Economia 01/10/2019

Varejo e serviços devem abrir mais de 100 mil vagas para o fim de ano

Faltando três meses para as comemorações de fim de ano, os setores varejista e de serviços já vêm se preparando para um dos melhores períodos que promete aquecer o setor com a contratação de novos profissionais.

As comemorações de fim de ano prometem aquecer o varejo com a contratação de novos profissionais. Foto: TVRecord/Reprodução

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) estima que aproximadamente 103 mil vagas serão abertas até dezembro — um aumento de 43,8 mil postos de trabalho em relação ao previsto ano passado.

Em meio a um cenário mais otimista, o levantamento aponta um leve recuo de 72% para 69% no percentual de empresários que não têm a intenção de fazer contratações nesse fim de ano, sejam temporários, informais, efetivos ou terceirizados. Por outro lado, houve um aumento de 17% para 23% o percentual dos que contrataram ou devem contratar ao menos um novo colaborador. A principal justificativa para os reforços do quadro de funcionários é atender ao aumento da demanda neste período do ano, com 88% das menções.

“O número apresentou crescimento e pode sinalizar que o mercado de trabalho começa a reagir de forma mais efetiva diante da lenta melhora na atividade econômica. Embora o movimento ainda esteja longe de ser suficiente para fazer frente ao elevado número de desempregados no país, já há indícios de um reestabelecimento da confiança do empresário”, analisa o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

A pesquisa também mostra que a maior parte (48%) dos empresários consultados deve contratar mais este ano do que no ano passado, enquanto 37% planejam abrir o mesmo número de vagas. Apenas 9% pretendem contratar menos funcionários. Considerando os que irão ampliar o quadro, 41% acreditam que a perspectiva de retomada da economia deve refletir no aumento das vendas — um crescimento de 30 p.p. em relação a 2018. Para 39%, a intenção é suprir a demanda para vender mais e 17% acreditam ser necessário investir na qualidade do atendimento.

Além disso, 47% dos empresários disseram estar se preparando ou pretendem se preparar para as vendas de Natal. As principais estratégias adotadas são ampliação do estoque (43%), investimento na divulgação da empresa (42%), aumento da variedade de produtos ou serviços (30%) e contratação de mais funcionários para atender à demanda (15%) (AI/CNDL/SPCBrasil).

Decreto torna gratuita publicações de órgãos federais no DOU

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Bolsonaro assina Decreto de Gratuidade de Publicação no DOU para Órgãos Federais. Foto: Antonio Cruz/ABr

Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro assinou, ontem (30), decreto que torna gratuita as publicações no Diário Oficial da União (DOU) para órgãos federais. A medida visa a desburocratização e racionalização administrativa, já que, na prática, o pagamento do serviço é previsto como receita e despesa no próprio orçamento da União. A norma vigente impõe a cobrança pelas publicações à própria União e a suas entidades.

“Esse dinheiro sai de um ponto do orçamento e vai para outro ponto do orçamento”, explicou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Jorge Oliveira, na cerimônia de assinatura do decreto na sede da Imprensa Oficial, em Brasília. A partir de 1º de novembro, quando a nova medida entra em vigor, os órgãos da administração direta, autarquias, fundações e estatais dependentes não precisarão pagar pela publicação de seus atos no DOU.

Estatais não dependentes, entidades particulares e outros entes da federação, porém, continuarão pagando pelo serviço normalmente. Bolsonaro parabenizou os servidores da Imprensa Nacional pelo trabalho e disse que a desburocratização e a facilitação das normas tem ajudado a administração pública e ao cidadão. “Temos feito o possível para seguir nessa linha”, disse.

Pedágio cai após acordo entre concessionárias e Lava Jato

Agência Brasil

A cobrança de pedágio em seis praças de rodovias no Paraná será reduzida em 30% a partir de hoje (1º), depois que as concessionárias responsáveis pela administração de trechos em duas rodovias terem firmado um acordo com a Força Tarefa da Lava Jato. Na praça de São José dos Pinhais, da BR-277, no trecho que liga Curitiba ao litoral paranaense, operado pela EcoRodovias, o valor cobrado para os carros de passeio passará de R$ 20,90 para R$ 14,60, por exemplo.

Nas outras cinco praças, também na BR-277, no trecho entre Guarapava e Foz do Iguaçu, os novos valores ficarão entre R$ 11,50 e R$ 9,50, ante os R$ 16,40 e R$ 13,50 anteriores. A redução nos valores dura até que seja atingida a quantia economizada de R$ 220 milhões, que foi o valor acordado entre as concessionárias e o MPF de modo a ressarcir a população dos prejuízos causados nos casos de corrupção assumidos pelas empresas investigadas por fraudes nas licitações na

Além do desconto, outros R$ 150 milhões devem ser investidos em obras nas rodovias e mais R$ 30 milhões devem ser pagos a título de multa. Além das concessionárias do grupo EcoRodovias, a Rodonorte, do grupo CCR, também anunciou acordo em que reduziu tarifas de pedágio no Paraná, em abril.

BNDES e operações deficitárias com a Odebrecht

Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou ontem (30) que as operações feitas entre a instituição e o grupo Odebrecht, de 2003 a 2018, resultaram em perdas, já ocorridas ou potenciais, de R$ 14,6 bilhões. A informação foi divulgada por meio de nota que, segundo o BNDES, tem o objetivo de dar transparência às ações do banco.

Segundo o BNDES, R$ 3,7 bilhões se referem a perdas da União em créditos no financiamento à exportação. Outros R$ 8,7 bilhões seriam perdas potenciais (máximas), correspondentes ao valor de exposição total do BNDES em créditos perante as empresas em recuperação judicial do grupo Odebrecht.

O restante das perdas, seriam, segundo o banco, decorrentes da venda de suas ações da Atvos (perda efetiva de R$ 800 milhões) e do valor das ações da OTP (que resultariam numa perda potencial de R$ 1,4 bilhão). Nesses 16 anos (2003 a 2018), o BNDES investiu R$ 51,3 bilhões na Odebrecht, através de oferta de crédito direto e indireto, financiamento específico a exportações e aquisição de participações societárias.

Incerteza da economia cresceu 2,7 pontos

Agencia Brasil

O Indicador de Incerteza da Economia, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 2,7 pontos na passagem de agosto para setembro deste ano. Com o resultado, o indicador chegou a 116,9 pontos, em uma escala de 0 a 200 pontos, e se mantém elevado em termos históricos.

O indicador é calculado com base em dois componentes: mídia (baseado na frequência de notícias com menção à incerteza na imprensa) e expectativa (construído a partir das previsões de analistas econômicos). O componente mídia subiu 1,5 ponto e chegou a 115,9 pontos. Já o componente expectativa teve alta de 5,8 pontos.

De acordo com o pesquisador da FGV Aloisio Campelo Jr., a alta do indicador foi motivada principalmente por questões externas, como a tensão comercial entre Estados Unidos e China e a possibilidade de uma desaceleração mais forte da economia mundial em 2020. Além disso, fatores internos também contribuíram, em especial devido a temas como a reforma tributária e a dúvidas quanto ao ritmo de crescimento da economia brasileira.

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