A indústria brasileira de tintas vem consolidando uma agenda de redução de emissões e ganho de eficiência em seus processos produtivos. Como parte desse movimento, o setor, representado pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas, estabeleceu em 2025 o objetivo de reduzir 25% das emissões de gases de efeito estufa até 2030, meta que tem orientado investimentos em inovação voltados à diminuição do consumo de energia, à redução de desperdícios e ao aumento da eficiência industrial.
À frente da PPG Brasil, multinacional americana de tintas (listada na Bolsa de Nova York), revestimentos e produtos especiais, e do conselho diretivo da Abrafati, Marizeth Carvalho acompanha de perto essa evolução. Segundo ela, o desenvolvimento tecnológico no setor tem sido cada vez mais guiado pela combinação entre desempenho industrial e requisitos ambientais.
“Sem dúvida, a agenda de sustentabilidade tem acelerado a inovação na indústria de tintas. Hoje o desenvolvimento de novas tecnologias está diretamente relacionado à busca por processos mais eficientes, menor consumo de recursos e soluções que ajudem nossos clientes a atingirem suas próprias metas ambientais”, comenta a executiva.
Entre as soluções que mais avançaram nos últimos anos estão as tintas em pó. Por não utilizarem solventes, elas praticamente eliminam a emissão de compostos orgânicos voláteis (VOCs) durante aplicação e cura. O excedente não aderido à superfície pode ser recuperado e reinserido no processo, o que reduz perdas de matéria-prima.


