Economia 20/09/2019

Confiança de empresário industrial fica estável em setembro

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) ficou estável de agosto para setembro em 59,4 pontos, informou ontem (19) a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A confiança se mantém elevada por uma combinação de perspectivas futuras otimistas. Foto: Arquivo/ABr

Essa estabilidade interrompeu uma sequência de três meses consecutivos de alta. Os números mostram que, com a estabilidade, a confiança do empresário brasileiro segue elevada: o ICEI mantém 4,8 pontos acima de sua média histórica (54,5) e 6,6 pontos acima do registrado em setembro de 2018 (52,8).

Os indicadores da pesquisa variam de zero a 100 pontos. Quando estão acima dos 50 pontos mostram que os empresários estão confiantes. “A confiança se mantém elevada por uma combinação de perspectivas futuras otimistas, entre elas a de aprovação da reforma da Previdência e avanços na discussão da reforma tributária, e em função de uma percepção de melhora na atividade corrente das próprias empresas”, afirma o economista da CNI Marcelo Azevedo.

Segundo a CNI, a estabilidade do ICEI em setembro se deve à variação em sentidos opostos de seus dois componentes. Um deles, o Índice de Condições Atuais cresceu 0,8 ponto na comparação com agosto e alcançou 51,9 pontos em setembro. É a segunda variação positiva consecutiva do índice, que havia subido 4,1 pontos no mês anterior.

O segundo, o Índice de Expectativas, registrou leve queda em setembro, de 0,4 ponto. A redução interrompe uma sequência de três meses de alta e deve-se, exclusivamente, ao que se espera da economia brasileira, uma vez que as expectativas relativas à própria empresa se mantiveram estáveis no mês.

Os empresários de empresas de médio porte registram melhora de sua confiança em setembro. Para eles, o índice aumentou 0,7 ponto e chegou a 60,2 pontos. O de empresas de pequeno porte registrou queda de 0,2 ponto, para 58,6 pontos. Para os empresários de empresas de grande porte, o indicador também caiu: redução de 0,3 ponto, para 59,4 pontos (ABr).

Contratações no setor de planos de saúde aumentam 3,4% em um ano

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O aumento do emprego é um indicativo de que há grande potencial de crescimento no setor de saúde como um todo. Foto: Gov.EstadoSP/Divulgação

Agência Brasil

A cadeia de saúde aumentou em 3,4% o número de empregos formais no setor entre julho do ano passado e julho deste ano, o que equivale a quase 120 mil pessoas contratadas, apesar de ter-se reduzido em 0,3% o total de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares no mesmo período, o equivale a menos 133 mil pessoas atendidas pelos planos.

“Enquanto na economia como um todo, continuamos com altíssimo desemprego e um nível de demissões que está, no máximo empatando com o de novas contratações, mostrando, portanto, estabilidade no número total de empregos, na área da saúde, houve crescimento expressivo de 3,4% em um ano, enquanto o emprego cresceu 0%”. A avaliação foi feita pelo superintendente executivo do Instituto de Estudos da Saúde Suplementar, José Cechin.

“As pessoas fazem mais procedimentos, demandam mais consultas médicas, mais exames, mais internações hospitalares. Tudo isso é que está movendo o emprego. Eu diria que o consumo de saúde é que está promovendo a geração de empregos”, ressaltou Cechin, para quem o aumento do emprego nos 12 meses findos em julho é um indicativo de que há grande potencial de crescimento no setor de saúde como um todo. Ele explicou que, para isso, o Brasil gasta como percentual do PIB 9,2%, próximo dos 10% gastos pelos europeus.

Ooutro ponto que explica o potencial do setor é que, enquanto os europeus gastam, em média, acima de US$ 3 mil per capita, isto é, por indivíduo, com planos de saúde, no Brasil é apenas um pouco acima dos US$ 1 mil. “Ou seja, gastamos per capita menos de um terço do que os europeus gastam”. Por isso, acrescentou Cechin, há um potencial grande de crescimento do setor, que está se revelando ano a ano no crescimento do emprego na saúde.

