102 views 6 mins

Economia 09/06/2016

em Economia
quarta-feira, 08 de junho de 2016

Produção de petróleo e gás sobe 5% em maio

Esse crescimento deve-se, principalmente, ao recorde na produção no pré-sal.

A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras cresceu 5% em maio, na comparação com abril, totalizando 2,83 milhões de barris por dia de óleo equivalente. Quando comparado a abril do ano passado, o crescimento foi de 2%

As informações foram divulgadas ontem (8), pela Petrobras e indicam que 190 mil barris/dia de petróleo e gás natural foram extraídos em campos explorados pela estatal no exterior.
Isoladamente, a produção média de petróleo, em maio, totalizou 2,24 milhões de barris por dia, resultado 6% superior ao volume produzido no mês anterior (2,12 milhões de barris diários). Em relação a maio de 2015, houve aumento de 1%. Já a produção de gás natural nos campos do país, excluído o volume de gás liquefeito, chegou a 76,4 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia), em maio, volume 4% superior ao do mês anterior (73,5 milhões m³/dia). No exterior, a produção média de gás natural somou 17,9 milhões m³/d, 3% acima dos 17,3 milhões m³/d alcançados no mês anterior.
Segundo a Petrobras, o volume produzido em maio no país é a quinta maior média mensal de produção já registrada pela estatal. Esse crescimento deve-se, principalmente, ao recorde na produção no pré-sal, com a entrada de novos poços conectados à unidade de produção do tipo FPSO Cidade de Maricá, instalada no Campo de Lula. FPSO é a sigla em inglês para unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo. O resultado decorre também do retorno à operação de plataformas que estavam em parada programada e em manutenção corretiva em abril (ABr).

Indústria nacional cresce em 5 dos 14 estados pesquisados

São Paulo (2,6%), Minas (2,4%), Goiás (0,8%) e Rio (0,7%) registraram resultados positivos em suas indústrias.

O ligeiro crescimento de 0,1% na produção industrial brasileira de março para abril reflete expansões nos parques fabris de cinco dos 14 locais pesquisados pelo IBGE, que divulgou, ontem (8), os números da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional de abril. O comportamento positivo observado na produção industrial nacional, na série com ajuste sazonal, teve destaque para o avanço mais intenso de Pernambuco (10,2%), segunda taxa positiva consecutiva e acumulando no período expansão de 13,1%.
Também fecharam com resultados positivos em suas industrias São Paulo (2,6%), Minas Gerais (2,4%), Goiás (0,8%) e Rio de Janeiro (0,7%), todos com crescimento acima da média nacional de 0,1%, entre março e abril. Já entre os locais com queda na produção, os principais destaques são o Amazonas, cuja queda chegou a 13,5%, o resultado negativo mais acentuado no mês e eliminando parte do crescimento de 21,8% verificado no mês anterior. As demais taxas negativas foram assinaladas por Rio Grande do Sul (-3,6%), Bahia (-2,5%), Santa Catarina (-2,2%), Ceará (-2,1%), Espírito Santo (-1,4%), Região Nordeste (-1,3%), Pará (-0,5%) e Paraná (-0,5%).
A queda de 7,2% na produção industrial brasileira em abril deste ano, em comparação a igual mês do ano passado, é generalizada e reflete retração na produção do parque fabril em treze dos 15 pontos pesquisados pelo IBGE. A queda de 10,5% na produção industrial no resultado acumulado no ano (janeiro-abril), frente a igual período do ano anterior, reflete resultados negativos também generalizados, atingindo 12 dos 12 locais pesquisados (ABr).

Alckmin: não será preciso abrir comportas em Franco da Rocha

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, descartou a possibilidade de abertura das comportas da Represa Paiva Castro, medida adotada para liberar o excesso de água represada, como forma de evitar o rompimento da estrutura. “Tudo indica que não vai ser necessário abrir as comportas, mas, por precaução, foi feito todo um trabalho junto aos municípios, como Franco da Rocha, que se preparem, porque pode ter aumento do nível do rio”, disse o governador.
Em março, a Sabesp determinou a abertura das comportas, o que acabou agravando as inundações em Franco da Rocha, durante a época de chuvas intensas. Na ocasião, 240 pessoas ficaram desalojadas. Alckmin garantiu, porém, que a cidade está segura quanto à possibilidade de novos alagamentos, já que bombas e equipamentos trabalham no controle da água em excesso. A prefeitura informou que o bombeamento é direcionado para a estação de Guaraú (ABr).