destaca.

O cenário reforça que a combinação entre tecnologias avançadas, monitoramento contínuo e equipes dedicadas já se tornou um dos principais pilares das estratégias de cibersegurança corporativa nos próximos anos, fortalecendo a resiliência das organizações frente a um ambiente digital cada vez mais complexo e dinâmico.