4-day workweek é realista no home office?

Alguns países e empresas se tornaram pioneiros em testes de reestruturação de jornadas de trabalho, passando dos convencionais cinco dias para o 4-day workweek, como é conhecido. Tudo indica que alguma forma de flexibilização no expediente é melhor do que nenhuma. O debate é se 40 horas semanais são realmente necessárias? Ou se a jornada de cinco dias por semana, com o mesmo horário de entrada e saída do trabalho, é a mais ideal?

No entanto, alguns dados deixam em dúvida se essa reestruturação precisa dar um passo para trás se tratando do home office. Isso porque as empresas que já experimentaram ou aderiram de vez uma semana de trabalho mais curta revelam que os profissionais precisam exercer uma gestão do tempo mais inteligente, diminuindo reuniões e investindo mais em produção.

Justamente esses momentos de interações é que são desejados por profissionais que atuam no modelo home office, como mostra uma pesquisa do Runrun.it, uma empresa brasileira de software de gestão de tarefas e projetos, que conduziu um levantamento com 252 colaboradores de agências em trabalho remoto. Do total, 54% gostariam de ter mais integração com os colegas.

Já uma pesquisa da mesma empresa somente com líderes, das 334 pessoas ouvidas, 72,7% sentem que falta interação pessoal entre colegas no home office. Em contrapartida, 28% dos colaboradores afirmam ter dificuldade de obter apoio de outras áreas e 24,8% também acham difícil administrar o próprio tempo, colocando em xeque a capacidade de fazer uma melhor gestão do tempo no trabalho à distância.

O aumento da produtividade no home office costuma derivar da possibilidade de se manter concentrado por mais tempo, conforme aponta o mesmo estudo.
Além da possível dificuldade em administrar de maneira eficiente o tempo, outro ponto de destaque é a fragilidade da comunicação e colaboração. A pesquisa do Runrun.it realizada somente com líderes aponta que 48,5% têm dificuldade de comunicação e colaboração.

Na tentativa de sanar essas lacunas que impactam diretamente no fluxo de trabalho, as principais ferramentas adotadas em empresas foram de vídeo chamada (84,8%), grupos de chat (90,9%) e gerenciamento de tarefas, projetos e processos (97%). Mesmo com esses desafios, feito só com colaboradores, 70% querem ter horários mais flexíveis, porém 32% afirmam que não têm essa autonomia. – Fonte e outras informações: (https://runrun.it).

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