Varejo pode ter redução de 80% a 90% na conta de luz com energia solar

Mais do que uma solução sustentável, a energia solar passou a ser uma alternativa para o varejista reduzir os gastos com a eletricidade, que vêm pesando cada vez mais no orçamento. Segundo os dados recentes da Absolar, o setor de varejo e serviços ocupa a segunda posição no ranking de classe de consumo, sendo responsável por quase 73 mil sistemas instalados no país (15% do total) e mais de 2 GW da potência instalada (36,7%), ficando atrás somente do setor residencial.

Com a solução de energia fotovoltaica, os lojistas podem gerar eletricidade suficiente para manter o sistema de refrigeração por 24 horas, além de iluminação, climatização e movimentação de fornos e outros equipamentos, a um custo de 80% a 95% menor do que a energia convencional, conforme o tamanho da instalação, segundo Alexandre Borin, gerente da unidade solar da Fronius do Brasil, subsidiária da fabricante austríaca de inversores e líder de mercado da categoria no país com 25% do market share.

Toda energia gerada a partir dos raios solares é consumida no local ou enviada à rede da concessionária da região, que converte essa produção em créditos para serem abatidos na conta de luz. Entre os varejistas, o setor supermercadista tem investido muito em eficiência energética, nos últimos anos, buscando diferenciação e sustentabilidade, e, de acordo com Borin, a energia solar fotovoltaica é a que melhor representa esses fatores.

Emerson Kanawa, diretor de crescimento da Platão Energia, especializada em projetos de instalação de sistemas fotovoltaicos e representante da Fronius, complementa afirmando que os estabelecimentos de médio e grande portes são os que mais investem em energia solar. “Isso porque essas empresas têm um custo mais elevado na conta de luz, que impacta de forma direta no custo operacional do negócio. Além disso, esse perfil de usuário tem acesso a boas taxas de financiamento e melhores receitas”, diz.

Não há dados oficiais sobre a participação da tarifa de energia nas despesas do varejo. Mas, segundo Kanawa, estima-se que, em um ranking de custo operacional, a energia muitas vezes supera a despesa com aluguel, ficando apenas atrás da folha de pagamento. O investimento para geração de energia limpa ainda é elevado e varia conforme o tamanho da loja e a capacidade de potência instalada, pois os equipamentos são importados. Para um estabelecimento de médio porte o investimento fica na casa dos R$ 800 mil, para uma instalação com capacidade para gerar 281 MWh/ano.

Entretanto, com a grande margem de economia gerada, o lojista pode ter retorno sobre investimento (ROI) em cinco anos, em média. Nesse sentido, Borin ressalta que, tendo em vista a vida útil do sistema estimada em 20 anos, um investimento com retorno em apenas ¼ desse período é excelente para qualquer negócio, “especialmente para o varejo, que normalmente trabalha com margens baixas devido a alta competitividade”, observa.

Segundo explica, a escolha do inversor e do instalador deve ser pautada pela história e pelo suporte técnico que as empresas oferecem no Brasil, para que possam prestar o melhor serviço de pós-vendas para os supermercadistas por um longo prazo de operação do sistema. Assim, antes de optar pela energia solar, o varejista deve avaliar e considerar os seguintes fatores, para que possa aproveitar melhor o investimento feito, segundo os executivos da Platão e Fronius:

  • Escolha a marca de equipamentos fotovoltaicos de qualidade e confiabilidade no mercado, principalmente os inversores.
  • Pesquise e escolha empresa que tenha experiência na execução de projeto em supermercados, pois esses estabelecimentos têm algumas peculiaridades técnicas e detalhes que devem ser analisados na hora da instalação.
  • Avalie se o telhado suporta todo o peso dos painéis solares que serão colocados e se necessita do serviço de um engenheiro estrutural para emitir um laudo.
  • Por ser um projeto que requer um investimento de valor elevado, é preciso que o varejista tenha consciência e visão de longo prazo e a necessidade de fazer a manutenção periódica dos equipamentos.
  • Além da manutenção preventiva, as práticas de eficiência energética também potencializam a redução de gastos com energia. Portanto, antes de instalar o sistema fotovoltaico, treine a equipe para implementar práticas que gerem economia de eletricidade. – Fonte e mais informações: (https://www.fronius.com/pt-br/brasil).

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