Saiba como atender às expectativas do varejo para o segundo semestre

Felipe Macedo (*)

O ano é 2022 e o cenário se baseia na retomada econômica pós-covid-19. São mais de dois anos desde que a pandemia começou a impactar diversos setores no mundo todo. No entanto, dois segmentos, em especial, sofreram de forma mais drástica — leia-se a indústria do?varejo?e do consumo.

Apesar dos desafios no meio do caminho, os empreendedores precisam arregaçar as mangas e planejar estratégias para melhorarem a?experiência dos consumidores e conquistarem novos clientes. Afinal, as mudanças em cena dizem respeito não apenas às tendências do mercado como também aos novos hábitos de compra.

Não à toa, as vendas nos e-commerces de vestuário, lojas de departamento e produtos de beleza aumentaram quase dez pontos percentuais, em média, desde o início da crise sanitária.?E já olhando para o futuro – a partir do segundo semestre deste ano – acredito que os varejistas devem se concentrar em cinco ações para criarem mais resiliência na experiência de compra do cliente e emergirem ainda mais fortes na recuperação.

1. Dobre o digital – O profundo impacto da pandemia nos hábitos de compra dos consumidores aumentou a urgência em expandir a presença digital rapidamente. Use e abuse do investimento em marketing on-line.

Essas adaptações incluem prestar mais atenção à pesquisa paga (por exemplo, observar tanto o desempenho das palavras-chave quanto a intenção do consumidor) e melhorar a experiência de compra nas redes sociais, seja com produtos em destaque, seja com conteúdo clicável no Instagram, por exemplo. Ou que tal a criação de um app para ampliar a presença e o engajamento?!

2. Injete inovação no omnichannel – Procure proporcionar uma sensação de loja para a experiência digital. Uma equipe bem treinada pode criar conteúdo que aborde os desafios do cliente de maneira divertida, ao mesmo tempo que promove produtos atuais e novos lançamentos. Lance ou diversifique os mecanismos de entrega e faça parcerias no varejo para aumentar a conveniência.

3. Transforme as operações da loja e ganhe no quesito segurança – A prioridade para muitos clientes hoje é entrar e sair de uma loja o mais rápido e seguro possível — se eles optarem por entrar.?Fornecer experiências seguras será fundamental; os varejistas devem implementar políticas e processos para permitir distâncias adequadas, higienizar superfícies e produtos e se comunicar de forma proativa, clara e empática.

4. Reinvente a rede física: o volume crescente de compras nos e-commerces forçará os empreendedores a reavaliarem as lojas físicas e como os locais podem oferecer melhor suporte à experiência do cliente. Otimize processos, redefina o papel do espaço físico e crie a loja do futuro.

5. Adote um modelo operacional ágil: com a ascensão do digital nos últimos tempos, as empresas podem ter dados ainda mais dinâmicos e usar essas informações para extraírem insights imediatos. Ao adotarem práticas ágeis, os varejistas podem readaptar mais rapidamente seu modelo de negócio e suas ofertas?para atender às expectativas do consumidor.

Por exemplo, uma empresa chinesa de aluguel de carros criou uma equipe para monitorar as mídias sociais e identificar tendências em tempo real.? A empresa, então, criou novas ofertas com base em insights da análise da mídia social.

Fato é que, com objetivos claros frente às cinco ações recomendadas, uma retomada significativa no varejo durante o segundo semestre deste ano pode suprir as expectativas. Sobretudo aqueles que se dedicarem a favorecer agilidade e inovação no conceito omnichannel têm grandes chances de se destacarem no segmento e fortalecerem os laços com os clientes!

(*) – É CO-CEO e Founder da Corebiz (https://www.corebiz.ag/pt/).

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