Economia 21/10/2016

Caiu em setembro a procura por voos domésticos

Apesar do cenário, as empresas têm conseguido se adaptar às  adversidades.
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A demanda por voos domésticos caiu 4,4% em setembro na comparação com o mesmo mês de 2014, segundo balanço divulgado ontem (20) pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear)

No período, foram transportados sete milhões de passageiros. No acumulado do ano, 65,4 milhões de passageiros voaram de janeiro a setembro, queda de 6,07%, em relação ao mesmo período de 2015.
Apesar da retração, o resultado de setembro indica uma desaceleração nos níveis de queda que o setor vinha registrando, segundo assessor técnico da Abear, Maurício Emboaba. “Isso reflete mais ou menos o que a gente começa a ver na economia. Parece que estamos parando de ir para baixo”, ressaltou durante a apresentação dos dados. “Todos os números nos levam a apontar o seguinte: se a velocidade de queda está diminuindo, é sinal de que estamos chegando em pouso suave”, acrescentou o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.
Segundo o executivo, o setor pode ter um desempenho menos desfavorável do que o previsto para este ano. “Estou começando a olhar para 8% e não mais 10% de queda. Porque eu tinha uma série de indícios de que a gente ainda poderia ver novos movimentos de redução, o que eu não estou mais vendo”, calculou. Apesar do cenário desfavorável, Emboaba acredita que as empresas de aviação têm conseguido se adaptar às adversidades, ajustando a oferta de assentos.
“A indústria tem dado respostas adequadas. A taxa de aproveitamento dos voos não cai. Pelo contrário sobe ligeiramente, mesmo em um período de dificuldade econômica. Ou seja, a indústria consegue ajustar a sua capacidade, a sua oferta à demanda”, destacou o assessor técnico. Em setembro, a oferta de assentos foi reduzida em 6,3%, e no acumulado do ano, de janeiro a setembro, as companhias diminuíram em 5,6% a disponibilidade de viagens (ABr).

Atividade econômica teve queda em agosto

Foi a maior redução mensal desde maio de 2015 (-1,02%).
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A atividade econômica apresentou retração em agosto, de acordo com dados divulgados ontem (20) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) teve queda de 0,91%, na comparação com julho. Essa foi a maior redução mensal desde maio de 2015 (-1,02%).
Na comparação entre agosto deste ano e o mesmo mês de 2015, houve queda de 2,72%, de acordo com os dados sem ajustes, já que são períodos iguais na comparação. Em 12 meses encerrados em agosto, a retração chegou a 5,48% e no ano, a 4,98%. O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.
O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. Mas o indicador oficial sobre o desempenho da economia é o Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas pelo país, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (ABr).

Ovos férteis de peru para os americanos

Os Estados Unidos abriram o mercado para ovos férteis de peru brasileiro. O Departamento de Agricultura norte-americano aceitou o certificado veterinário do Ministério da Agricultura. Com isso, as empresas nacionais interessadas podem iniciar as exportações aos EUA. Os ovos férteis serão incubados nos Estados Unidos para a produção de matrizes.
Segundo a Coordenação de Trânsito e Quarentena Animal do Mapa, a expectativa do setor privado é que, até dezembro próximo, cerca de 900 mil unidades sejam vendidas aos estados da Carolina do Norte, Minnesota e Iowa. “A abertura do mercado norte-americano é o reconhecimento da excelente condição sanitária dos plantéis avícolas brasileiros”, diz o chefe da Divisão de Trânsito Nacional, Rodrigo Padovani (Mapa).

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