Mercadante não vê estabilidade sem a CPMF

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, voltou a defender a aprovação da CPMF como forma de melhorar a situação das contas públicas.

“Eu não vejo nenhum cenário de estabilidade econômica, melhora nas contas públicas, sem a CPMF”, disse, na saída de uma audiência pública na Comissão de Educação do Senado. De acordo com ele, o cidadão que ganha R$ 1,5 mil por mês paga sete reais de CPMF, o que, no seu ver, “não pesa”. “Para a transição da situação em que nós nos encontramos, talvez, seja o caminho com menos impacto na economia”, considerou.
Na primeira aparição no Congresso após trocar a Casa Civil pelo MEC, depois de forte pressão do ex-presidente Lula e de integrantes de partidos da base aliada, o ministro disse ter saído do silêncio e recorreu a uma analogia futebolística para falar sobre a nova situação: deixou de ser goleiro para ser centroavante. Ele repetiu a avaliação, feita em audiência na comissão, de que a contribuição atinge os sonegadores e o caixa dois. Ele disse saber que o imposto não é agradável e o comparou a uma injeção.
O ministro reconheceu as resistências do Legislativo em aprovar a volta do imposto do cheque, mas destacou que não se pode é não votar e não pôr em pauta as propostas necessárias do ajuste fiscal. Ele citou ser preciso votar a prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU) e o a que trata dos juros sobre o capital próprio, matérias tributárias capazes de melhorar a receita, que teve uma queda “muito grande” (AE).

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