Resiliência empresarial, o grande desafio da pandemia

Entre os desafios que as empresas devem enfrentar ao atravessar a turbulência econômica ocasionada pela crise mundial sanitária, está a mudança da força de trabalho, uma vez que muitas organizações precisam implementar mudanças adicionais, como cortes e medidas estruturais, tanto temporárias como de longo prazo.

De acordo com a Control Risks, especializada na continuidade de negócios e resiliência, tais mudanças podem provocar ansiedade em todos os níveis de uma organização e, em alguns casos, na comunidade que faz parte dela. Ao reabrir locais de trabalho, os empregadores devem considerar novas diretrizes de saúde e segurança, bem como regras estaduais e locais, que os orientem a instituir novas políticas e procedimentos ao retomar os negócios.

“Na retomada gradativa dos negócios, as empresas se preocupam em treinar os funcionários diante dos novos protocolos, bem como em se antecipar aos problemas e minimizar as consequências, buscando um equilíbrio adequado entre segurança e privacidade e, ao mesmo tempo, atendendo à saúde física e mental de seus colaboradores ”, comenta Oliver Wack, gerente geral da Control Risks.

Portanto, diante desta crise, muitos líderes estão explorando maneiras de cuidar do bem-estar mental de sua força de trabalho como uma parte crítica do planejamento do reinício dos negócios. De acordo com Silvana Amaya, analista sênior da Control Risks, a ansiedade agravada pelo bloqueio prolongado, a incerteza sobre o futuro e o medo de exposição estão contribuindo para uma força de trabalho cada vez mais vulnerável.

“Apoiar as equipes para desenvolver os protocolos de intervenção necessários e ajudar os líderes a criar uma cultura de bem-estar mental e segurança no local de trabalho é fundamental para esse processo de retomada”, diz Oliver Wack. Com a série de mudanças que sofreram no último ano, as empresas da América Latina buscam um espaço adaptável às suas necessidades, tanto em termos de localização quanto de disponibilidade, amortizando custos desnecessários e planejando as operações cautelosamente diante das perspectivas incertas.

Países como o Brasil adotaram o conceito de escritórios flexíveis, obtendo uma melhor qualidade de serviços e alta produtividade, desde encontrar um local que tenha todos os aspectos atendidos, desde serviços de limpeza, móveis, recepção, entre outros, em caso de necessidade de movimentação imediata, o que representa uma grande vantagem para eles.

Paralelamente, as empresas da América Latina estão analisando a implementação de esquemas de trabalho flexíveis e a adoção de espaços híbridos para retornar ao escritório. De acordo com uma pesquisa divulgada pela consultoria de recrutamento especializado Robert Half, 95% dos executivos entrevistados, o trabalho híbrido, com rodízio entre home office e no escritório, é visto como parte permanente do cenário de empregos.

No entanto, um dado indica que as empresas podem perder muitos de seus trabalhadores se não se adaptarem às novas circunstâncias estabelecidas pela pandemia, e é que um relatório da Microsoft baseado em pesquisas e dados do LinkedIn, revelou que 53% dos trabalhadores na América Latina planejam uma mudança de empresa nos próximos dois anos.

Neste contexto, o modelo mais viável para o futuro é um sistema híbrido, conforme assegurado pela vice-presidente da Microsoft para a Transformação dos Locais de Trabalho, Emma Williams, onde algumas pessoas trabalham no escritório e outras em casa, permitindo que participem de reuniões e o dia a dia por meio de telas.
“Estar preparado para todas as eventualidades que surgiram com o impacto da pandemia nos negócios pode ser a chave para responder às circunstâncias em rápida mudança e se recuperar de uma forma que as empresas saiam mais fortes para o futuro”, reafirma Sivana Amaya. – Fonte e outras informações: (www.controlrisks.com).

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