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Intenção de consumo das famílias recua 

em Economia
sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Juros altos e endividamento limitam compras

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), indicador mensurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), recuou 1,2% em agosto. O índice caiu para 110,9 pontos, registrando a quinta queda mensal consecutiva e a mais intensa da sequência iniciada em abril. Ainda assim, o indicador permaneceu acima da linha de satisfação (100 pontos) e cresceu 4,4% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Na análise da FecomercioSP, o mercado de trabalho ainda aquecido continua sendo o principal fator de sustentação do ICF. O componente emprego atual variou apenas -0,4% no mês, para 141,3 pontos, mas avançou 6,3% em um ano e segue como o item de maior pontuação do indicador. A força do emprego ajuda a preservar a renda e a capacidade de pagamento familiar, evitando uma queda mais acentuada da intenção de consumo.

Cautela

O principal sinal de cautela surge nas perspectivas para o futuro. A perspectiva profissional caiu 4,5%, no mês, e 10,5%, em um ano, ampliando a distância para o emprego atual. O resultado indica que, embora as famílias avaliem positivamente a sua situação profissional hoje, estão menos confiantes em relação a promoções, aumentos salariais e estabilidade no futuro, o que pode estimular a poupança por precaução e o adiamento de compromissos financeiros mais longos.

Os resultados mostram que emprego e renda ainda funcionam como amortecedores, mas os juros altos, o endividamento e a cautela das famílias continuam limitando compras de valor mais alto.