
Vivemos em um mercado educacional onde ter um bom curso já não é o suficiente. Com tanta oferta e concorrência, o que realmente diferencia uma instituição é a experiência que ela oferece — e isso começa muito antes da matrícula. Já vi alunos decidirem entre duas escolas semelhantes não pelo currículo, mas pela forma como foram recebidos em uma feira, atendidos no WhatsApp ou acolhidos em uma visita. O marketing de experiência ganhou força nos últimos anos e, no setor da educação, ele tem um impacto direto na conversão e na construção da reputação da instituição.
O conceito é simples: criar experiências significativas e memoráveis em cada ponto de contato com o público. Isso inclui desde a navegação no site da escola, passando pelo atendimento nas redes sociais, até o ambiente físico da recepção e a forma como o time conduz visitas presenciais. Tudo comunica. Segundo Pine e Gilmore (1999), autores do clássico The Experience Economy, as marcas que conseguem transformar seus serviços em experiências emocionais se tornam mais valiosas e memoráveis para os consumidores. No caso das escolas, isso significa sair do discurso genérico e criar conexões reais com pais e alunos.
Na minha experiência, vejo resultados concretos quando a instituição investe em detalhes. Um vídeo personalizado após a visita. Um atendimento humanizado, sem pressa. Um ambiente que convida à permanência. Um folder que conta histórias reais, não apenas dados. São ações que geram afeto, confiança e pertencimento. Um estudo da McKinsey (2020) reforça que experiências positivas elevam em até 80% a intenção de compra — ou, no nosso caso, a decisão de matrícula.
O marketing de experiência não é sobre gastar mais. É sobre olhar com atenção para o que já existe e pensar: isso encanta? Isso emociona? Isso cria memória? Quando nos colocamos no lugar do aluno e da família, percebemos quantas oportunidades de encantamento estão nas pequenas coisas — e como elas, somadas, fazem a diferença.
Estar atento a essas estratégias é parte do meu trabalho diário com escolas e projetos internacionais. E foi com essa sensibilidade que encontrei na Full Sail University uma parceira que entende que a experiência também educa. Se quisermos atrair, engajar e manter alunos no mundo atual, precisamos entregar mais que informações. Precisamos entregar experiências que façam sentido. E que façam sentir.
Com graduação em Arquitetura e Urbanismo, pós graduação em Administração, MBA em Empreendedorismo e Inovação, e Master in Digital Marketing, Carol Olival tem um perfil multidisciplinar e transita com segurança pelos mercados de educação, marketing, vendas e treinamento. Carol operou escolas próprias de inglês por 10 anos, e hoje é Community Outreach Director da Full Sail University, responsável pela criação e manutenção de comunidades internacionais para a universidade através da divulgação das imensas possibilidades que as carreiras na economia criativa oferecem.




