Mercado financeiro espera que Selic suba para 3,5% ao ano

O mercado financeiro espera que a taxa básica de juros, a Selic, suba 0,75 ponto percentual para 3,5% ao ano, na reunião do Banco Central (BC), marcada para hoje (4) e amanhã (5). A previsão está no boletim Focus de ontem (3), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC, com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Em abril, a diretoria do BC já havia sinalizado alta de 0,75 ponto percentual na taxa Selic. Para o mercado financeiro, a taxa continuará a subir nas reuniões seguintes e encerrará 2021, em 5,5% ao ano.

Para o fim de 2022, a estimativa é de que a taxa básica suba para 6,25% ao ano. E para o fim de 2023 e 2024, a previsão é de 6,5% ao ano. O BC usa a Selic como principal instrumento para controlar a inflação. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, há reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, desaquecendo a economia.

A previsão do mercado financeiro para o IPCA deste ano foi ajustada de 5,01% para 5,04%. Esse foi o quarto aumento consecutivo na projeção. Para 2022, a estimativa de inflação passou de 3,6% para 3,61%. Tanto para 2023 como para 2024 a previsão para o índice é de 3,25%. A projeção para 2021 está próxima do limite da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC.

O centro da meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%. As instituições financeiras elevaram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 3,09% para 3,14%. Para o próximo ano, a expectativa para o PIB passou de 2,34% para 2,31%. A expectativa para a cotação do dólar se mantém em R$ 5,40 ao final deste ano (ABr).

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