TSE dá respiro a Temer, mas ele segue na ‘corda bamba’

Líderes da base aliada avaliam que o resultado final favorável ao presidente Michel Temer no TSE, dá um respiro, mas não livrará o peemedebista da crise.

Para governistas, Temer seguirá ameaçado pelo surgimento de novos fatos, como eventuais delações premiadas, um possível desembarque do PSDB e uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele.
“Esse resultado no TSE já era esperado e é positivo para o governo. Mas lógico que não se encerra o processo”, afirmou o líder do PR, José Rocha (PR), que comanda a quinta maior bancada da Câmara, com 39 deputados.
“A crise não está totalmente resolvida. A cada dia podem surgir fatos novos. Todos estávamos na expectativa desse julgamento, agora da denúncia da PGR e continua a expectativa das delações”, acrescentou Rocha. Apontado como operador de propinas do ex-deputado preso Eduardo Cunha, Funaro já deu sinais de que deve fazer colaboração premiada.
O líder do PSD na Câmara, Marcos Montes (MG), avalia que a absolvição de Temer pelo TSE constrói sobre ele uma “força relativa” de sustentação que pode mantê-lo no governo. “Ele vai ficar na corda bamba, mas vai se equilibrar” afirmou. Ele prevê, no entanto, que dois fatos podem “afinar” a corda: o desembarque do PSDB do governo e possíveis delações “bombásticas”. “São alternativas que deixariam ele bambeando numa corda bem fina”, disse.
Os tucanos marcaram para esta segunda-feira (12), reunião geral para decidirem se desembarcam ou não. No Congresso e no próprio governo, a avaliação é de que uma eventual saída dos tucanos na base aliada tem potencial para provocar um desembarque em cascata de outros legendas. A bancada do PRB, a nona maior bancada da Câmara, com 23 deputados, já marcou reunião para o mesmo dia para avaliar o cenário político após o TSE e a decisão do PSDB (AE).

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