Por ‘prudência’, Léo Pinheiro fica na prisão da PF

O juiz federal Sérgio Moro decidiu manter o empreiteiro José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, da OAS, na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, base da Operação Lava Jato.

Moro acolheu pedido dos advogados de Léo Pinheiro e alertou para o “potencial” e para a “extensão” das informações que ele poderá revelar em um eventual acordo de colaboração premiada.
O empreiteiro está preso na PF desde setembro. Na carceragem federal estão outros réus da Lava Jato, como o empreiteiro Marcelo Bahia Odebrecht, o doleiro Alberto Youssef e o ex-ministro Antonio Palocci Filho.
Condenado a 16 anos e quatro meses de reclusão por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa no esquema de propinas instalado na Petrobras, Léo Pinheiro é réu em outra ação penal, ao lado do ex-senador Gim Argello, por pagamentos ilícitos para brecar CPIs que investigavam falcatruas na estatal petrolífera.
A decisão de Moro contraria pedidos da PF e da força-tarefa do MPF que se manifestaram pela transferência do empreiteiro para o Complexo Médico Penal de Pinhais, nos arredores de Curitiba, onde está a maioria dos réus da Lava Jato. A defesa do executivo, a cargo do criminalista José Luís Oliveira Lima, argumentou que Léo Pinheiro e a OAS “possuem intenção de colaborar com as investigações”. A defesa destacou que “o acusado prestará novos depoimentos, bem como apresentará novas provas’ e que, por isso, ‘seria recomendável a sua manutenção na carceragem da Superintendência Regional da PF no Paraná, inclusive para acautelar eventual risco a sua integridade física” (AE).

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