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Influência Digital Jovem: Como Usar Criadores de Conteúdo e Alunos como Porta-Vozes da Instituição

em Economia da Criatividade
quinta-feira, 12 de junho de 2025

Nos últimos anos, acompanhando o comportamento de alunos e alunas entre 13 e 24 anos, percebi algo que talvez seja óbvio, mas que ainda não é tratado com a devida atenção no marketing educacional: jovens escutam jovens. Não adianta ter a melhor campanha institucional se ela não fala a linguagem de quem está do outro lado da tela. E mais do que falar — é preciso representar. É nesse ponto que os criadores de conteúdo e os próprios alunos ganham força como agentes estratégicos de comunicação. Quando o aluno se vê refletido em quem comunica, ele presta atenção, se identifica e, mais importante: confia.

Segundo o estudo “The 2024 State of Influencer Marketing” da HubSpot, 63% da Geração Z confia mais em influenciadores e creators do que em anúncios tradicionais. E quando falamos de educação, essa confiança é ainda mais valiosa. O relatório também mostra que campanhas com microinfluenciadores (pessoas com menos de 100 mil seguidores, mas com alta taxa de engajamento) têm desempenho até 60% melhor em nichos como educação e carreira. Isso porque o que está em jogo não é fama, mas autenticidade. Quando um aluno mostra sua rotina real na escola, ou fala como a instituição mudou sua trajetória, isso tem um peso que nenhuma publicidade comprada alcança.

Já acompanhei colégios que ampliaram significativamente o alcance de suas campanhas ao envolverem alunos em vídeos institucionais, conteúdos de TikTok e eventos escolares mediados por estudantes. E não se trata apenas de marketing — trata-se de protagonismo. Quando um jovem participa da narrativa da escola, ele não está só promovendo: ele está construindo pertencimento. Além disso, vi instituições criarem núcleos de alunos embaixadores que produzem conteúdo em parceria com o time de comunicação, gerando um ciclo de engajamento contínuo e real.

Na Full Sail University, esse modelo é levado a sério. Graduados que atuam como profissionais no mercado criativo frequentemente voltam como mentores, palestrantes e criadores de conteúdo. Eles participam de campanhas, lives, bastidores de eventos e ações de captação. O resultado é um marketing vivo, com rosto, voz e emoção — tudo aquilo que uma instituição precisa para se conectar com uma geração que valoriza experiências reais e fala direta.

Se você atua com marketing educacional e ainda não pensou em envolver alunos ou creators jovens nas suas ações, talvez esteja perdendo a chance de criar conexão verdadeira. Mais do que vender uma proposta pedagógica, precisamos inspirar — e ninguém inspira melhor do que quem vive, todos os dias, a realidade que queremos comunicar.

Com graduação em Arquitetura e Urbanismo, pós graduação em Administração, MBA em Empreendedorismo e Inovação, e Master in Digital Marketing, Carol Olival tem um perfil multidisciplinar e transita com segurança pelos mercados de educação, marketing, vendas e treinamento. Carol operou escolas próprias de inglês por 10 anos, e hoje é Community Outreach Director da Full Sail University, responsável pela criação e manutenção de comunidades internacionais para a universidade através da divulgação das imensas possibilidades que as carreiras na economia criativa oferecem.