Redução da Selic foi decisão ‘acertada’

Agência Brasil

O Copom do BC decidiu na quarta-feira (18) reduzir a taxa básica de juros – a Selic – de 6% para 5,5% ao ano. A decisão atendeu ao que era esperado no mercado financeiro. Com a redução, a Selic chegou ao seu menor patamar histórico. Para a CNI, o Copom tomou uma decisão acertada. Em nota, a entidade disse que foi uma decisão em um “movimento de continuidade à flexibilização monetária”.

Para o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, a expectativa de inflação abaixo do centro da meta em 2019 e em 2020, o ritmo de atividade econômica moderado e a elevada taxa de desemprego corroboraram para a decisão da redução da Selic. A FecomercioSP também avaliou como positivo o corte da taxa Selic. Para a entidade, “a redução da Selic é indispensável para acelerar a retomada do emprego e baixar o custo da dívida, principalmente, para um país com elevado grau de endividamento como o Brasil”, diz a nota.

A Firjan declarou, em nota, que apoiou a redução de 0,5 ponto porcentual da taxa básica de juros da economia. De acordo com a entidade, “a lenta recuperação da economia e o cenário de inflação sob controle abrem espaço para reduções da taxa de juros nas próximas reuniões”. Na nota, a Firjan “destaca a perspectiva de melhora do ambiente fiscal em função da aprovação da reforma da Previdência na Câmara”.

Consumo de sorvete aumenta no Brasil

Na próxima segunda-feira (23), é comemorado o Dia do Sorvete. A produção nacional de sorvetes cresceu no País de 2016 pra cá. Números mostram que em 2016 um total de 1.065 milhões de litros de sorvete eram produzidos no Brasil. Em 2017 o número cresceu para 1.068 e em 2018 fechou o ano em 1.103 milhões de litros. O consumo per capita em 2016 era 5,2, caiu para 5,1 em 2017 e subiu de novo em 2018, superando os dois números anteriores e estabilizando em 5,3.

“Isso mostra a força do setor de micro e pequenas empresas e como podemos ajudar o crescimento desse segmento ajudando os profissionais a se qualificarem melhor, saberem seus direitos e terem condição de atuar com mais precisão e profissionalismo”, afirma Edmund Klotz, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Alimentos, Congelados, Supercongelados, Sorvetes, Concentrados, Liofilizados, Gelo e Bebidas (Abregel).

Áustria veta acordo entre UE e Mercosul

O Parlamento da Áustria aprovou uma moção que obriga o governo do país a vetar o acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia (UE). O texto pede que o governo barre o acordo no Conselho Europeu.
Todos os partidos políticos apoiaram a moção, tanto os de esquerda quanto os ultranacionalistas.

Os partidos alegaram que o acordo é “nocivo”, além de prejudicar o meio ambiente e os direitos humanos, e fazer a Áustria “se ajoelhar aos interesses da indústria”. A única exceção é o liberal Neos, que, apesar de ser favorável ao tratado comercial, exige algumas mudanças no acordo. O tratado entre o Mercosul e UE foi fechado no dia 28 de junho, durante a Cúpula do G20, no Japão, após 20 anos de negociações (ANSA).

Preço do tomate negociado nas Ceasas está em queda

Agência Brasil

O preço do tomate está em queda nas principais Ceasas do país. Os percentuais mais baixos foram registrados em Curitiba), 18,58%, e em Vitória, mais de 52%. Os dados constam da 9ª edição do Boletim Prohort, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado ontem (19).

A redução, segundo os técnicos, deve-se à grande oferta do produto que vem se repetindo desde o mês de julho. Em agosto, devido ao efeito do calor que acelera a maturação do fruto, o produtor sentiu-se obrigado a colocar algo próximo a 20% a mais de produto no mercado.

De acordo com a pesquisa, além do tomate, outras hortaliças também estão com os preços em queda no mercado atacadista. A batata, por exemplo, ficou mais acessível na maioria das centrais de abastecimentos analisadas, pela intensificação da colheita da safra de inverno que cresceu 12%. O produto apresentou maior queda em São Paulo (11,7%), Fortaleza (9,4%) e Rio de Janeiro (9%).

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