Economia 05 a 07/11/2016

Investimentos recuam 2,2%, diz novo indicador do Ipea

O recuo dos investimentos no terceiro trimestre reforça a expectativa de uma recuperação lenta da economia brasileira.
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Os investimentos recuaram pelo terceiro mês consecutivo segundo novo indicador, lançado na sexta-feira (4), em Brasília, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) – que é um termômetro dos investimentos – aponta contração de 2,2% em setembro em relação a agosto de 2016, na série com ajuste sazonal. Este é o terceiro recuo mensal consecutivo do indicador de investimentos. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a FBCF atingiu patamar 10,6% inferior a setembro de 2015, nos dados sem ajuste sazonal.
No terceiro trimestre deste ano, comparado com o mesmo período do ano passado, o investimento registrou uma redução de 9,9%. Na comparação entre o terceiro e o segundo trimestre de 2016, o recuou ficou em 3,9%, de acordo com os dados com ajuste sazonal. “O recuo dos investimentos no terceiro trimestre reforça a expectativa de uma recuperação lenta da economia brasileira”, afirmou o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, Leonardo Mello de Carvalho, em nota.
Segundo ele, a queda entre setembro e agosto foi novamente resultado do mau desempenho de seus dois componentes. O primeiro deles, que apresentou queda de 1,7%, é o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – que é uma estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos e corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações.
O segundo indicador, da construção civil, retraiu 2,3% pelo quarto mês consecutivo frente ao período anterior, ainda na comparação com ajuste sazonal. Contra o mesmo mês do ano anterior, ambos os componentes da FBCF apresentaram retração, com quedas de 10,6% e 13,1%, respectivamente. Entre os componentes do Came, a produção doméstica de bens de capital recuou pelo terceiro mês consecutivo, contraindo 5,1% em setembro, na comparação dessazonalizada.
Outro importante fator que ajuda a explicar as quedas nas comparações mensal e trimestral, também na série com ajuste sazonal, é o comportamento do volume de importações de bens de capital. Enquanto a queda entre setembro e agosto foi de 3,4%, a redução verificada no terceiro trimestre atingiu 20,1% (ABr).

Inflação fechou outubro com alta de 0,27%

O IPC em São Paulo encerrou outubro com alta de 0,27%, quase o dobro do registrado em setembro: 0,14%.
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O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, fechou com alta de 0,27% . Mesmo sendo uma taxa baixa, o resultado é quase o dobro do registrado em setembro último: 0,14%.
No acumulado do ano, houve elevação de 5,62%, ficando acima do verificado no período de janeiro a setembro (5,33%). Já em 12 meses, o IPC subiu 7,61%, indicando redução no ritmo de alta já que, em setembro, o acumulado de 12 meses tinha apontado alta de 8,26%.
Dos sete grupos pesquisados, os maiores avanços ocorreram em despesas pessoais (de -0,34% para 0,86%) e transportes (de 0,24% para 0,71%). O resultado também reflete a recuperação de preços no grupo alimentação. Na média, os itens alimentícios tiveram queda de 0,27%, mas, na apuração de setembro, o recuo tinha sido bem mais expressivo (-1,09%).
Foram constatados ainda aumentos em habitação (de 0,16% para 0,20%) e educação (de 0,01% para 0,06%). Em compensação, os preços desaceleraram em vestuário (de 0,84% para 0,32%) e permaneceu estável o grupo saúde em 0,56%.

Número de recuperações judiciais caiu em outubro

O número de recuperações judiciais requeridas registrou queda em outubro. Foram 121 requerimentos contra 244 em setembro (queda de 50,4%) e 102 em outubro de 2015 (aumento de 18,6%), revela o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações. No acumulado de janeiro a outubro de 2016, na comparação com o mesmo período do ano passado, houve crescimento de 57,6% (1.600 ocorrências contra 1015).
As micro e pequenas empresas lideraram os requerimentos de recuperação judicial de janeiro a outubro de 2016, com 990 pedidos, seguidas pelas médias (391) e pelas grandes empresas (219). Na verificação mensal de outubro/2016, as MPEs também ficaram na frente com 73 requerimentos, seguidas pelas médias empresas, com 34, e as grandes com 14.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, apesar do recuo mensal em outubro, o número de recuperações judiciais continua elevado no país (alta de 18,6% em relação a outubro do ano passado), reflexo do prolongamento da recessão econômica e das dificuldades de acesso ao crédito por parte das empresas.

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