
Muitas instituições acreditam que posicionamento é apenas uma questão de comunicação visual ou slogan. Em minha experiência no mercado educacional, vejo exatamente o contrário. Posicionamento é uma decisão estratégica que impacta percepção de valor, retenção, reputação e sustentabilidade financeira. Quando uma escola ou universidade não consegue comunicar claramente quem é, para quem existe e qual transformação entrega, ela entra em uma disputa perigosa baseada apenas em preço. Em um mercado educacional cada vez mais competitivo, a falta de posicionamento gera um custo invisível extremamente alto. Instituições genéricas se tornam facilmente substituíveis e perdem capacidade de construir vínculos emocionais duradouros com alunos e famílias.
Percebo que muitas instituições tentam falar com todos ao mesmo tempo e acabam não criando conexão profunda com ninguém. O resultado é uma comunicação sem identidade, campanhas pouco memoráveis e dificuldade em gerar diferenciação. Segundo Ries e Trout (2001), posicionamento é a forma como uma marca ocupa espaço na mente das pessoas. No setor educacional, isso significa construir uma narrativa clara sobre propósito, experiência e impacto. Quando uma instituição não possui clareza de posicionamento, ela tende a depender excessivamente de descontos e campanhas promocionais para atrair matrículas. Isso reduz valor percebido e enfraquece a construção de marca no longo prazo.
Na prática, observo que instituições fortes possuem uma identidade muito clara. Elas entendem seus diferenciais, seus públicos e o tipo de transformação que desejam promover. Isso influencia desde campanhas de marketing até cultura institucional e experiência do aluno. Segundo Chapleo (2015), branding educacional se tornou um elemento estratégico para diferenciação e competitividade no ensino superior. Por isso, acredito que posicionamento não pode ser tratado como um detalhe estético. Ele precisa orientar decisões estratégicas, linguagem, projetos e relacionamento com a comunidade escolar. Instituições bem posicionadas conseguem atrair alunos mais alinhados com sua proposta e fortalecer sua reputação de forma consistente.
Ao longo da minha trajetória, aprendi que marcas educacionais fortes não são construídas apenas com investimento em mídia. Elas são construídas com clareza, coerência e propósito. Em um cenário de excesso de opções, posicionamento deixou de ser diferencial e passou a ser necessidade estratégica. As instituições que entenderem isso terão muito mais capacidade de gerar valor, confiança e crescimento sustentável nos próximos anos. Essa visão influenciou profundamente minha forma de desenvolver projetos e estratégias voltadas ao mercado educacional.
Referências APA
Chapleo, C. (2015). Brands in higher education: Challenges and potential strategies. International Studies of Management & Organization, 45(2), 150–163. https://doi.org/10.1080/00208825.2015.1006014
Ries, A., & Trout, J. (2001). Positioning: The battle for your mind. McGraw-Hill.
Com graduação em Arquitetura e Urbanismo, pós graduação em Administração, MBA em Empreendedorismo e Inovação, e Master in Digital Marketing, Carol Olival tem um perfil multidisciplinar e transita com segurança pelos mercados de educação, marketing, vendas e treinamento. Carol operou escolas próprias de inglês por 10 anos, e hoje é Community Outreach Director da Full Sail University, responsável pela criação e manutenção de comunidades internacionais para a universidade através da divulgação das imensas possibilidades que as carreiras na economia criativa oferecem.
A Importância de se Tornar uma Referência em seu mercado – Jornal Empresas & Negócios



