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Destruição da Caatinga pode desertificar o país

em Economia
terça-feira, 14 de abril de 2026

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que o governo federal tem ampliado as ações de preservação da Caatinga, de forma a evitar a desertificação de uma área cada vez maior do território nacional.

Ele lembrou que a Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, importante para a biodiversidade do país, sobretudo por servir de barreira natural contra a desertificação.

“A Caatinga é um bioma fascinante, de uma beleza paisagística incrível e de uma biodiversidade também incrível. As pessoas, quando pensam no Brasil, pensam na Amazônia. Quando muito, na Mata Atlântica. Mas esquecem que o Brasil possui seis biomas absolutamente diferentes e complexos, que fazem do país a maior biodiversidade do planeta”, afirmou Capobianco.

Ressaltou também que o desmatamento excessivo deste bioma tem contribuído para o avanço da desertificação e que, neste sentido, a conservação da Caatinga é uma prioridade ambiental. “Está demonstrado que a destruição e o desmatamento excessivo da Caatinga vêm provocando a expansão da área em processo de desertificação no país”, acrescentou.

O ministro informou que o Brasil concluiu o plano nacional de ações para cumprir a Convenção de Combate à Desertificação, que será apresentado na Conferência das Partes (COP 17), marcada para agosto, na Mongólia. O plano desenvolve medidas para conter processos de degradação do solo – o que abrange ações a serem adotadas para conter o avanço da desertificação, especialmente nas áreas de Caatinga (ABr).

Estudo vê chance de recuperação de meio milhão de hectares de caatinga – Jornal Empresas & Negócios