Economia 24/06/2016

Número de empresas criadas bate recorde histórico

Os MEIs foram a única natureza jurídica a apresentar crescimento no quadrimestre.
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No primeiro quadrimestre de 2016, o país contabilizou 674.975 novas empresas, o maior registro para o período desde 2010, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas

O número é 4,1% maior que no primeiro quadrimestre de 2015, quando foram registrados 648.488 nascimentos. Em abril, houve queda de 5,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 158.774.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, o aumento de novas empresas no primeiro quadrimestre foi puxado exclusivamente pelo surgimento de novos microempreendedores individuais (MEIs). Este movimento tem sido determinado, principalmente, pela perda de postos formais no mercado de trabalho (aumento do desemprego no país) por causa da recessão econômica, impulsionando trabalhadores desempregados a buscarem, de forma autônoma e formalizados, alternativas econômicas para a geração de renda.
Os MEIs foram a única natureza jurídica a apresentar crescimento no quadrimestre, enquanto as demais tiveram decréscimo. O número de nascimentos em Empresas Individuais apresentou queda de 23,7% no período, com 45.515 companhias nascidas, contra 59.683 no mesmo período do ano anterior. As Sociedades Limitadas também registraram diminuição nos nascimentos de um quadrimestre para outro, de 65.455 para 54.999, queda de 13,9%. O nascimento de empresas de outras naturezas teve alta de 4,0% e totalizou 33.689 (Serasa).

Caiu a importação de produtos químicos

Permanece incerto o cenário da balança em produtos químicos para os próximos meses.
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São Paulo – O Brasil importou US$ 2,8 bilhões em produtos químicos em maio, com queda de 11% ante o registrado em maio do ano passado. Na comparação com o mês anterior, a cifra cresceu 16,2%. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). No acumulado do ano até maio, foram importados US$ 13 bilhões, valor 13,8% menor do que no mesmo período do ano passado. Em termos de volume, foram importadas 13,8 milhões de toneladas nos primeiros cinco meses de 2016, com aumento de 9,8% em relação a igual intervalo de 2015, em grande parte em razão do forte ritmo de importações de intermediários para fertilizantes, cujas compras externas superam 7,6 milhões de toneladas no acumulado do ano.
As exportações brasileiras de produtos químicos, por sua vez, somaram US$ 1 bilhão em maio, com elevação de 9,7% em relação a abril. Em relação a maio de 2015, a cifra se manteve praticamente estável. No acumulado do ano até maio, as exportações somam US$ 4,8 bilhões, valor 6,1% inferior ao registrado em igual período do ano passado. Com isso, o déficit acumulado da balança comercial de produtos químicos atingiu US$ 8,2 bilhões, entre janeiro e maio deste ano
A instituição acredita que permanece razoavelmente incerto o cenário da balança comercial em produtos químicos para os próximos meses. “A valorização do canal externo será decisiva para que o setor privado consiga aliviar as pressões do delicado momento econômico atual e possa se programar de maneira estruturada para voltar a investir de maneira sustentável”, opina Denise Naranjo, diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim (AE).

Retomada de 6% de obras paralisadas da Faixa 1 do Minha Casa

Brasília – O ministro das Cidades, Bruno Araújo, anunciou a retomada das obras de 6% das cerca de 71 mil moradias da Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida. Segundo ele, o ministério se empenhará para a retomada gradual dos outros empreendimentos cujas obras estão paradas por falta de recursos. “Nosso esforço e nosso compromisso é de, mês a mês, dar passos seguros para fazer com que os contratos que foram assinados tenham o devido fluxo de pagamentos”, afirmou.
De acordo com ele, a retomada das 4.232 unidades habitacionais em São Paulo, no Acre, Bahia, no Pará, em Pernambuco, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul representam investimentos da ordem de R$ 310 milhões. O ministro não quis fixar um prazo para a retomada das obras mas disse que a sociedade brasileira quer a garantia de que haverá recursos para honrar os compromissos assumidos.
Araújo voltou a criticar a postura do governo anterior, da presidente afastada Dilma Rousseff, de contratar moradias da Faixa 1 sem entregar as que estão sendo construídas (AE).

 

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