Para onde irão os podcasts em 2022?

Entre 2020 e 2021, observamos um crescimento gigantesco de um tipo de conteúdo muito específico aqui no Brasil: o podcast. Por incrível que pareça, essa forma de se comunicar é muito mais antiga do que parece. Afinal, o podcast surgiu antes mesmo do YouTube. Porém, com a facilidade de acesso proporcionada pelos serviços de streaming de áudio, o crescimento da modalidade se tornou muito mais fácil nestes últimos anos.

Contudo, eu devo dizer que o podcast é um meio talvez um pouco mal compreendido pelo brasileiro. O que é comum, afinal, até mesmo o YouTube era um pouco confuso para marcas e criadores em 2010. Admito que é muito engraçado conversar com alguém pela primeira vez, e mencionar que trabalho com podcasts. Posso afirmar com certeza que a próxima pergunta que a pessoa fará é: “Podcast? Tipo o Flow?”. E eu tecnicamente preciso responder “sim”, embora eu não lembre de um projeto que eu tenha trabalhado que seja remotamente parecido com Flow, Podpah, PodDelas ou Joe Rogan.

E isso é uma coisa que acredito que vai começar a mudar em 2022. Com o podcast se tornando cada vez mais comum, as pessoas vão começar a entender que dizer “eu escuto podcast” tem o mesmo efeito de dizer “eu assisto TV”. Embora seja o mesmo meio (a televisão), Friends, Jornal Nacional e Formula 1 são três tipos de conteúdo completamente diferentes. E para podcasts, funciona da mesma maneira. Como o meio está crescendo, novos players estão entrando e cada vez mais o mercado está entendendo as particularidades e oportunidades que ele oferece, novos formatos e gêneros de podcasts irão se popularizar.

Outro ponto que acredito que será encarado de forma diferente: métricas e expectativas. Se você faz parte de uma marca e busca aproveitar a influência que o som tem nas pessoas, você certamente pensará em podcasts para comunicar o seu produto. E embora isso seja marketing, e seja no meio digital, é bem diferente do que estamos acostumados no meio do marketing digital. Os podcasts não oferecem os mesmos dados que um Instagram oferece, por exemplo. Além disso, os números de acessos são naturalmente muito mais baixos que um YouTube. Mas se você é publicitário de verdade, o que interessa não é o número que a tela te mostra, e sim o quanto a ação trouxe em vendas. E nisso, o podcast é imbatível. A conversão é muito maior no meio pois o público cria uma relação de confiança muito maior com o podcaster. E embora isso possa ser um pouco incerto no início, com o tempo as marcas estão entendendo isso, e é uma evolução para esse próximo ano.

O som é a maneira mais rápida e eficiente de criar conexões com seres humanos. Por isso, o meio do podcast ainda está no início de sua jornada, e ainda tem muito a crescer. O mercado está se adaptando, e o futuro parece muito promissor. Não existem pessoas que não gostam de podcast. Existem pessoas que ainda não encontraram um podcast que as conquistou. E como temos quase 1 milhão de novos podcasts sendo lançados todos os anos, é só uma questão de tempo até todo mundo ter um podcast em seus ouvidos.

Pedro Zimmer é um produtor de áudio que ajuda artistas, marcas, empresas e profissionais a compartilhar as suas histórias meio do som, Graduado em Music Production pela Full Sail University, já atuou no mercado brasileiro e internacional, trazendo novas possibilidades para seus clientes (como Spotify, Agência de Podcast, Amazon Prime Video e SmartFit) engajarem emocionalmente com o público, trazendo mais resultado, fidelidade e lucratividade. 

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