
Eventos sociais movimentam R$ 50 BI, sendo 64% só com `pombinhos`
Redação
Casar é bom negócio? Depende. Para a economia é muito bom, obrigado. Atualmente a coisa assumiu proporções tão grandes que os noivos hoje em dia estão caminhando para ser `detalhes´ em meio a um grande (ou gigantesco) evento que requer planejamento e execução afinadíssimos. Até o ano passado tínhamos a média de um milhão de casamentos/ano, movimentando R$ 32 bilhões em todo o país. Mas estes números estão mudando, pra maior. Projeções do setor dão conta que 2026 vai fechar com 1,3 milhão de casamentos, movimentando R$ 37 bilhões. Haja SIM para segurar toda essa estrutura de negócios.

Trata-se de um mercado tão grande (equivalente ao dobro do PIB do Amapá) quanto amador, comenta a empresária Andreza Novais que atua há 25 anos no setor de eventos sociais (com os casamentos representando 2/3 do total). Depois de cursar o técnico em publicidade, graduação e MBA em gastronomia, trabalhar em buffet e planejamento, é a head da empresa Drez Eventos, especializada em eventos sociais.
“É preciso conhecer e estudar cada movimento para um evento social bem feito, daí porque faço consultoria cuidando do conjunto e dos detalhes”, relata a profissional, afirmando que de uma forma geral os eventos sociais — diferentemente dos corporativos — são muito amadores. Exemplos não faltam, mas algo que acontece muito e sempre tende a dar errado é transformar a chácara da família em local de eventos.

Até 2023/24 a média era de um milhão de casamentos/ano no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim, somente as cerimônias dos ´pombinhos´ movimentava R$ 32 BI. Se juntar todos os eventos sociais (festas de 15 anos, entre estes), o volume sobe para R$ 50 BI – um mercado para quem tem apetite de trabalhar. Empresas no setor se multiplicam neste vasto mercado. Considerados os últimos 12 meses, foram registrados 300 mil novos sites, sejam específicos (só buffet, ou apenas para fotos e filmagens, por exemplo) ou gerais (com o planejamento de músicas, enfeites, igreja, manobristas etc).
Andreza Novais tem uma empresa de pequeno porte. Ela faz um evento por mês e diz que, além de profissionalismo, é preciso ter “jogo de cintura” pois os imprevistos podem surgir e quando isto acontece a resposta deve ser rápida.



