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Análise IPCA 2025

em Economia
sexta-feira, 09 de janeiro de 2026

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial de inflação do Brasil, fechou o ano de 2025 em 4,26% – abaixo do teto da meta de 4,5% definido pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Flávio Serrano, economista-chefe do Banco Bmg, fez uma análise sobre o resultado:

“O IPCA de dezembro de 2025 subiu 0,33%, ficando bastante próximo das nossas projeções (0,31%). Com esse resultado, o índice acumulou 4,26% em 2025 e, portanto, voltou a ficar abaixo do limite superior do sistema de metas para a inflação (4,5%). Com o primeiro objetivo conquistado, o desafio do BC agora é levar a inflação para perto de 3,00%.

Analisando a abertura do indicador divulgado hoje, tivemos forte pressão nos serviços, com alta de 0,70%. Vale destacar a alta de 12,6% nos preços das passagens aéreas. Já os produtos industriais, subiram 0,48%, puxados por artigos de vestuário e de residência. Por outro lado, alimentação no domicílio e preços administrados contribuíram para manter a Leiria relativamente baixa. O primeiro grupo subiu apenas 0,14% e o segundo caiu 0,22%.

Aqui, destaque para a queda nos preços de energia elétrica (-2,4%), em função da mudança da bandeira tarifária para amarela em dezembro. No geral, a leitura não muda a nossa análise sobre o quadro inflacionário, que segue com a inflação de serviços pressionada e a de bens sob controle. Assim, o BC segue correto ao indicar um patamar de juros significativamente contracionista por um período bastante prolongado. Acreditamos que o ciclo de alívio monetário deverá começar apenas no mês de março”.