Alimentação e combustível, vilões do retorno ao trabalho presencial

Entre as discussões sobre híbrido e home office, o retorno às atividades presenciais tem causado transtornos aos trabalhadores. O tempo gasto no transporte e os aumentos dos custos de combustível e alimentação estão entre os vilões do retorno às atividades presenciais.

É o que revela pesquisa da It’sSeg sobre o engajamento das equipes no retorno ao trabalho presencial. Tempo gasto no transporte (21,6%), menos qualidade de vida (18,3%) e aumento do gasto com combustível (14,4%) foram as três principais queixas dos profissionais, que também viram saltar os custos com alimentação e indefinições sobre os modelos de trabalho.

O estudo foi realizado nacionalmente durante o mês de maio com a participação de 152 companhias de todos os portes e segmentos. O objetivo do levantamento era identificar como os clientes da It’sSeg planejam o retorno às atividades presenciais e como a consultoria poderia auxiliar nesse processo. “São aspectos com impacto direto no engajamento das pessoas e as empresas precisam refletir sobre como lidar com os cenários a partir de agora.

Em dois anos, o tempo economizado com transporte, a possibilidade de fazer exercícios, cuidar da saúde emocional, estar próximo da família e a economia com combustível foram fundamentais para manter o profissional mais motivado e produtivo. Claro, considerando que o home office durante uma pandemia não é um modelo adequado. Mas antecipou muitas transformações”, afirma Thomaz Menezes, CEO da It’sSeg.

Por outro lado, a volta ao escritório é considerada positiva por aspectos como facilidade para resolução de atividades (31%), reencontro com os times (27,5%) e comunicação alinhada com a liderança (18,4%). Após dois anos de muitas videoconferências, reuniões seguidas e comunicações por e-mail, reencontrar os colegas ajuda no fortalecimento dos laços com o trabalho, na solução conjunta de problemas e no alinhamento entre as decisões e metas das lideranças com o time.

Para motivar um retorno mais engajado, parte das empresas (23,3%) já está aplicando algumas medidas. Atualizações na política de home office (22%), flexibilidade de horários (18%) e investimento em comunicação interna (18%) foram as três mudanças relatadas. Apenas 10% das empresas afirmaram adotar benefícios flexíveis e investimento em infraestrutura. Parcelas menores estão promovendo eventos internos (8%) e atualizando valores de auxílios existentes (combustível e refeição).

“Entre as empresas que estão olhando para políticas complementares desses novos modelos de trabalho, vemos que boa parte olha para a gestão, mas poucas relatam realizar eventos internos, por exemplo, que podem ter um papel fundamental no bem-estar e no acolhimento das pessoas neste retorno, onde vemos impactos emocionais da pandemia”, diz Menezes. “Embora uma parte pequena esteja flexibilizando benefícios ou aumentando valores, entendemos também que há uma necessidade de gestão desses pacotes para saber o que auxilia melhor as pessoas para tornar o investimento mais eficiente”, acrescenta.

O CEO aponta que a flexibilidade de horários pode significar um ganho não apenas para os funcionários atuais, mas para as possibilidades de atração de talentos. “Imagine que agora é possível, adotando horário flexível onde for oportuno, poder contratar pessoas que vivem em outros países, que têm outras habilidades e culturas e contribuem muito para o ambiente da companhia”. As datas para o retorno estão definidas entre um terço das empresas consultadas na pesquisa (30,7%), mas todas que pretendem retomar o modelo se planejam para o segundo semestre de 2022. – Fonte e mais informações: (https://itssegcompany.com.br/).

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