Centros de inovação: os talentos sempre em primeiro lugar

A pandemia acelerou as novas maneiras de se trabalhar, mas os centros de tecnologia mundiais permanecerão, de acordo com uma nova pesquisa da KPMG, embora possam não estar no Vale do Silício. Quando muitos escritórios e áreas centrais foram fechadas no ano passado, toda a força de trabalho passou a trabalhar remotamente, com alguns funcionários deixando as grandes cidades para encontrar mais espaço a um custo menor, entre outros fatores.

Os líderes de tecnologia acreditam que o sucesso futuro do setor dependerá de um equilíbrio entre o espaço de trabalho físico e a maior flexibilidade. Mais de 800 líderes do setor foram entrevistados na edição mais recente da pesquisa do setor de tecnologia da KPMG. Cerca de 40% deles acreditam que cidades como Londres, Singapura e Tel Aviv continuarão desempenhando um papel fundamental, permitindo que talentos se unam e colaborem em comunidades com uma infraestrutura digital sólida.

“O sucesso do setor de tecnologia ultrapassou a maioria das outras indústrias durante a covid-19, com muitas empresas crescendo significativamente desde o início da pandemia. Isso aumentou a percepção de que a criatividade e a inovação agora podem ocorrer literalmente em qualquer lugar, já que a colaboração se tornou mais virtual e global.

Porém, uma empresa ainda precisa ser capaz de inovar, e este relatório revela que os locais de trabalho físicos e os centros de inovação continuam sendo um componente fundamental das estratégias das empresas de tecnologia, embora possam não estar localizados no Vale do Silício”, afirma o sócio líder da área de tecnologia da KPMG, Marcos Fugita.

Os membros do setor também foram solicitados a classificar as cidades que acreditam florescerão como centros de inovação tecnológica nos próximos quatro anos. Todas as que figuram entre as dez primeiras tinham ecossistemas sólidos antes da pandemia. São elas: 1: Cingapura, 2 (empatados): Cidade de Nova Iorque/Tel Aviv, 4: Pequim, 5: Londres, 6: Xangai, 7: Tóquio, 8: Bangalore, 9: Hong Kong, e 10 (empatados): Austin/Seattle.

“Os talentos de engenharia e a propriedade intelectual são a força vital do setor de tecnologia, e reter os melhores talentos é um imperativo estratégico. Os empregadores sabem disso e estão se empenhando para conquistar acordos de trabalho flexíveis, incluindo modelos de força de trabalho híbridos permanentes.

Conforme a força de trabalho se dispersa geograficamente, novos focos de trabalhadores tecnicamente qualificados surgirão, trazendo opções de clusters de recursos Globais inclusive”, complementa o sócio líder de tecnologia, mídia e telecomunicações da KPMG no Brasil, Márcio Kanamaru. Embora o Vale do Silício seja conhecido como a região dominante em tecnologia global, cerca de 30% dos líderes acreditam que manterão a posição de liderança em inovação de longo prazo, com um número equivalente acreditando que não. O relatório pode ser consultado em: (https://www.kpmg.us/industries/technology/tech-hubs.html).

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