
Pesquisa revela que 82% trocaram marcas por versões mais baratas, mas 73% ainda mantêm “mimos” no orçamento
Com a inflação mantida em 15%, o consumidor brasileiro tem apresentado mais cautela, comparado preços e agido com disciplina financeira na hora das compras, o que marca um novo perfil de consumo. O estudo “Consumo em tempos de inflação e repriorização”, realizado pela Neogrid em parceria com o Opinion Box, revela que 95% dos brasileiros perceberam um aumento nos preços no último ano e 82% afirmam ter trocado produtos habituais por opções mais baratas.
O principal fator da decisão de compra para 66% dos consumidores é o preço, seguido pela qualidade (60%). Essa mudança evidencia que o brasileiro não receia trocar marcas habituais por alternativas mais em conta e também busca um equilíbrio entre custo e confiança, já que muitos ainda mantêm um certo nível de exigência.
‘“Para enfrentar esse cenário, além de repensar as prioridades de consumo, uma dica prática é criar um fundo de emergência específico para a possível variação com as despesas com alimentação”, reflete Fernando Lamounier, educador financeiro. “Separar mensalmente uma pequena porcentagem da renda para evitar surpresas com a alta de preços é a chave para garantir estabilidade em tempos de incerteza”, pontua o especialista.
Nos últimos 12 meses, as principais categorias em que os consumidores substituíram produtos por opções mais baratas foram: produtos de limpeza (69%), itens de higiene pessoal (57%), alimentos e bebidas (54%).
No entanto, mesmo diante dessas mudanças é possível perceber que o brasileiro ainda preserva um espaço para “mimos”, ou seja, compras por indulgência ou satisfação pessoal. A pesquisa revela que 73% dos respondentes afirmam manter hábitos e itens que tragam uma gratificação como: refeições fora de casa (46%), chocolates e doces (45%), cosméticos (38%) e delivery (32%).
“É preciso ter uma visão em longo prazo do que realmente vale a pena e, principalmente, do que está dentro do seu orçamento. Está tudo bem comprar algo que não seja extremamente necessário para suprir um desejo pessoal, desde que você não fique endividado por este motivo”, enfatiza Lamounier.
Em um nível individual, o consumidor precisa compreender a importância de organizar as finanças pessoais de forma estratégica, controlando entradas e saídas e estabelecendo reservas de emergência. Diante disso, o consumidor brasileiro em 2025 deve focar em dois vieses: disciplina financeira e o consumo inteligente. Isso não significa abrir mão de desejos, mas fazer escolhas de forma planejada. “Programação é a chave para cuidar das finanças. Ter um teto para o orçamento é outra iniciativa que colabora com a poupança na hora de adquirir um produto”, conclui.


