Interação e conexão: caminhos para o sucesso das empresas

Richard Mendonça (*)

Para que um negócio possa ter uma razão de ser é preciso que ele tenha uma “alma”, um propósito. Hoje mais do que nunca negócios são medidos pelas suas interações humanas. Se não quiserem estar fadadas ao fracasso, as empresas precisam aprender a criar uma conexão emocional com seus consumidores que são antes de tudo, pessoas. Liderar pelo exemplo, estar livre de cargos e desenvolver dirigentes em cada equipe, é uma das premissas que norteiam uma empresa de sucesso.

O que deve mover uma empresa todos os dias é a vontade de fazer a diferença na vida das pessoas. O mundo está cheio de pessoas comuns, mas precisamos querer mais e tentarmos ser seres extraordinários, que fazem a diferença em algum momento na vida daqueles que nos conectamos. Mas isso não é tarefa simples, muito menos uma definição de cultura tradicional, mas sim com base na personificação de uma liderança e desenvolvida através de valores muito sólidos no dia a dia da operação.

É o famoso “walk the talk”, em outras palavras “fazer o que se fala ou liderar pelo exemplo”. Uma liderança forte que inspira a equipe, está disposta a dar o exemplo e não apenas a dizer o que precisa ser feito.
Todos na empresa devem ser estimulados a exercitar sua liderança independente do cargo que ocupam. Bons líderes são aqueles que desenvolvem novos líderes. Assim, independente do cargo que ocupam, os funcionários precisam aprender desde cedo a tomar pequenas decisões.

Isso agiliza o processo, dá autonomia para a equipe solucionar problemas no momento em que eles aparecem e principalmente porque o cliente necessita de respostas assertivas e imediatas. Inovação é fundamental, mas não significa ter que inventar ações novas todos os dias, e sim estar de olhos e ouvidos abertos todos os dias para entender realmente como o negócio deve funcionar para encantar, conquistar e fidelizar clientes. O primeiro passo para isso é a forma como uma empresa se conecta com seus clientes. Cuidar uns dos outros deve ser um dos principais valores!

Precisamos estimular a criação de conexão e interação humana, seguir sempre um modelo de gestão humanitário e focado em propósitos, respeitando o momento de cada pessoa, caso contrário nossas empresas poderão sucumbir. Um líder não precisa ser somente pró ativo. Precisa ser positivo, encarar tudo de uma forma que seja possível nos levar a outro patamar. Mais importante do que saber o que precisa ser feito, é importante ter certeza daquilo que não queremos fazer. Isso conduz a equipe a caminhar para a mesma direção, estabelecendo prioridades e dando foco a elas.

Saber ouvir como estão as emoções da equipe também é importante. O time precisa estar conectado com o propósito do negócio e não basta aparentar, tem que viver na essência esse propósito. Costumo dizer frequentemente que estamos a serviço de algo maior, e não a serviço dos nossos egos. Na prática isso inspira os membros da equipe a entregarem o seu melhor. Quando deixamos o ego de lado e partimos em busca de um propósito único e verdadeiro, transcendemos o potencial de cada um buscando resultados cada vez melhores.

O reflexo da forma como nos relacionamos com nossos colaboradores é a forma como nos relacionamos com nossos clientes e fornecedores. A equipe entende a magia por trás de um bom atendimento. Antes de sermos vendedores, somos consumidores. A comunicação da empresa com o consumidor, também deve ser sempre feita diretamente por um dos membros do quadro de staff. Isso gera maior profundidade na relação com os clientes que percebem que estão se comunicando com um ser humano e não com um robô.

Em resumo, as pessoas não devem apenas saber como comandar um time, mas sim ter capacidade para desenvolver o melhor em seus parceiros. As equipes devem ser cuidadas para que possam cuidar dos clientes de forma que a experiência seja memorável e que isso gere uma conexão emocional muito forte com o cliente. Temos que estar todos os dias oferecendo condições para a evolução de cada um para que no coletivo possamos juntos ser imbatíveis.

(*) – Formado em Ciências Contábeis pela UFSC, com pós-graduação em Commerce pela Griffith University, na Austrália, é sócio-executivo e CEO da Phi Concept (https://phiconcept.com.br/).

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